Pesquisa Futura/Apex: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados; diferença é de apenas 0,2 ponto

Pesquisa Futura/Apex mostra corrida acirrada em eventual segundo turno; levantamento ouviu 2 mil pessoas e aponta empate técnico dentro da margem de erro.
Redação NC News
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Lula e Flávio Bolsonaro ficam empatados em simulação de segundo turno, aponta pesquisa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem praticamente empatados em um cenário de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14).

O levantamento mostra Lula com 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 46,1%. A diferença de apenas 0,2 ponto percentual fica dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, indicando empate técnico entre os dois nomes.

O que a pesquisa mostra sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro?

O cenário testado pelo instituto aponta uma disputa equilibrada entre o atual presidente e o senador pelo Rio de Janeiro, que aparece como um dos nomes da oposição para a disputa presidencial.

Além dos votos atribuídos aos dois candidatos, 6,5% dos entrevistados disseram que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes, enquanto 1,1% não souberam responder.

A pesquisa mostra um cenário de alta competitividade, em que pequenas variações dentro da margem de erro podem alterar a posição numérica dos candidatos.

Como funciona o empate técnico em uma pesquisa eleitoral?

O empate técnico acontece quando a diferença entre dois candidatos é menor do que a margem de erro do levantamento.

Neste caso, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro é de 0,2 ponto percentual, enquanto a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Na prática, isso significa que, considerando a variação estatística da pesquisa, os dois candidatos podem estar em posições equivalentes dentro do eleitorado pesquisado.

Quais outros cenários de segundo turno foram testados?

O levantamento também simulou disputas entre Lula e outros possíveis adversários.

Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente aparece com 45,1%, enquanto Caiado registra 38,9% das intenções de voto.

Nesse cenário, 13,6% afirmaram votar branco, nulo ou em nenhum candidato, e 2,3% não souberam responder.

Já contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, contra 38,1% do adversário. Os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 13,8%, enquanto 2,1% não responderam.

O que aconteceu no cenário entre Lula e Michelle Bolsonaro?

A pesquisa também avaliou uma possível disputa entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Nesse cenário, os dois aparecem novamente em situação de empate técnico: Lula tem 46,1%, enquanto Michelle registra 44,3%.

Os eleitores que declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato somam 8,1%, e os indecisos representam 1,5%.

Como ficaram outros nomes avaliados pela pesquisa?

O instituto também testou um cenário envolvendo Lula e Renan Santos, do partido Missão.

Na simulação, Lula aparece com 46,4%, enquanto Renan Santos tem 33,1%.

Os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato chegam a 17,3%, e os que não souberam responder representam 3,2%.

Quem participou da pesquisa e como ela foi feita?

A pesquisa Futura/Apex ouviu 2 mil pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho de 2026.

O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07294/2026.

Entenda o contexto

A disputa presidencial de 2026 começa a ganhar novos contornos com a aproximação entre nomes da situação e da oposição nas simulações de segundo turno.

Lula busca uma nova disputa pelo Palácio do Planalto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece como um dos nomes ligados ao campo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pesquisas eleitorais mostram retratos momentâneos da intenção de voto e podem variar ao longo da campanha, conforme novos acontecimentos políticos, alianças, debates e mudanças na percepção dos eleitores.

O cenário ainda deve passar por alterações até o período oficial da eleição, quando candidatos, propostas e estratégias de campanha estarão mais definidos.

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