Roberto de Carvalho passa a primeira semana de julho em Paris ao lado de Lilibeth Monteiro de Carvalho, ex-namorada da adolescência. Registros da viagem, publicados nas redes sociais, alimentam rumores de um novo romance e reacendem o debate sobre o luto pela morte de Rita Lee, em 2023.
Viagem a dois e elogio público em Paris
O músico, parceiro de vida e de palco de Rita por 47 anos, mostra nas redes um roteiro típico de casal em férias. Jantar na capital francesa, passeios noturnos e uma foto em frente ao Arco do Triunfo. Em uma dessas imagens, surge o comentário de Lilibeth que acende a discussão: “Tá muito gato!”, escreve a empresária.
As cenas, registradas por ele e por uma amiga brasileira que acompanha o grupo, vazam dos círculos privados e ganham as colunas de celebridades. Entre amigos de Lilibeth, no Rio, a possibilidade de um relacionamento deixa de ser apenas curiosidade de rede social e vira assunto recorrente.
Não há declaração direta do casal sobre o status da relação. As pistas vêm dos gestos: proximidade constante nas fotos, clima descontraído no jantar, elogios trocados em público. Para quem acompanhou a história de amor entre Rita e Roberto, a imagem do viúvo em uma viagem romântica dois anos após a perda impacta de imediato.
Luto, memória e o direito de recomeçar
Rita Lee morre em maio de 2023, aos 75 anos, em decorrência de complicações de um câncer de pulmão. A notícia mobiliza gerações de fãs, que recordam a fase jovem da cantora, dos tempos de Os Mutantes às canções que atravessam décadas. Perguntas como “Rita Lee morreu de que?” e “Rita Lee morreu com quantos anos?” voltam a ganhar buscas nas redes sempre que seu nome reaparece associado a tributos ou a notícias sobre a família.
Ao longo de quase cinco décadas, Roberto e Rita constroem uma parceria rara na música brasileira. Das composições conjuntas aos palcos, os dois se confundem na memória afetiva do público. A imagem dela, ruiva e jovem, sempre reaparece em montagens e homenagens, lado a lado com fotos mais recentes, do período de tratamento e reclusão.
Nesse cenário, qualquer movimento afetivo do viúvo deixa de ser um gesto estritamente privado e vira tema de debate. Nos comentários das fotos em Paris, muitos seguidores encaram a viagem como sinal de cura possível. “Por mais que demore, um dia temos que exercer o viver”, escreve uma seguidora. Outra emenda: “Depois de um tempo, chega o momento de seguir em frente e continuar vivendo”.
Entre mensagens de apoio, surgem também reações ambíguas, que revelam o vínculo emocional de parte do público com a memória de Rita. “Confesso que estou com ciúmes”, admite uma fã, em tom de brincadeira que não esconde certo desconforto diante de um Roberto sorridente, em outro contexto, com outra mulher.
Quem é Lilibeth e o peso das conexões
Lilibeth Monteiro de Carvalho não é uma desconhecida do noticiário. Vice-presidente do Grupo Monteiro Aranha e integrante do conselho de administração da empresa, ela transita há décadas entre o mundo empresarial e o circuito político. Foi casada com o ex-presidente Fernando Collor, com quem teve dois filhos, Arnon, de 50 anos, e Joaquim, de 48.
A reaproximação com Roberto traz à tona a antiga história dos dois, que viveram um relacionamento ainda na juventude. Ao surgirem juntos em Paris, cruzam-se universos que normalmente caminham em paralelo: a música popular brasileira, marcada por canções eternizadas na voz de Rita, e o alto empresariado carioca, com suas relações com Brasília.
Essa interseção também ajuda a explicar a repercussão rápida. A vida íntima de figuras públicas alimenta a engrenagem do entretenimento, de colunas sociais a portais de celebridades. No caso de Roberto, existe ainda um componente de patrimônio afetivo coletivo. Sua biografia se mistura à de uma artista que marcou gerações, daquela Rita Lee jovem que o público segue revisitando em fotos, discos e documentários.
Reação dos fãs e impacto na imagem de Roberto
As publicações de Paris geram uma enxurrada de comentários que vão muito além da curiosidade. Muitos fãs leem no passeio um gesto de coragem. “Tem mesmo é que viver, a vida é tão curta! Então vamos viver”, escreve um seguidor. Outro reforça o mesmo argumento com outras palavras: “Tem mesmo é que viver, a vida é tão curta! Então vamos viver”. A repetição de ideias mostra um consenso silencioso de parte do público de que, após o luto, o recomeço é legítimo.
O tom não é unânime. Há quem se prenda à imagem idealizada do casal Rita e Roberto e encare qualquer possível novo amor como uma espécie de traição póstuma. Essa tensão revela um dilema recorrente quando ídolos morrem: até que ponto fãs se sentem autorizados a opinar sobre a intimidade de quem ficou.
Para Roberto, que sempre preserva certa discrição fora dos palcos, a viagem com Lilibeth funciona como um divisor de águas. Pela primeira vez desde a morte da cantora, ele aparece publicamente com uma companhia feminina que não é apresentada apenas como amiga ou parceira de trabalho. Mesmo sem rótulos, a presença recorrente dela nas imagens sugere um espaço novo em sua vida.
O episódio também reaviva a curiosidade sobre a própria trajetória de Rita. Perguntas sobre sua idade, altura, pais, filhos e músicas voltam a circular, assim como a lembrança de quem a interpretou nos palcos em produções recentes, caso da atriz Mel Lisboa, que já declarou viver “uma responsabilidade diária” ao encarnar a roqueira em cena.
Quem é Roberto de Carvalho e qual a relação dele com Rita Lee?
Roberto de Carvalho é músico e parceiro artístico de longa data de Rita Lee. Os dois foram casados por 47 anos e assinaram juntos diversos sucessos.