Um novo levantamento da Atlas/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira (2) indica que a maioria dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro desaprovou a decisão de Michelle Bolsonaro de divulgar um vídeo expondo divergências com o senador Flávio Bolsonaro.
Segundo a pesquisa, 65,6% dos bolsonaristas afirmaram ser contra a publicação do vídeo, enquanto 26,5% disseram concordar com a atitude da ex-primeira-dama. Entre o eleitorado em geral, o cenário foi diferente: 51% apoiaram o “desabafo” de Michelle, enquanto 35,1% foram contrários.
O que aconteceu?
O levantamento foi realizado após a repercussão de um vídeo publicado por Michelle Bolsonaro nas redes sociais, no qual ela relatou desentendimentos com Flávio Bolsonaro e afirmou ter sido desrespeitada durante discussões internas envolvendo decisões políticas.
A manifestação ganhou ampla repercussão e evidenciou um momento de tensão dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, justamente em um período de articulações para as eleições presidenciais de 2026.
O que mostra a pesquisa?
Entre os entrevistados que se identificam como eleitores de Jair Bolsonaro, a maioria considerou inadequada a decisão de Michelle de tornar público o conflito.
Os números apresentados foram:
- 65,6% desaprovaram a divulgação do vídeo;
- 26,5% apoiaram a atitude de Michelle;
- o restante não soube responder ou não opinou.
Já no conjunto do eleitorado brasileiro, a percepção foi diferente:
- 51% disseram concordar com a publicação do vídeo;
- 35,1% discordaram;
- os demais ficaram indecisos ou não responderam.
Por que o episódio ganhou tanta repercussão?
O vídeo trouxe para o debate público divergências que até então eram tratadas como questões internas do grupo político liderado por Jair Bolsonaro.
Michelle afirmou que se sentiu desrespeitada por Flávio durante discussões relacionadas às articulações políticas e decidiu tornar pública sua versão dos fatos. O episódio provocou reações entre aliados e abriu espaço para debates sobre os impactos do conflito na reorganização da direita para a disputa presidencial de 2026.
Como o caso pode impactar o cenário político?
Apesar da repercussão negativa entre parte dos bolsonaristas, a mesma pesquisa indica que Flávio Bolsonaro continua sendo o principal nome do grupo para disputar a Presidência da República em 2026.
Analistas avaliam que o episódio pode representar um desafio especialmente junto ao eleitorado feminino, segmento em que Michelle Bolsonaro exerce forte influência política e eleitoral.
O que acontece agora?
O levantamento mostra que o episódio provocou reações diferentes entre a base bolsonarista e o eleitorado em geral, mas ainda é cedo para medir seus efeitos eleitorais de longo prazo.
Nos próximos meses, o comportamento dos principais líderes da direita e eventuais tentativas de reaproximação entre Michelle e Flávio deverão ser acompanhados de perto, já que ambos seguem como figuras centrais nas articulações para 2026.
Como os entrevistados avaliaram o vídeo de Michelle
Eleitores de Jair Bolsonaro
- Contra: 65,6%
- A favor: 26,5%
Eleitorado geral
- A favor: 51%
- Contra: 35,1%
Entenda o contexto
O episódio ocorre em meio às movimentações da direita para a eleição presidencial de 2026. Michelle Bolsonaro é considerada uma das principais lideranças entre o eleitorado conservador, especialmente entre mulheres e evangélicos, enquanto Flávio Bolsonaro aparece como um dos nomes mais cotados para representar o grupo na disputa presidencial.
A divulgação pública das divergências familiares e políticas chamou atenção por ocorrer durante a fase de consolidação das alianças e da definição das estratégias eleitorais. Embora a pesquisa indique desgaste entre parte da base bolsonarista em relação ao vídeo, ela também mostra que Flávio permanece como um dos principais nomes do campo político liderado por Jair Bolsonaro.