Um ano após restrição ao celular, 92% das escolas brasileiras adotam regra e relatam melhora na concentração dos alunos

Levantamento aponta aumento da participação nas aulas, redução de casos de cyberbullying e maior convivência entre estudantes após um ano da nova legislação.
Redação NC News
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A restrição ao uso de celulares nas escolas brasileiras já faz parte da rotina da maioria das instituições de ensino. Um ano após a entrada em vigor da legislação, 92% das escolas públicas e privadas afirmam ter adotado a medida e relatam resultados positivos no ambiente escolar.

Os dados fazem parte de uma pesquisa nacional realizada com mais de oito mil gestores escolares e indicam avanços na concentração dos estudantes, na participação em sala de aula e na convivência entre os alunos.

O levantamento mostra que praticamente todas as escolas brasileiras já colocaram em prática as regras que limitam o uso de celulares durante o período escolar.

Antes da legislação, uma parcela das instituições ainda permitia que os aparelhos fossem utilizados livremente em diferentes ambientes da escola. Hoje, esse cenário praticamente desapareceu, enquanto aumentou o número de unidades que restringem o uso em todos os espaços da instituição.

Além da ampla adesão, os gestores afirmam que a adaptação vem sendo consolidada. Parte das escolas considera que o processo já está completamente implementado, enquanto outras ainda realizam ajustes na aplicação das regras.

Quais foram os principais resultados?

Os impactos aparecem principalmente dentro das salas de aula. Segundo os gestores entrevistados, houve aumento significativo da participação dos estudantes nas atividades escolares, além de melhora na concentração durante as aulas.

Outro efeito percebido foi o fortalecimento das relações entre os alunos. A pesquisa aponta crescimento da socialização presencial, redução de conflitos e diminuição de episódios relacionados ao cyberbullying.

Também houve melhora na percepção sobre o bem-estar dos estudantes. Muitos gestores afirmam que a redução do uso constante do celular contribuiu para diminuir distrações e sinais de ansiedade no ambiente escolar.

Mais brincadeiras e menos tempo nas telas

A mudança também alterou a dinâmica dos intervalos e das atividades fora da sala de aula.

Diversas escolas registraram aumento da participação dos alunos em atividades esportivas, recreativas, artísticas e manuais. Pátios, quadras e espaços coletivos passaram a ser mais utilizados pelos estudantes durante o período escolar.

Educadores avaliam que o contato presencial entre os alunos voltou a ganhar espaço em momentos que antes eram dominados pelo uso dos smartphones.

Tecnologia continua presente na educação

Embora a legislação tenha restringido o uso recreativo dos celulares, a pesquisa mostra que isso não significou abandono das tecnologias digitais.

A maioria dos gestores informou que as atividades pedagógicas com recursos tecnológicos foram mantidas ou ampliadas. O entendimento predominante é que a tecnologia continua sendo importante para o aprendizado quando utilizada de forma planejada e com objetivos educacionais.

Escolas públicas também vêm ampliando iniciativas voltadas à educação digital e ao uso responsável das ferramentas tecnológicas, buscando preparar os estudantes para um ambiente cada vez mais conectado.

O que acontece agora?

A tendência é que o acompanhamento dos resultados continue nos próximos anos.

Especialistas e gestores consideram que o desafio passa a ser encontrar equilíbrio entre o uso pedagógico das tecnologias e a redução das distrações provocadas pelo acesso constante aos celulares.

Novos levantamentos deverão acompanhar os efeitos da política sobre aprendizagem, convivência escolar, saúde mental e desenvolvimento das habilidades digitais dos estudantes.

A legislação que restringe o uso de celulares nas escolas foi criada para reduzir distrações durante as atividades escolares e estimular um ambiente mais favorável ao aprendizado e à convivência. A norma permite o uso dos aparelhos em situações específicas, como atividades pedagógicas orientadas, acessibilidade, necessidades de saúde e outras exceções previstas. Um ano após sua implementação, os primeiros dados nacionais indicam que a medida foi amplamente adotada pelas redes de ensino e que gestores percebem efeitos positivos tanto no desempenho escolar quanto na interação entre os estudantes.

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