Alvo da PF, sobrinho de Adilsinho já recebeu Flávio Bolsonaro em camarote na Sapucaí

Reportagem aponta que o senador esteve no espaço de um investigado ligado à família do contraventor durante o Carnaval do Rio; presença no camarote não implica participação nos crimes apurados.
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Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (29), já recebeu Flávio Bolsonaro (PL) em seu camarote na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O empresário é ligado ao Camarote Arpoador, espaço que recebe convidados durante os desfiles das escolas de samba.

A informação foi divulgada em meio à nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionadas a um grupo associado ao jogo do bicho e ao comércio ilegal de cigarros. A presença de Flávio Bolsonaro no camarote não significa envolvimento do senador nos crimes investigados. Não há informação de que ele seja alvo desta etapa da operação.

 

 

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Quem é o sobrinho de Adilsinho investigado pela PF?

Bernardo Coutinho Loyola é sobrinho de Adilsinho, apontado pelas autoridades como uma das principais figuras de uma organização investigada por atividades ilegais no Rio de Janeiro.

Além da relação familiar, Bernardo aparece nas apurações sobre a estrutura empresarial e patrimonial associada ao grupo.

O empresário também está ligado ao Camarote Arpoador, espaço de entretenimento instalado na Marquês de Sapucaí durante o Carnaval.

O local recebe convidados, empresários, artistas e personalidades políticas que acompanham os desfiles das escolas de samba.

Flávio Bolsonaro esteve no camarote durante o Carnaval

O senador Flávio Bolsonaro esteve entre os convidados recebidos no Camarote Arpoador, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira.

O espaço também já recebeu outras figuras conhecidas da política fluminense, incluindo o ex-governador Cláudio Castro e o ex-deputado estadual TH Joias.

A circulação de autoridades e políticos pelo camarote passou a chamar atenção após Bernardo ser incluído entre os alvos da nova fase da investigação federal.

Entretanto, a participação em eventos sociais não comprova conhecimento ou envolvimento em eventuais irregularidades atribuídas aos responsáveis pelo estabelecimento.

Até o momento, não foram divulgadas provas que relacionem a visita de Flávio Bolsonaro ao camarote com os crimes apurados pela Polícia Federal.
Até o momento, não foram divulgadas provas que relacionem a visita de Flávio Bolsonaro ao camarote com os crimes apurados pela Polícia Federal.

PF cumpre mandados na Barra da Tijuca

A nona fase da Operação Unha e Carne foi realizada nesta quinta-feira (29), com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro.

As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e têm como objetivo aprofundar a investigação sobre a movimentação de recursos e a utilização de empresas para ocultação patrimonial.

Três dos endereços investigados são salas comerciais vinculadas ao pastor Márcio Poncio. O quarto imóvel está associado a Bernardo Coutinho Loyola.

Os agentes buscam documentos, registros financeiros e equipamentos eletrônicos que possam ajudar a esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados pelos investigados.

Investigação aponta imóveis de luxo e movimentações financeiras

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria utilizado uma estrutura composta por imóveis de alto padrão, veículos de luxo, aeronaves e empresas para administrar e ocultar patrimônio.

A suspeita é de que parte desses bens tenha sido registrada em nome de familiares, colaboradores ou terceiros, dificultando a identificação dos verdadeiros proprietários.

Os investigadores também apuram operações financeiras que poderiam ter sido utilizadas para dissimular a origem de recursos provenientes de atividades ilegais.

Entre os mecanismos analisados estão movimentações em dinheiro, holdings patrimoniais e empresas com vínculos com pessoas próximas aos principais investigados.

Nova fase surgiu após análise de celular apreendido

As diligências desta quinta-feira são um desdobramento de informações obtidas durante etapas anteriores da Operação Unha e Carne.

De acordo com a Polícia Federal, a análise de dados extraídos de um aparelho celular apreendido na quinta fase da investigação permitiu identificar novos endereços e possíveis relações patrimoniais.

O material também teria apontado movimentações financeiras e vínculos empresariais que passaram a ser examinados pelos investigadores.

A partir dessas informações, a Justiça autorizou novas buscas para aprofundar a apuração.

Quem é Adilsinho?

Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, é apontado pela Polícia Federal como uma liderança ligada ao jogo do bicho e ao comércio ilegal de cigarros no Rio de Janeiro.

O contraventor é investigado por suspeitas de participação em uma organização criminosa que teria movimentado recursos por meio de diferentes empresas e operações patrimoniais.

Adilsinho já estava preso quando voltou a ser alvo de medidas judiciais em fases anteriores da Operação Unha e Carne.

A investigação também alcançou empresários e outras pessoas suspeitas de colaborar com a estrutura financeira do grupo.

Flávio Bolsonaro é investigado na Operação Unha e Carne?

Não há informação de que Flávio Bolsonaro seja investigado na nona fase da Operação Unha e Carne.

A referência ao senador está relacionada à sua presença anterior no Camarote Arpoador, espaço associado a Bernardo Coutinho Loyola.

O fato de um político ter frequentado um estabelecimento administrado por uma pessoa investigada não constitui, isoladamente, evidência de participação em atividades criminosas.

As suspeitas apresentadas pela Polícia Federal dizem respeito à atuação dos investigados e às movimentações patrimoniais que estão sendo analisadas.

Investigação continua após cumprimento dos mandados

Os materiais recolhidos durante as buscas serão examinados pela Polícia Federal para identificar eventuais irregularidades e esclarecer a participação de cada suspeito.

A apuração também deverá verificar a origem dos recursos utilizados na aquisição e manutenção dos bens associados ao grupo.

Novas medidas poderão ser solicitadas à Justiça caso os investigadores encontrem elementos que justifiquem o aprofundamento das diligências.

Até eventual decisão judicial definitiva, os investigados têm direito à presunção de inocência.

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