O primeiro tempo da histórica final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina entregou toda a apreensão digna de uma decisão global. Nos primeiros 45 minutos disputados no gramado do MetLife Stadium, a seleção espanhola ditou o ritmo, assumiu o controle da posse de bola e criou as melhores oportunidades de gol, mas esbarrou em uma defesa argentina totalmente recuada e na atuação inspirada do goleiro Dibu Martínez.
A etapa inicial terminou em um tenso 0 a 0, mantendo o confronto completamente aberto. O duelo foi marcado pelo forte equilíbrio tático e por um imprevisto médico que obrigou a comissão técnica da Argentina a queimar a primeira substituição muito antes do intervalo, alterando a estrutura defensiva da equipe sul-americana.
Lamine Yamal brilha e Dibu opera milagres
Desde os minutos iniciais, a Fúria buscou encurralar o adversário. A estrela de apenas 19 anos, Lamine Yamal, chamou a responsabilidade e desequilibrou as ações pelo lado do campo. Logo aos 11 minutos, o jovem atacante recebeu um passe açucarado na área e soltou uma bomba, obrigando o goleiro Emiliano “Dibu” Martínez a fazer uma defesa espetacular para salvar a Argentina.
O massacre espanhol se intensificou na reta final da primeira etapa. A equipe comandada por Luis de la Fuente construiu jogadas de pé em pé, furando o bloqueio montado pelo técnico Lionel Scaloni. Os principais lances de perigo da Roja foram protagonizados por:
- Lamine Yamal: Criou as jogadas mais agudas de infiltração, mostrando a personalidade que o consagrou na Eurocopa;
- Oyarzabal: Finalizou com força após uma rápida combinação coletiva, exigindo outra grande intervenção de Dibu Martínez;
- Cucurella: Teve a chance de abrir o placar aos 43 minutos com um chute perigoso que assustou a torcida argentina.
O drama da lesão de Lisandro Martínez
Atrás no desempenho técnico, a Argentina viveu seu pior momento aos 40 minutos. O zagueiro central Lisandro Martínez recebeu cartão amarelo por uma falta dura cometida por trás em Oyarzabal para parar um contra-ataque promissor.
Apenas três minutos depois, o defensor do Manchester United desabou sozinho no gramado seco do MetLife Stadium, demonstrando muita dor. O atleta sofreu uma grave lesão muscular e pediu substituição imediata, chorando muito. Scaloni foi obrigado a acionar o veterano Nicolás Otamendi às pressas para recompor a zaga central antes do término do primeiro período.
Gramado ruim prejudica o espetáculo
Um dos grandes vilões do primeiro tempo foi o estado do terreno de jogo. Muito seco e visivelmente maltratado pelas apresentações musicais realizadas antes da partida, o campo fez com que a bola rolasse devagar e desse quiques imprevisíveis.
As péssimas condições do gramado de Nova York prejudicaram diretamente o estilo de jogo de aproximação da Espanha e acabaram favorecendo a forte marcação da Argentina.
Sem conseguir sair jogando com qualidade por conta das irregularidades da grama, a Argentina abdicou do ataque. O time se fechou por completo e deixou o craque Lionel Messi isolado na frente, dependendo apenas do esforço do atacante Julián Álvarez para tentar puxar algum contra-ataque em velocidade nas costas da defesa espanhola.