Léo Pereira deixa o Flamengo e acerta, nesta quarta-feira, 15, a transferência para o AS Monaco, na França. O zagueiro vai morar em Monte Carlo com a noiva, a influenciadora Karoline Lima, enquanto se prepara para voltar a trabalhar com o técnico Filipe Luís. O volante Evertton Araújo também se despede do clube carioca para reforçar a equipe francesa.
Saída do Flamengo muda carreira e vida pessoal
A negociação encerra uma fase importante da trajetória de Léo no futebol brasileiro e abre uma etapa europeia desenhada tanto no campo quanto na vida familiar. A mudança adia os planos de comprar uma mansão no Rio, desejo que o casal vinha amadurecendo desde o noivado.
“Os planos de comprar em conjunto uma mansão no Rio vai ter que esperar um pouco mais. Noivos, Léo Pereira e Karoline Lima vão morar na Europa. O jogador vai deixar o Flamengo para atuar pelo AS Monaco, comandado por Filipe Luís”, diz uma fonte próxima ao casal.
No Monaco, Léo encontra um ambiente conhecido. Ele e Evertton trabalharam com Filipe Luís no Flamengo até o início deste ano. O relacionamento com o treinador pesa na decisão e reduz o risco de adaptação em um momento em que o clube francês tenta se reorganizar sob nova direção técnica.
Reencontro com Filipe Luís no comando do Monaco
Filipe Luís assume o AS Monaco no início de julho de 2026, semanas antes da confirmação oficial das transferências. O treinador, ex-lateral e ídolo recente da torcida rubro-negra, participa diretamente do planejamento de elenco e volta a apostar em jogadores com quem conviveu na Gávea.
“Tanto ele quanto Léo trabalharam com Filipe enquanto ele foi técnico do time rubro-negro, até o início deste ano”, lembra um integrante da comissão técnica. O reencontro forma um núcleo brasileiro no vestiário do clube francês e tende a acelerar o entrosamento em campo.
O Monaco ganha um zagueiro em seu auge físico e técnico e um volante com potencial de crescimento. O Flamengo, por outro lado, perde duas peças que conhecem bem a rotina do clube e a pressão por títulos, e precisa ir ao mercado para recompor o elenco. A negociação reforça o fluxo permanente de talentos brasileiros rumo à Europa, fenômeno que pressiona a competitividade dos clubes locais.
Monte Carlo, Madri e um arranjo familiar em três países
O novo endereço de Léo e Karoline será em Monte Carlo, no Principado de Mônaco, a poucos quilômetros do centro de treinamento do clube. A escolha busca equilíbrio entre privacidade, logística de trabalho e possibilidade de manter a rotina com os filhos.
Os impactos, porém, vão além da mudança de país. “Os filhos Helena e Matteo, em breve, vão morar definitivamente em Madri, com a mãe Tainá e o padrasto Éder Militão”, afirma uma pessoa próxima à família. Tainá Militão organiza a mudança para a capital espanhola e acompanha obras de duas mansões que devem ficar prontas ainda neste ano.
A geografia entra na equação. A distância entre Monte Carlo e Madri é de cerca de 1 mil km, ou 5 horas de voo. O trajeto permite viagens frequentes, sem a barreira de uma travessia intercontinental. O casal aposta nesse eixo Mônaco-Madri para manter o vínculo afetivo com as crianças.
A nova configuração também aproxima Cecília, filha de Karoline com Éder Militão, do pai. Com a mãe baseada em Monte Carlo e o ex-zagueiro do Flamengo morando em Madri, a menina passa a dividir o cotidiano entre duas cidades separadas por poucas horas de viagem, em um arranjo que exige diálogo constante entre os adultos.
Evertton Araújo e a distância da filha no Brasil
A trajetória de Evertton Araújo segue caminho semelhante no plano profissional, mas com desafios familiares diferentes. O volante deixa o Flamengo para tentar se firmar como titular em um grande centro europeu, sob a orientação de um treinador que já conhece seu estilo de jogo.
No campo afetivo, a conta é mais dura. Evertton é pai de Kiara, fruto do relacionamento com a esteticista Deborah Couto. A menina e a mãe permanecem no Brasil, o que transforma cada visita em operação delicada de agenda e fuso horário. O jogador entra para o grupo de atletas que constroem a carreira fora do país enquanto ampliam a presença à distância na rotina dos filhos.
A decisão, porém, não se resume a números de contrato. A chance de atuar na Europa, somada à confiança de um técnico com quem já trabalhou, pesa tanto quanto o pacote salarial. Para Evertton, o Monaco representa vitrine, amadurecimento e possibilidade de dar um salto na carreira, mesmo ao custo de ver menos a filha no dia a dia.
Flamengo repensa elenco e mercado observa tendência
No Rio, a diretoria do Flamengo se vê obrigada a antecipar planos de reformulação. A saída quase simultânea de um zagueiro consolidado e de um volante em ascensão abre brechas estratégicas no elenco. O clube precisa agir rápido para não chegar enfraquecido às fases decisivas da temporada nacional e sul-americana.
A torcida acompanha com desconfiança o movimento que vem se repetindo: jovens e meio-campistas em boa fase deixam o país rumo aos salários em euro. O padrão já redesenha o futebol brasileiro, que passa a depender mais da formação de novos talentos e da criatividade tática para competir com orçamentos europeus.
O Monaco, por sua vez, se beneficia da ponte com o mercado brasileiro e da influência de Filipe Luís na escolha de reforços. A tendência é que outros nomes com passagem pela Gávea entrem no radar do clube francês, dentro de um projeto que combina conhecimento prévio do elenco e adaptação mais rápida ao estilo de jogo do treinador.
A vida de Léo Pereira e Karoline Lima, agora dividida entre Monte Carlo e Madri, simboliza esse novo capítulo: carreiras moldadas por projetos esportivos e decisões familiares interligadas, com contratos assinados a milhares de quilômetros de casa, mas calculados em horas de voo até os filhos.