A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (21) uma nova fase da Operação Sem Desconto. O alvo principal do mandado de busca e apreensão no Distrito Federal foi o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com um objetivo direto: descapitalizar os operadores de uma gigantesca fraude previdenciária nacional.
A investigação apura a atuação de uma rede criminosa especializada em aplicar descontos associativos sem autorização nas folhas de pagamento de aposentadorias e pensões do INSS. O esquema tirava valores mensais das contas de idosos para financiar uma rotina de luxo.
Carros de luxo e a ostentação do operador
Durante o cumprimento do mandado em Brasília, os agentes apreenderam veículos superesportivos na garagem do investigado. A frota recolhida expõe a riqueza acumulada ilegalmente pela organização criminosa.
Entre os automóveis apreendidos, destacam-se um Audi R8 V10, BMW M5 e um veículo clássico:

A polícia revelou que o lobista utilizava contratos fictícios de consultoria e prestação de serviços para lavar o dinheiro recolhido ilegalmente. Ele se apresentava como representante da indústria farmacêutica e dizia ter comandado fornecedores de medicamentos ao Ministério da Saúde, além de atuar por entidades que cobravam mensalidades de aposentados.

A lista de crimes e o isolamento na Papuda
As provas reunidas indicam que o Careca do INSS atuava como peça-chave do esquema. Ele responde formalmente por uma extensa lista criminal que inclui organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação de bens.
“A descapitalização do patrimônio acumulado pelos investigados é fundamental para garantir o ressarcimento das vítimas e interromper o fluxo financeiro do esquema.”

Apesar da apreensão dos veículos nesta terça-feira, o lobista já cumpre prisão preventiva desde setembro de 2025 no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Em janeiro deste ano, ele foi transferido para o Bloco V do presídio, uma ala de segurança reforçada para detentos que não podem ter contato com a massa carcerária. A ação da PF sinaliza que o cerco ao patrimônio oculto do grupo continuará implacável.