A pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (MDB), afirmou que seu foco está totalmente voltado para a disputa por uma vaga no Senado Federal e afastou a possibilidade de voltar a ocupar um ministério em um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada em entrevista ao NC News, durante evento político em São Paulo.
Questionada sobre a possibilidade de assumir novamente um cargo na Esplanada dos Ministérios caso Lula seja reeleito, Tebet respondeu em tom bem-humorado que já cumpriu esse papel.
“Eu já passei por essa experiência. Não é nada fácil. Fui ministra do Planejamento e Orçamento. Perdi cabelo, engordei, apareceu cabelo branco. Já cumpri essa missão como ministra de Estado”, afirmou.
Segundo ela, a eleição para o Senado terá um peso estratégico nos próximos anos e será decisiva para os rumos do país.
Tebet diz que Senado será palco dos principais embates
Durante a entrevista, Simone Tebet afirmou que considera a escolha dos senadores uma das decisões mais importantes das eleições de 2026. Na avaliação da pré-candidata, a composição da Casa poderá definir o futuro de temas ligados à democracia, aos direitos humanos e às instituições.
Ela afirmou que pretende atuar para impedir retrocessos e criticou setores que classificou como integrantes da extrema direita, fazendo uma distinção entre esse grupo e a direita democrática.
“Existe a direita conservadora, democrática, que a gente tem que respeitar. Existe o resto, que a gente tem que repudiar pelos retrocessos”, declarou.
Segundo Tebet, o Senado será o espaço onde ocorrerão os principais debates institucionais do próximo mandato, especialmente em temas constitucionais.
Experiência no Congresso é um dos principais argumentos
Ao defender sua candidatura, Simone Tebet ressaltou a experiência acumulada durante sua passagem pelo Senado. Ela lembrou que já presidiu uma das principais comissões do Congresso Nacional e afirmou conhecer o funcionamento da Casa.
Para a pré-candidata, essa experiência poderá ser fundamental em um momento que considera decisivo para o país.
Violência contra a mulher entra entre as prioridades
Outro tema destacado por Tebet foi o combate à violência contra a mulher. Ela afirmou que pretende retomar essa pauta caso seja eleita e lembrou sua atuação como primeira presidente da comissão de combate à violência contra a mulher no Congresso Nacional.
Segundo a pré-candidata, o aumento dos casos de violência doméstica exige atenção permanente e políticas públicas voltadas não apenas às mulheres, mas também a idosos e pessoas com deficiência vítimas de agressões dentro de casa.
Ela também atribuiu à atuação da imprensa um papel importante para ampliar a visibilidade do tema nos últimos anos.
Definição dos suplentes fica para a convenção nacional
No início da entrevista, Simone Tebet também explicou que a definição dos nomes que ocuparão as suplências da chapa ao Senado foi adiada para a convenção nacional do PSB.
Segundo ela, a decisão foi tomada em conjunto com o vice-presidente Geraldo Alckmin para permitir que os partidos concluam as negociações internas antes da oficialização das chapas.
Entenda o contexto
Simone Tebet foi ministra do Planejamento e Orçamento no atual governo Lula e anteriormente exerceu mandato como senadora por Mato Grosso do Sul. Agora, disputa uma vaga no Senado por São Paulo.
Durante a entrevista ao NC News, a pré-candidata deixou claro que pretende retornar ao Congresso Nacional, descartando uma nova passagem pelo Executivo. Ela afirma que o próximo Senado terá papel central nos debates sobre democracia, direitos humanos, segurança jurídica e alterações constitucionais, além de defender que o enfrentamento à violência contra a mulher volte a ocupar posição de destaque na agenda legislativa.