Flávio Bolsonaro aciona governo dos EUA contra tarifas de 25% e critica omissão de Lula

Senador e pré-candidato à Presidência protocola documento no USTR para barrar taxação sobre exportações brasileiras e participará de audiência pública em Washington.
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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), protocolou uma manifestação formal junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) solicitando a suspensão imediata das novas tarifas de 25% propostas pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros. O documento foi registrado oficialmente sob o número 2026-0331.

Na peça de defesa das empresas nacionais, o parlamentar faz duras críticas à política externa da atual gestão federal. Segundo a argumentação de Flávio Bolsonaro, a aplicação das sobretaxas acabaria “recompensando” o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por uma estratégia diplomática deliberada. Para o senador, o Palácio do Planalto tem atuado para protelar negociações e provocar retaliações de Washington, com o objetivo de converter o embate diplomático em uma narrativa de vitória política no cenário interno.

“Por mais de oitenta anos, os Estados Unidos e o Brasil foram parceiros de primeira ordem; apenas recentemente o governo do Brasil afastou o relacionamento do hemisfério ao qual o Brasil pertence”, destaca o documento enviado pelo senador ao governo americano.

Audiência pública e canais diplomáticos

Buscando assumir o protagonismo na defesa do setor exportador, Flávio Bolsonaro inscreveu-se para participar presencialmente de uma audiência pública promovida pelo governo dos EUA, agendada para o próximo dia 6 de julho de 2026. O objetivo é apresentar os argumentos do setor produtivo brasileiro diretamente às autoridades americanas.

A iniciativa de utilizar esse espaço foi endossada pela diplomacia dos Estados Unidos. Em correspondência, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o Representante de Comércio, Jamieson Greer, confirmaram que a audiência é o canal institucional legítimo e adequado para discutir a taxação.

De acordo com o senador fluminense, foi exatamente essa via oficial de diálogo que o governo Lula se recusou a utilizar, deixando as empresas brasileiras desassistidas diante da iminente retaliação tarifária.

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