Motorista preso após matar PM na contramão já tinha se envolvido em outro acidente fatal e levanta alerta

Caso atual reacende alerta: homem de 22 anos é investigado pela morte de sargento da PM em São Paulo e já tinha participado de uma ocorrência com vítima fatal em 2020, quando ainda era adolescente
Redação NC News
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A morte de um sargento da Polícia Militar de São Paulo após um acidente na contramão, na Zona Sul da capital paulista, ganhou um novo capítulo com a descoberta de que o motorista preso pelo caso já havia se envolvido em outro acidente de trânsito com vítima fatal anos antes.

Bruno Yumi Sales Shimizu, de 22 anos, foi preso em flagrante na quinta-feira (23) após atingir a motocicleta conduzida pelo sargento Fábio Ferreira de Souza, de 50 anos, na Avenida Nove de Julho. Segundo a investigação, o motorista apresentava sinais de embriaguez e teria dirigido pela contramão antes da colisão que matou o policial.

Durante a apuração, a polícia identificou que Bruno já havia se envolvido em outro acidente fatal em 2020, quando tinha 16 anos. Na ocasião, um motociclista morreu após a ocorrência em uma rodovia próxima a Pilar do Sul, no interior de São Paulo. Como era adolescente na época, o caso foi tratado dentro das regras previstas para atos infracionais cometidos por menores de idade.

O acidente que matou o policial militar

O acidente que terminou com a morte do sargento Fábio Ferreira de Souza aconteceu durante a madrugada de quinta-feira (23), em São Paulo.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, o policial estava em uma motocicleta quando foi atingido pelo carro conduzido por Bruno. O veículo teria invadido a pista contrária e atingido o militar de frente.

O sargento chegou a ser socorrido e levado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Fábio tinha 26 anos de carreira na Polícia Militar e estava próximo da aposentadoria.

A ocorrência provocou comoção entre integrantes da corporação, que prestaram homenagens ao policial.

O que a investigação já descobriu sobre o motorista

Segundo a investigação, Bruno apresentava sinais de embriaguez após o acidente e teria se recusado a realizar o teste do bafômetro. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia.

Ainda conforme informações divulgadas na apuração policial, imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstruir parte do trajeto feito pelo motorista antes da batida.

A polícia investiga as circunstâncias do acidente e deve analisar provas técnicas para definir todas as responsabilidades pelo ocorrido.

O acidente de 2020

O episódio anterior envolvendo Bruno aconteceu quando ele ainda tinha 17 anos.

Na ocasião, ele se envolveu em uma colisão que terminou com a morte de um motociclista em uma rodovia próxima a Pilar do Sul, no interior de São Paulo. Por ser adolescente, o caso seguiu as regras previstas para atos infracionais cometidos por menores de idade.

A nova ocorrência levantou questionamentos sobre o histórico de acidentes envolvendo o motorista e sobre os fatores que podem ter contribuído para os dois episódios.

Especialistas costumam destacar que acidentes graves no trânsito podem envolver diversos elementos, como comportamento ao volante, velocidade, consumo de álcool, condições da via e atenção do condutor.

Quem era o policial morto

Fábio Ferreira de Souza era sargento da Polícia Militar de São Paulo e trabalhava no 2º Batalhão de Choque.

Segundo informações divulgadas após a morte, ele tinha décadas de serviço na corporação e estava perto de encerrar a carreira. O policial deixou esposa e dois filhos.

O que acontece agora?

A investigação deve continuar para esclarecer todos os detalhes do acidente, incluindo a dinâmica da colisão e as circunstâncias envolvendo o motorista.

O caso será analisado pela Justiça, que deverá avaliar as responsabilidades conforme as provas reunidas durante o processo.

A defesa de Bruno não foi localizada para se manifestar. O espaço permanece aberto para posicionamento.

Entenda o contexto

Acidentes envolvendo motoristas suspeitos de dirigir sob efeito de álcool ou cometer infrações graves no trânsito costumam gerar debates sobre fiscalização, prevenção e punição.

Neste caso, a investigação ganhou ainda mais repercussão porque o motorista preso após a morte de um policial militar já havia participado de outro acidente fatal anos antes, quando ainda era adolescente.

A diferença entre os dois episódios está principalmente no tratamento jurídico aplicado: em 2020, Bruno tinha 17 anos e respondeu conforme as regras destinadas a adolescentes; agora, aos 22 anos, o caso segue as normas aplicáveis a adultos.

A polícia ainda precisa concluir a investigação para apontar oficialmente as responsabilidades pelo acidente que matou o sargento Fábio Ferreira de Souza.

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