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Casos de mpox no Rio já superam total de 2025 e colocam Saúde em alerta

Estado registra 211 infecções confirmadas em 2026, contra 119 no ano passado; capital concentra a maior parte dos casos e autoridades monitoram o avanço da doença.
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O estado do Rio de Janeiro já registrou 211 casos confirmados de mpox em 2026, superando os 119 contabilizados durante todo o ano de 2025. Os dados, atualizados até domingo (1º), representam um aumento de aproximadamente 77% em relação ao total do ano anterior. Diante do crescimento das infecções, a Secretaria Estadual de Saúde informou que acompanha a evolução da doença. Não houve mortes registradas nos dois períodos.

A capital fluminense concentra a maior parte das confirmações. Segundo o painel epidemiológico da Prefeitura do Rio, atualizado até 29 de outubro, a cidade contabilizou 167 casos neste ano, contra 94 em todo o ano passado. A alta reforça a necessidade de vigilância, principalmente diante da circulação do vírus e do risco de transmissão por contato próximo com pessoas infectadas.

Casos de mpox aumentam sete vezes no Rio em dois meses; capital está sem vacina

Secretaria de Saúde acompanha aumento de casos

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou que monitora os registros de mpox para acompanhar o comportamento da doença e identificar possíveis mudanças no cenário epidemiológico.

Apesar do crescimento expressivo em relação a 2025, a pasta não detalhou quais fatores podem estar relacionados ao aumento das confirmações.

O avanço também chama atenção porque os números de 2026 já ultrapassaram os de todo o ano anterior antes mesmo do encerramento de novembro e dezembro.

Na capital, o crescimento foi especialmente perceptível nos últimos meses. Conforme levantamento divulgado pelo NC News em 30 de outubro, setembro e outubro somaram 74 infecções confirmadas, contra dez no mesmo período do ano passado.

O que é mpox e quais são os sintomas?

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, anteriormente conhecida como varíola dos macacos. A infecção pode atingir qualquer pessoa e ocorre principalmente pelo contato físico próximo com indivíduos infectados.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, calafrios e aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas.

Uma das principais características da doença é o aparecimento de lesões na pele ou nas mucosas, que podem surgir como manchas, bolhas ou feridas. Essas manifestações podem atingir diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, boca e regiões genital e anal.

As lesões nem sempre aparecem acompanhadas de febre. Por isso, pessoas que identificarem alterações suspeitas na pele devem procurar avaliação médica, mesmo na ausência de outros sintomas.

O período entre o contato com o vírus e o surgimento dos primeiros sinais costuma variar de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Como a doença é transmitida?

A principal forma de transmissão da mpox é o contato direto com lesões, secreções e fluidos corporais de uma pessoa infectada.

A doença também pode ser transmitida pelo compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, roupas, lençóis e peças de uso pessoal.

O contato íntimo, incluindo relações sexuais, representa uma situação de risco devido à proximidade física e à possibilidade de contato com lesões na pele e nas mucosas. Entretanto, a mpox não é considerada uma infecção transmitida exclusivamente por relações sexuais.

Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões, quando uma nova camada de pele se forma.

Vacinação e tratamento

A vacinação contra a mpox é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos, definidos de acordo com o risco de exposição e a possibilidade de desenvolvimento de formas graves da doença.

Entre os públicos contemplados pelas recomendações estão profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus, determinadas pessoas vivendo com HIV e imunossupressão e indivíduos que tiveram contato de risco com pacientes infectados, conforme avaliação das autoridades sanitárias.

A disponibilidade de doses também se tornou uma preocupação no Rio de Janeiro. Em reportagem publicada em 30 de outubro, o NC News informou que a capital enfrentava falta de vacinas em meio ao aumento das confirmações.

O tratamento da mpox é voltado principalmente ao alívio dos sintomas, à prevenção de complicações e ao acompanhamento clínico. Na maioria dos casos, a recuperação ocorre espontaneamente, geralmente em duas a quatro semanas.

Pessoas com comprometimento do sistema imunológico apresentam maior risco de desenvolver quadros graves e podem necessitar de cuidados especializados.

Como se proteger da mpox?

As autoridades de saúde recomendam evitar contato direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação da doença, além de não compartilhar roupas, toalhas, lençóis e outros objetos que possam estar contaminados.

Também é importante higienizar as mãos regularmente e evitar contato íntimo quando houver sinais suspeitos de infecção.

Quem apresentar feridas ou erupções na pele, especialmente acompanhadas de febre, dores no corpo ou aumento dos gânglios, deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Em casos suspeitos ou confirmados, a orientação é evitar contato físico próximo e seguir as recomendações de isolamento dos profissionais de saúde até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.

Próximos passos

A Secretaria Estadual de Saúde seguirá acompanhando a evolução dos casos de mpox no Rio de Janeiro. Os próximos levantamentos epidemiológicos serão importantes para identificar se o crescimento observado nos últimos meses continuará e orientar eventuais medidas adicionais de prevenção.

Enquanto isso, a recomendação é que a população fique atenta aos sintomas e procure atendimento médico diante de qualquer suspeita da doença. O diagnóstico precoce contribui para o acompanhamento adequado dos pacientes e para a redução do risco de transmissão.

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