Fale com a gente NC News TV Ao Vivo

Presidente da Cimed é alvo de queixa-crime; base do Palmeiras avança

Presidente da Cimed enfrenta queixa-crime enquanto base do Palmeiras avança na Copa do Brasil Sub-20.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Alvo de uma queixa-crime milionária por suposta violação de propriedade industrial, o presidente da Cimed, João Adibe, mantém a agenda ligada ao futebol e segue à frente da organização da caravana de torcedores do Palmeiras para a final da Libertadores em Montevidéu, enquanto o time Sub-20 do clube avança na Copa do Brasil da categoria após vencer o Paysandu por 3 a 1.

Patrocinador do Palmeiras promete bancar 50 ônibus de torcedores para final da Libertadores

Queixa-crime pede ao menos R$ 10 milhões contra grupo Cimed

As Indústrias Suavetex apresentaram queixa-crime contra João Adibe e outros seis integrantes do grupo Cimed, acusando-os de uso indevido de formulações de produtos de higiene bucal compartilhadas durante negociações entre as empresas. A fabricante pede uma indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais, além de reparação por danos materiais a ser calculada.

De acordo com a Suavetex, as duas companhias negociavam uma possível sociedade para lançar uma linha de higiene bucal sob a marca Carmed 12 horas. Durante as conversas, a empresa afirma ter aberto informações técnicas e formulações que embasariam os produtos.

A Suavetex sustenta que, após ter acesso aos dados, João Adibe teria cancelado a marca planejada, interrompido as tratativas e, posteriormente, lançado seis produtos de higiene bucal na linha Super, em dezembro de 2025, com as mesmas composições e até os mesmos códigos de barras dos itens desenvolvidos pela fabricante que hoje reclama na Justiça.

Na queixa, a Suavetex fala em crimes contra a propriedade industrial supostamente praticados por sete integrantes do grupo Cimed, incluindo o presidente. As acusações ainda dependem de análise judicial e não significam reconhecimento de culpa ou condenação.

Cimed nega irregularidades e fala em boa-fé

A Cimed contestou a versão apresentada pela Suavetex e afirma que o movimento na esfera criminal é uma tentativa de reverter derrotas anteriores em ações cíveis relacionadas ao caso. A farmacêutica diz que age dentro da lei e que confia na própria conduta.

“A Cimed esclarece que suas relações com fornecedores são conduzidas com base na boa-fé, no equilíbrio contratual e na transparência, sempre com diálogo aberto e respeito aos termos acordados no momento da contratação e estrito cumprimento à legislação”, informou a empresa em nota.

O processo opõe apenas as duas empresas. O Palmeiras, cujo uniforme principal traz a marca da Cimed, não aparece entre os acusados e não integra a disputa judicial.

Impacto para patrocinador e para o ambiente palmeirense

A queixa-crime, se prosperar e resultar em condenação, pode obrigar a Cimed a pagar ao menos R$ 10 milhões em indenização por danos morais, além de eventuais valores por danos materiais. Em um cenário de derrota judicial, a pressão sobre o orçamento da companhia tende a aumentar, com reflexos possíveis em investimentos futuros, inclusive no patrocínio esportivo.

O setor farmacêutico e de higiene bucal observa o caso com atenção, já que a disputa gira em torno de propriedade industrial e uso de formulações técnicas. A forma como a Justiça tratará o compartilhamento de informações em negociações comerciais pode influenciar a segurança de parcerias semelhantes no mercado.

No ambiente palmeirense, o desgaste recai sobre a imagem de um dos principais patrocinadores. Embora o clube não esteja implicado no processo, a exposição pública do caso envolve a marca que estampa o uniforme e tem forte presença nas ações de marketing, o que pode afetar a percepção de torcedores e de outros parceiros comerciais.

Caravana para final em Montevidéu é mantida

Mesmo sob questionamentos na Justiça, João Adibe mantém protagonismo na mobilização da torcida alviverde para a final da Libertadores, marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, contra o Estudiantes. O empresário, declarado torcedor do clube, colocou seu nome à frente da chamada “supercaravana”.

A iniciativa começou com a promessa de custear 50 ônibus para levar palmeirenses ao Uruguai. Em seguida, Adibe anunciou parceria com a Mancha Verde, principal torcida organizada do clube, e empresas do setor de turismo para estruturar os pacotes e ampliar a oferta de transporte para Montevidéu.

Em comunicado recente, o presidente da Cimed reafirmou o compromisso com a viagem. “A supercaravana está garantida em parceria com torcidas organizadas”, disse João Adibe, reforçando a intenção de manter o projeto mesmo em meio à pressão judicial.

A movimentação beneficia também empresas ligadas ao turismo, que projetam aumento na procura por passagem rodoviária, hospedagem e serviços para o período da decisão. O fluxo extra de torcedores representa um fôlego econômico na cadeia de serviços ligada ao futebol.

Entenda o contexto

A Cimed mantém contrato de patrocínio com o Palmeiras até dezembro de 2027 e participa de ações comerciais, ativações em jogos e lançamento de produtos licenciados com a marca do clube. O envolvimento direto de João Adibe na mobilização da torcida para a final da Libertadores ampliou sua exposição junto aos palmeirenses.

O surgimento da queixa-crime nesse momento coloca o empresário sob dupla vitrine: de um lado, como figura central de uma disputa jurídica envolvendo propriedade industrial no setor de higiene bucal; de outro, como patrocinador engajado em levar milhares de torcedores à decisão continental.

Palmeiras Sub-20 vence e avança na Copa do Brasil

Enquanto o patrocinador lida com a controvérsia nos tribunais, a bola segue rolando e o noticiário do Palmeiras também vem do campo. O time Sub-20 venceu o Paysandu por 3 a 1 nas quartas de final da Copa do Brasil Sub-20, resultado que garante a equipe alviverde na briga pelo título da categoria.

A vitória mantém o momento de confiança na base do clube, que tem sido um dos pilares esportivos do Palmeiras nos últimos anos. O avanço na Copa do Brasil Sub-20 reforça o trabalho de formação e amplia a expectativa da torcida em relação à próxima geração de jogadores que podem chegar ao elenco principal.

Em meio à pressão sobre a Cimed, o desempenho esportivo ajuda a equilibrar o ambiente: o clube vê a base responder em campo, a torcida se mobiliza para a decisão continental em Montevidéu e o patrocinador tenta conter os efeitos de uma disputa judicial que ainda deve se arrastar por mais tempo.

Carregar Comentários