A tensão que dominava o MetLife Stadium se transformou em explosão e alívio para os europeus. Aos 106 minutos de jogo, logo no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, o atacante Ferran Torres balançou as redes e colocou a Espanha em vantagem por 1 a 0 contra a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (19).
O gol coroa a insistência da seleção espanhola, que massacrou o adversário durante todo o tempo regulamentar e no primeiro tempo extra. O confronto vinha se desenhando como um drama absoluto para a Fúria, que esbarrava na cera dos argentinos e em decisões polêmicas da arbitragem de vídeo antes do gol iluminado.
O bombardeio espanhol e a parede argentina
Com a vantagem de jogar com um homem a mais desde os acréscimos da segunda etapa — após a expulsão de Enzo Fernández —, a Espanha partiu com tudo para o ataque na prorrogação. O primeiro tempo extra foi um verdadeiro teste de sobrevivência para os sul-americanos. O técnico Lionel Scaloni tentou fechar o time de todas as formas, promovendo uma substituição ultradefensiva:
- Sacou o atacante Julián Álvarez, exausto, para a entrada do zagueiro Marcos Senesi;
Viu sua equipe travar o andamento da partida abusando de faltas sucessivas e cera para gastar o relógio; - Perdeu a cabeça na beira do gramado, recebendo um cartão amarelo por protestar de forma ríspida contra a arbitragem.
A pressão espanhola quase deu resultado em duas ocasiões antes do gol. Primeiro, o goleiro Dibu Martínez operou um milagre colossal em finalização de Nico Williams. Logo em seguida, aos 103 minutos, o meia Mikel Merino cabeceou com perigo e a bola tirou tinta do poste esquerdo da meta argentina.
Gol anulado gerou revolta
Pouco antes de Ferran Torres abrir o placar, o MetLife Stadium foi palco de uma enorme polêmica que revoltou a delegação europeia. O atacante Nico Williams chegou a balançar as redes no primeiro tempo da prorrogação, iniciando a festa no banco da Roja. No entanto, a cabine do VAR entrou em ação de forma silenciosa e recomendou a anulação do lance.
A arbitragem considerou que houve um pisão leve e de costas de Mikel Merino sobre o zagueiro Nicolás Otamendi na origem da jogada, invalidando o gol sem sequer chamar o juiz de campo para a tela.
A decisão gerou enorme revolta e aumentou o drama da final, já que a Espanha ainda perdeu o volante Rodri e o zagueiro Laporte, ambos substituídos por problemas físicos para as entradas de Zubimendi e Eric García.
O gol da redenção europeia
Quando a Argentina parecia ter alcançado o seu objetivo de arrastar o empate sem gols para a temida disputa por pênaltis, a genialidade do ataque espanhol prevaleceu. A tática de cozinhar o jogo e picotar a partida com infrações desabou no primeiro lance do segundo tempo extra.
Ferran Torres aproveitou a bobeira da zaga argentina, infiltrou-se na área e bateu sem chances para o goleiro Dibu Martínez, que desta vez nada pôde fazer. Com o 1 a 0 no placar e a superioridade numérica em campo, a Espanha fica a poucos minutos de soltar o grito de campeã do mundo, enquanto os argentinos se lançam ao ataque no puro desespero.