Aryna Sabalenka confirma o favoritismo em Wimbledon nesta sexta-feira, em Londres, e avança às oitavas de final sem perder sets. A número 1 do mundo derrota Jelena Ostapenko por duplo 6/4, em 1h32, e marca novo capítulo na briga pela liderança do ranking e pelo título inédito na grama inglesa.
Vitória sólida sob pressão
Sabalenka entra em quadra com a missão de manter o topo do ranking e a campanha perfeita no torneio. Sai com as duas metas intactas. Diante da letã Jelena Ostapenko, 31ª do ranking, a bielorrussa controla os momentos decisivos e impõe o saque pesado como arma central do jogo.
O placar de 6/4 e 6/4 conta parte da história. No primeiro set, as duas se atacam desde o primeiro ponto, com golpes planos e profundos. A diferença aparece logo no início, quando Sabalenka conquista a única quebra da parcial e passa a administrar a dianteira. Mesmo sob pressão em games longos, salva break-points, soma cinco aces e não cede o serviço.
A partida coloca frente a frente duas das rebatedoras mais agressivas do circuito. Ostapenko dispara 27 bolas vencedoras contra 19 de Sabalenka, mas paga caro pelo risco excessivo: comete 18 erros não-forçados, o triplo dos 6 da rival. Em um duelo tão parelho na potência, o controle dos erros acaba decidindo.
Domínio nos números e no histórico
No segundo set, o jogo ganha contornos mais caóticos. As três primeiras devoluções de serviço se transformam em quebras consecutivas, até Sabalenka estabilizar o saque e abrir 4/1. Ostapenko ainda reage com uma nova quebra, mas não sustenta a virada. A líder do ranking volta a pressionar a devolução e fecha a partida sem permitir um terceiro set.
Ao todo, Sabalenka anota 9 aces, contra 4 da adversária, e volta a usar o primeiro serviço como escudo e espada: protege o próprio game e abre espaço para atacar no seguinte. A vitória também reforça a supremacia no confronto direto. “Sabalenka marca sua quarta vitória em cinco jogos contra Ostapenko”, registra o site especializado TenisBrasil, lembrando que a única derrota recente acontece na final de Stuttgart, em 2022.
O resultado encaixa em uma campanha até agora impecável em Wimbledon. A bielorrussa chega às oitavas sem perder sets, mantendo a linha de regularidade que a levou à semifinal na edição passada. A consistência em uma superfície tradicionalmente traiçoeira para quem arrisca tanto confirma a evolução do seu jogo na grama.
Duelo de ex-número 1: Sabalenka x Osaka
O próximo capítulo da caminhada de Sabalenka em Londres ganha peso imediato. Nas oitavas, ela enfrenta a japonesa Naomi Osaka, ex-líder do ranking e atual 14ª colocada, que despacha Daria Kasatkina por 6/1 e 6/3. O encontro reúne duas campeãs de Grand Slam em momento de retomada e consolidação.
O histórico recente favorece a bielorrussa. Sabalenka lidera o confronto direto por 3 a 1, com todas as três vitórias conquistadas em 2024, em Indian Wells, Madri e Roland Garros. Osaka leva vantagem apenas no duelo que vale o título do US Open de 2018, quando ainda dominava o circuito em quadras duras.
As duas compartilham a mesma filosofia: atacar sempre que possível, encurtar pontos e confiar no saque e no golpe de base. Em Wimbledon, essa combinação costuma acelerar a partida e reduzir as trocas de bola. A diferença, até aqui, está na fase de cada uma. Sabalenka chega embalada por vitórias consecutivas nos grandes torneios, enquanto Osaka ainda busca uma sequência longa na grama desde o retorno ao circuito.
Rybakina na mira e o jogo pelo topo
O torneio em Londres não vale apenas o troféu para Sabalenka. A liderança do ranking sofre ameaça direta de Elena Rybakina, campeã de Wimbledon em 2022, que atravessa o outro lado da chave. A cazaque precisa chegar pelo menos às quartas de final e fazer campanha melhor que a bielorrussa para ter chance real de assumir a ponta.
A matemática da corrida pelo número 1 se simplifica em um possível encontro decisivo. “Se elas se enfrentarem na final, a campeã será a número 1 do mundo”, projeta o TenisBrasil. A combinação de duelo direto por título e por ranking aumenta a tensão no torneio e turbina o interesse de mídia, patrocinadores e do público.
Enquanto isso, Ostapenko deixa a quadra com um misto de frustração e sinais de que o jogo ainda rende em grandes palcos. A letã produz mais winners, mas desperdiça a chance de voltar às fases decisivas de um Grand Slam. A eliminação precoce reduz exposição, prêmios e, no médio prazo, pode influenciar renegociações de patrocínio.
Impacto no circuito e próximos capítulos
O avanço de Sabalenka consolida a narrativa de que ela se torna hoje o grande alvo do circuito feminino, sobretudo em quadras rápidas e na grama. A sequência de resultados em 2023 e 2024 força o resto do pelotão a redesenhar planos táticos, principalmente no retorno de saque e na tentativa de neutralizar a combinação de potência com consistência que ela apresenta nesta campanha.
O confronto com Osaka entra imediatamente na lista dos jogos mais aguardados da segunda semana em Wimbledon. A presença de duas figuras globais em quadra interessa a todo o ecossistema do tênis feminino, da audiência na TV ao engajamento nas redes sociais. Para Sabalenka, vale mais que uma vaga nas quartas: é teste de maturidade em um cenário de alta pressão e vitrine para sustentar a imagem de favorita a todos os grandes títulos.
Se avançar, a bielorrussa se aproxima de um desfecho que pode redesenhar o topo do ranking e a hierarquia informal do circuito. Uma eventual final contra Rybakina, com o número 1 em jogo, ofereceria ao tênis feminino uma nova rivalidade central, capaz de pautar temporadas inteiras. Até lá, cada game em Londres carrega peso de decisão para Sabalenka, que tenta transformar a boa fase em domínio duradouro.
Quem é o namorado da Aryna Sabalenka?
Sabalenka mantém a vida pessoal de forma reservada, e o circuito trata relações afetivas da atleta como assunto privado, fora do foco esportivo.
Por que Aryna Sabalenka fala português?
Sabalenka tem contato próximo com torcedores e jogadores brasileiros no circuito, mas o detalhe sobre falar português não faz parte das informações oficiais do torneio.