Azzedine Ounahi comandou a vitória do Marrocos por 3 a 0 sobre o Canadá, nesta partida de oitavas de final do Mundial de Seleções 2026, em Houston. Com dois gols, o meia garante a vaga marroquina nas quartas e empurra o país-sede para uma eliminação precoce e histórica.
Virada de chave em Houston
O resultado no NRG Stadium altera o eixo do torneio. O Canadá, que disputa seu primeiro mata-mata em um Mundial e joga em casa, deixa a competição como o primeiro país-sede eliminado. O Marrocos, que já surpreende o planeta em 2022 ao chegar à semifinal, reforça a condição de força emergente e volta a se instalar entre os oito melhores.
A atuação de Ounahi, hoje no Girona, ganha peso que vai além da classificação. O meia, já bem avaliado em plataformas de análise como Sofifa e FC 26, transforma números em protagonismo em jogo grande. O desempenho tende a inflar o seu valor de mercado em sites como o Transfermarkt e a reposicioná-lo no mercado europeu.
Domínio canadense, frieza marroquina
O roteiro da partida começa sob controle canadense. No primeiro tempo, Jonathan David dita o ritmo e cria as melhores oportunidades. Falta precisão na definição, sobra segurança em Bono. O goleiro marroquino impede o gol em pelo menos duas chegadas claras e segura a pressão inicial.
O clima é tenso desde o início. O inglês Michael Oliver distribui seis cartões amarelos ainda antes do intervalo, quatro para marroquinos e dois para canadenses, e tenta manter o duelo firme sob algum controle. O placar, porém, segue intacto até o intervalo, com o Canadá mais agressivo e o Marrocos paciente, esperando o momento para atacar.
Esse momento chega logo na volta do vestiário. Aos 4 minutos do segundo tempo, a seleção africana executa uma jogada ensaiada pela direita. Hakimi recebe, levanta a cabeça e cruza rasteiro para a área. Ounahi aparece de trás e bate de primeira no canto de Maxime Crépeau. “Hakimi mandou a bola para dentro da área e Ounahi bateu de primeira, no canto do goleiro Maxime Crépeau”, descreve a CNN Brasil. O gol desmonta a confiança canadense e vira o jogo emocionalmente.
Ounahi assume o palco
Após o 1 a 0, a partida se abre. O Canadá adianta as linhas, busca Jonathan David e Buchanan, tenta o empate com cruzamentos e bolas paradas. Falta, de novo, frieza na frente. Aos 32 minutos, David erra cobrança frontal, e Buchanan para em nova defesa de Bono. Cada chance perdida aumenta o nervosismo do time da casa e alimenta o plano marroquino.
Com espaço para correr, o Marrocos aposta nas transições rápidas. Brahim Díaz, ativado entre as linhas, encontra brechas na defesa canadense, cansada de tanto correr para frente. Aos 37 minutos, o meia espanhol-marrouquino acha o passe que define a noite. Ele solta um “açúcar” para Ounahi, que chega de novo como elemento surpresa. O camisa 8 enche o pé e amplia: 2 a 0.
O lance cristaliza a ascensão de Ounahi no cenário internacional. Dados de plataformas como Sofifa, FC 26 e Transfermarkt já indicam crescimento nas estatísticas do meia, mas nada pesa tanto quanto decidir mata-mata em Mundial. A frase da Rádio Itatiaia, ao final da partida, resume a sensação geral: “Ozzedine Ounahi foi eleito o melhor jogador da partida entre Canadá e Marrocos”.
Nos acréscimos, o Canadá parte para o tudo ou nada. A defesa marroquina recua, Bono administra o tempo, e a aposta em contra-ataques rende o golpe final. Soufiane Rahimi recebe em velocidade, invade a área e fecha o placar em 3 a 0. A festa vermelha e verde toma as arquibancadas do NRG Stadium; as camisas vermelhas canadenses, que embalavam um sonho inédito, saem caladas.
Mercado, prestígio e frustração
A vitória marroquina reorganiza interesses e expectativas ao redor do Mundial. Para Ounahi, que já aparece como figurinha certa em álbuns e debates especializados, o jogo em Houston funciona como vitrine global. Seu desempenho no Girona, já consistente, ganha um novo filtro quando comparado a outros talentos emergentes, como Bilal El Khannouss, também apontado como peça-chave da nova geração marroquina.
Clube e jogador tendem a colher dividendos. O Girona vê um ativo valorizado e mais visível; empresários e patrocinadores observam um meia que combina intensidade, chegada à área e personalidade em grandes palcos. Os números desta noite, com dois gols em mata-mata, alimentam gráficos, vídeos e rankings em sites como Sofifa, FC 26 e Transfermarkt. Estatísticas de Azzedine Ounahi deixam a zona de nicho e entram no noticiário geral.
Para o futebol canadense, o impacto é inverso. A eliminação nas oitavas, em casa, corta o embalo de um projeto que mira consolidar a seleção entre as protagonistas do continente. O país vira o primeiro anfitrião a sair do Mundial de 2026, justamente quando vivia a experiência inédita de disputar um mata-mata. A sensação é de oportunidade perdida, com risco de arrefecimento em investimentos, interesse público e planos de longo prazo.
Marrocos cresce, Canadá volta à prancheta
O passo seguinte agora pertence aos marroquinos. A equipe espera o vencedor de Paraguai e França para as quartas de final e volta a flertar com o roteiro de 2022, quando alcança a semifinal. A experiência acumulada naquele Mundial e a evolução tática, com uso de jogadas ensaiadas e transições rápidas, sustentam o discurso de que a campanha anterior não foi acidente.
A federação canadense, por sua vez, terá de rever planos. O mata-mata em casa expõe limites de elenco e de repertório ofensivo, apesar da boa geração liderada por Jonathan David. Uma análise interna detalhada sobre preparação, escolha de modelo de jogo e gestão da pressão como país-sede tende a pautar os próximos meses.
Enquanto dirigentes refazem contas e planos, o Mundial segue, agora sem o anfitrião canadense. O Marrocos viaja fortalecido, com Ounahi no centro do projeto e da narrativa. As próximas semanas dirão se a noite de Houston é apenas o ápice individual do meia ou o começo de uma trajetória ainda mais profunda de uma seleção africana em busca de espaço definitivo entre as grandes do futebol mundial.