Filmes em cartaz
1. Pânico (1996) — O assassino que conhece as regras do terror
Um ano depois do assassinato de sua mãe, Sidney Prescott passa a ser perseguida por um assassino mascarado conhecido como Ghostface. Enquanto novos crimes acontecem em sua cidade, ela e seus amigos tentam descobrir quem está por trás da máscara.

Wes Craven reinventou o slasher ao misturar sustos, humor ácido e uma consciência afiada dos clichês do próprio gênero. Os personagens conhecem as regras dos filmes de terror — e isso não significa que consigam sobreviver a elas.
Trinta anos depois, Pânico continua afiado. A metalinguagem não é apenas uma brincadeira para fãs: ela ajuda a construir o suspense e transforma cada suspeito em uma possibilidade real. Rever o filme no cinema é também reencontrar a força de uma experiência coletiva, em que cada grito e cada suspeita ganham outra dimensão.
Onde assistir: sessões especiais no UCI Day Terror, de 30 de outubro a 1º de novembro. Consulte a programação da unidade.
2. Sexta-Feira 13 (1980) — O acampamento onde ninguém está seguro
Um grupo de jovens trabalha para reabrir o acampamento Crystal Lake, cenário de uma antiga tragédia. Mas a tentativa de retomar as atividades termina em uma sequência de assassinatos.

O primeiro Sexta-Feira 13 ajudou a consolidar o slasher como fenômeno popular. A fórmula é direta: isolamento, personagens vulneráveis, uma ameaça escondida e a sensação de que o perigo pode surgir a qualquer momento.
O filme tem o charme bruto dos terrores de sua época. A tensão nasce menos de explicações elaboradas e mais da espera, dos espaços vazios e da ameaça que ronda o acampamento. É uma oportunidade de revisitar a origem de uma das franquias mais reconhecíveis do horror.
Onde assistir: sessões especiais no UCI Day Terror, de 30 de outubro a 1º de novembro. Consulte a programação da unidade.
3. Drácula de Bram Stoker (1992) — O horror gótico em sua forma mais exuberante
Após perder a mulher que ama, o príncipe Vlad Tepes renega a Igreja e é condenado a atravessar os séculos como uma criatura imortal. Quatrocentos anos depois, ele acredita reconhecer em Mina, noiva de um jovem advogado, a reencarnação de seu grande amor.

Francis Ford Coppola transforma a história do vampiro em um espetáculo visual de sombras, desejo e tragédia. Em vez de apostar apenas no susto, o diretor constrói um horror romântico, marcado por cenários teatrais, efeitos práticos e imagens que parecem saídas de um pesadelo antigo.
Gary Oldman entrega um Drácula intenso e contraditório, ao mesmo tempo sedutor e monstruoso. É um filme para quem aprecia o terror gótico, a atmosfera carregada e uma direção que não tem medo do excesso.
Onde assistir: sessões especiais no UCI Day Terror, de 30 de outubro a 1º de novembro. Consulte a programação da unidade.
4. Obsessão (2026) — Quando o desejo cobra um preço
Bear é apaixonado por Nikki e encontra uma maneira sobrenatural de conquistar seu coração: um misterioso artefato conhecido como Salgueiro dos Desejos. O pedido se realiza, mas a felicidade logo revela um lado perturbador.

Dirigido por Curry Barker, Obsessão parte de uma fantasia romântica para mergulhar em um terror sobre controle, desejo e consequências. A premissa brinca com uma pergunta simples e incômoda: até onde alguém iria para ser amado?
O filme encontra seu caminho ao transformar uma vontade aparentemente inocente em uma situação cada vez mais desconfortável. O horror não está apenas no elemento sobrenatural, mas na ideia de que o amor, quando tratado como posse, pode se tornar uma forma de violência.
Onde assistir: sessões especiais de Halloween em 31 de outubro, na programação da Cinemark. Consulte os cinemas participantes.
5. A Hora do Pesadelo (1984) — O medo que não termina quando fechamos os olhos
Um grupo de adolescentes começa a ter pesadelos com um homem de rosto desfigurado e garras de lâmina. O problema é que os ataques de Freddy Krueger não ficam restritos aos sonhos: quem morre enquanto dorme também morre na vida real.

Dirigido por Wes Craven, o clássico transformou o sono — um dos poucos lugares onde deveríamos encontrar descanso — em território de ameaça. Freddy é um vilão que rompe a fronteira entre fantasia e realidade, e essa ideia dá ao filme uma força que atravessa gerações.
Com efeitos práticos inventivos e uma atmosfera de pesadelo, A Hora do Pesadelo é um marco do terror dos anos 1980 e uma oportunidade de rever na tela grande a origem de um dos personagens mais conhecidos do gênero.
Nota no IMDb: 7,4/10.
Onde assistir: sessões especiais a partir de 30 de outubro, em um cinema, conforme a programação consultada. Verifique a disponibilidade e os horários na sua cidade.