O sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo foi fundamental para ajudar as forças de segurança a identificar a rota de fuga e os veículos usados no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último sábado (28), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
As imagens analisadas pela Divisão de Inteligência da Guarda Civil Metropolitana contribuíram para as investigações que levaram à prisão temporária de dois homens suspeitos de participação no crime. O policial permanece internado em estado gravíssimo, embora estável, na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
O que aconteceu?
O atentado ocorreu na manhã de sábado, quando o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, integrante do 1º Batalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar, foi atingido por um disparo na cabeça.
Após o ataque, equipes das polícias Civil e Militar iniciaram uma força-tarefa para identificar os responsáveis. O trabalho contou com o apoio das imagens captadas pelo programa Smart Sampa, sistema de câmeras espalhadas pela capital paulista.
O oficial foi socorrido e submetido a uma cirurgia neurológica de emergência. Desde então, permanece sob monitoramento contínuo na Unidade de Terapia Intensiva.
Como as câmeras ajudaram na investigação?
Segundo as autoridades, a análise das imagens permitiu acompanhar o deslocamento dos criminosos logo após os disparos.
Os investigadores conseguiram localizar a motocicleta utilizada no atentado, que foi abandonada posteriormente na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul da capital.
Depois de abandonar o veículo, os suspeitos seguiram a fuga a pé, enquanto o monitoramento continuou por outros pontos da cidade.

O trabalho também revelou que a ação teria contado com apoio logístico de outros automóveis, utilizados antes e depois do crime.
Quais veículos foram identificados?
De acordo com as investigações, um dos carros localizados teria levado um dos suspeitos até o ponto onde ele embarcou na motocicleta usada no atentado.
Outros veículos também aparecem nas imagens acompanhando a movimentação dos criminosos durante a execução e a fuga.
Dois automóveis apreendidos com os investigados passarão por perícia do Instituto de Criminalística para verificar possíveis vínculos com a ação criminosa.
Quem são os suspeitos presos?
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, apontados como suspeitos de prestar apoio logístico aos executores do atentado.
Eles foram localizados pela Polícia Militar em Guaianases, na Zona Leste da capital, e encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo as investigações, ambos teriam utilizado veículos que acompanharam a motocicleta empregada no crime antes e depois dos disparos.
Um terceiro homem, de 24 anos, esteve no DHPP acompanhando um dos detidos, mas acabou liberado por falta de elementos que justificassem sua prisão naquele momento.
As investigações continuam para identificar os autores diretos dos disparos e esclarecer a motivação do atentado.
Como está o estado de saúde do tenente?
O tenente Ronickson permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Segundo informações das autoridades, ele está na UTI sob monitoramento neurológico permanente. O quadro clínico é considerado gravíssimo, mas estável.
Familiares, colegas da corporação e integrantes das forças de segurança acompanham a evolução do estado de saúde do policial.
Quem é Ronickson Pimentel?
Além da carreira na Polícia Militar, Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um dos casos criminais mais conhecidos do país.
Em outubro de 2008, Eloá foi mantida em cárcere privado durante cerca de 100 horas pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em Santo André. O episódio mobilizou o país e teve ampla repercussão nacional.
Desde então, a família passou a ser conhecida nacionalmente por causa da tragédia.
O que acontece agora?
A Polícia Civil continua analisando imagens, depoimentos e provas técnicas para identificar todos os envolvidos no atentado.
Os veículos apreendidos passarão por exames periciais, enquanto novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.
As autoridades também trabalham para esclarecer se houve participação de outros suspeitos na logística da ação e qual teria sido a motivação do crime.
Entenda o contexto
O programa Smart Sampa vem sendo utilizado como uma das principais ferramentas tecnológicas de apoio às investigações criminais na capital paulista.
O sistema reúne milhares de câmeras espalhadas pela cidade e permite o monitoramento em tempo real, além da reconstrução de trajetos utilizados por suspeitos em diferentes ocorrências.
No caso do atentado contra o tenente da Rota, as imagens foram fundamentais para identificar a fuga, localizar veículos envolvidos e auxiliar na prisão dos primeiros investigados.
As investigações seguem em andamento para localizar os executores dos disparos e esclarecer completamente a dinâmica do crime.