Cristiano Ronaldo vira o único com gol em seis Copas

Craque alcança marca inédita ao balançar as redes em seis Copas do Mundo diferentes.
Redação NC News
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Cristiano Ronaldo escreve mais um capítulo na história das Copas nesta terça-feira, 23 de junho de 2026. Aos 41 anos, o camisa 7 marca contra o Uzbequistão, em Houston, e se torna o primeiro jogador a balançar a rede em seis edições de Mundial.

O gol também leva o atacante a nove bolas na rede em Copas do Mundo, marca que o coloca lado a lado com Eusébio na artilharia portuguesa em Mundiais.

Recorde em campo e disputa com o passado

O gol sai no segundo jogo de Portugal na Copa de 2026, pela segunda rodada do Grupo K, que reúne ainda Colômbia e República Democrática do Congo. A vitória parcial sobre o Uzbequistão não vale apenas três pontos. Consolida Cristiano como protagonista de uma seleção em renovação e reabre a comparação com o maior ídolo do passado.

Desde 1966, quando Eusébio termina o Mundial da Inglaterra como artilheiro, com nove gols, nenhum português alcança esse patamar em Copas. Meio século depois, Cristiano empata a marca e o debate muda de tom. A discussão sobre quem é o maior jogador da história do Portugal fc ganha um novo parâmetro: não se trata mais de projeção, mas de números oficiais em torneios da Fifa.

De cinco para seis Copas: a fronteira que faltava

O feito em Houston atualiza um recorde que já pertencia ao português. No Catar, em 2022, Cristiano se torna o primeiro homem a marcar em cinco Copas consecutivas. Antes dele, apenas Marta e a canadense Christine Sinclair tinham alcançado essa sequência no futebol feminino. Poucos dias atrás, Lionel Messi iguala o feito, também com gols em cinco Mundiais.

A nova Copa amplia a disputa silenciosa dos dois gigantes. Ambos disputam a sexta edição, mas Messi passa em branco em 2010, na África do Sul. O gol diante do Uzbequistão devolve a Cristiano a liderança isolada: nenhum outro jogador, em qualquer geração, consegue marcar em seis Copas diferentes.

A façanha revela um tipo raro de longevidade. Em um torneio que acontece a cada quatro anos, manter nível competitivo, físico e mental por mais de duas décadas está além da carreira comum, mesmo entre atletas de alto rendimento. Cristiano estreia em Mundiais em 2006, na Alemanha, chega à semifinal logo no primeiro torneio e, 20 anos depois, segue decisivo para a seleção.

Portugal hoje: veterano no centro de um time em transição

A seleção portuguesa chega à Copa do Mundo de 2026 com elenco renovado e expectativas moderadas. A campanha recente, porém, mostra que o Portugal match competitivo ainda gira em torno do craque veterano. Entre eliminatórias europeias e a conquista da última Liga das Nações, Cristiano disputa 15 dos 16 jogos da equipe, 14 como titular, e marca 13 gols.

Os números reforçam que o atacante não vive apenas de prestígio acumulado. Mesmo sem o fôlego dos 20 anos, participa do jogo, segura zagueiros, atrai marcação dupla e abre espaço para a nova geração. A comissão técnica o utiliza como referência no ataque, mas adapta o desenho do time para poupá-lo de recomposições longas, algo impensável em seus primeiros anos de seleção.

O peso simbólico também é incontornável. No vestiário, Cristiano acumula uma Eurocopa e duas Ligas das Nações com a camisa da seleção. Em Copas, porém, a história ainda parece incompleta: Portugal nunca passa da semifinal de 2006, seu melhor resultado. Esta edição carrega, portanto, a sensação de última chance de um dos maiores nomes da era moderna levantar o troféu que falta.

Entre Eusébio e o presente: o que o nono gol muda

O empate com Eusébio na artilharia de Copas mexe com a memória do torcedor português. O ídolo dos anos 60, falecido em 2014, ainda simboliza uma época em que a seleção surpreende o mundo e apresenta ao planeta o futebol do país. Cristiano chega a esse patamar com um caminho diferente: constrói sua grandeza em clubes gigantes da Europa e leva esse peso à seleção por duas décadas.

A comparação entre os dois é inevitável, mas o jogo contra o Uzbequistão adiciona um novo elemento. Com pelo menos mais duas partidas garantidas na fase de grupos, o atual camisa 7 tem a chance concreta de se isolar como maior goleador de Portugal em Copas. Na contabilidade geral da seleção, a distância já é brutal: são 144 gols, marca inalcançável para qualquer compatriota em atividade.

Para o torcedor que acompanha Portugal vs Uzbequistão pela TV e busca onde assistir Portugal hoje, o dado é simples, mas expressivo: cada jogo pode ser o último de Cristiano em Mundiais, e cada gol altera a história oficial. A seleção, por sua vez, tenta equilibrar a celebração da lenda com a necessidade de construir um time competitivo para além dele.

Impacto imediato e próximos capítulos

No curto prazo, o gol em Houston muda o clima em torno da equipe. A pressão pelo primeiro gol de Cristiano nesta Copa pesa desde a estreia. Parte da imprensa internacional fala em “desencanto” do craque em Mundiais, o que amplia o ruído em torno da seleção. O chute contra o Uzbequistão encerra essa conversa e devolve ao vestiário um cenário mais leve.

Para a campanha do Portugal fc, o efeito é prático: a vitória encaminha a classificação em um grupo acessível no papel, mas traiçoeiro na prática. Colômbia cresce no cenário internacional, enquanto Uzbequistão e República Democrática do Congo carregam o rótulo de desconhecidos capazes de surpreender. Entrar na terceira rodada com margem de segurança significa poder administrar minutos, inclusive do veterano camisa 7.

Os próximos dias expõem um trio de disputas paralelas. A primeira é esportiva, pela vaga nas fases finais e, em um cenário otimista, pelo título inédito. A segunda é estatística: cada gol de Cristiano reorganiza o ranking interno de Portugal e o aproxima ainda mais do topo da artilharia geral das Copas. A terceira é narrativa: como o país vai contar, no futuro, a transição do tempo de Eusébio para o tempo de Ronaldo, e o que virá depois deles.

Se o nono gol o coloca ao lado do mito de 1966, o décimo, caso venha, abre uma nova prateleira. O Mundial de 2026 passa a ser, também, um capítulo sobre como um jogador, já longe do auge físico, consegue sustentar protagonismo em seis Copas consecutivas. O torneio segue, e cada Portugal match, a partir de agora, traz em campo não só uma seleção atrás do título, mas um jogador em busca de um desfecho à altura de uma carreira que já não cabe nos recordes que derruba.

Quanto vale R$ 5.000 em Portugal?

O valor em Portugal depende do câmbio do dia entre real e euro. Em regra, R$ 5.000 costumam equivaler a pouco menos de mil euros.

Qual é o clima de Portugal?

Portugal tem clima mediterrâneo, com verões quentes e secos, especialmente no interior, e invernos amenos e chuvosos, mais frios nas regiões do norte.

Quanto gasto para ir para Portugal?

O custo varia conforme época e cidade de partida, mas a maior parte do orçamento envolve passagem aérea, hospedagem, alimentação e transporte interno.

É bom brasileiro morar em Portugal?

Muitos brasileiros buscam Portugal pela língua comum e estabilidade, mas o custo de vida em grandes cidades e exigências de visto exigem planejamento cuidadoso.


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