No comunicado, os dirigentes defenderam a continuidade de Alcolumbre à frente do Senado e destacaram sua atuação na articulação política e na relação entre os Poderes.
“A experiência de Davi Alcolumbre na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirma sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes”, afirma o texto.
Alcolumbre já recebeu apoio de MDB e PSD
Além da federação União Brasil-PP, Alcolumbre também recebeu manifestações públicas de apoio de integrantes do MDB e do PSD. Entre eles estão Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido no Senado, e Otto Alencar (PSD-BA).
Durante sessão no Senado, Otto Alencar afirmou que poderá votar novamente em Alcolumbre em razão do trabalho realizado pelo parlamentar na condução da Casa.
“Eu tive a oportunidade de exercer o meu voto favorável à sua Presidência e posso exercê-lo de novo pelo trabalho, pela sua perseverança, pela sua presença no Senado Federal discutindo as matérias”, declarou.
Disputa pelo comando do Senado em 2027
Alcolumbre já vinha articulando a permanência no cargo independentemente de quem ocupasse a Presidência da República a partir de 2027. Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sua candidatura ganhou força, segundo informações do g1.
Um dos possíveis adversários é o senador Rogério Marinho (PL-RN), apoiado pela bancada do PL, que conta com 29 senadores. A disputa também envolve a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que já havia manifestado interesse em concorrer à presidência do Senado.
Com o apoio oficial da federação, Tereza Cristina enfrenta um obstáculo dentro do próprio partido, que agora declarou preferência pela continuidade de Alcolumbre no comando da Casa.
A eleição para a presidência do Senado será realizada em fevereiro de 2027. O resultado definirá quem conduzirá os trabalhos legislativos e as articulações políticas da Casa pelos próximos dois anos.