O Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado (25) a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. A convenção nacional da legenda, realizada no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo, marcou o início oficial da campanha e reuniu lideranças do partido, aliados políticos e apoiadores de diferentes estados.
O lançamento da candidatura foi marcado por um discurso voltado à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e por críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio afirmou que o pai é vítima da “maior farsa que este país já viveu”, classificou as investigações e decisões judiciais contra o ex-presidente como perseguição política e prometeu manter vivo o projeto político iniciado por Bolsonaro.
Defesa de Jair Bolsonaro dominou o discuro
Embora a convenção tivesse como objetivo oficializar sua candidatura, boa parte da fala de Flávio Bolsonaro foi dedicada ao pai.
O senador afirmou que Jair Bolsonaro sofre uma injustiça e disse que o ex-presidente está impedido de participar diretamente da campanha, mas continuará sendo a principal inspiração de seu projeto político.
Durante o discurso, Flávio declarou que Bolsonaro é vítima da “maior farsa que este país já viveu” e voltou a criticar decisões do STF. Também afirmou que pretende governar seguindo os princípios defendidos pelo ex-presidente.
Em outro momento, classificou a eleição presidencial como uma disputa entre “o bem e o mal” e pediu apoio da militância para vencer a corrida ao Palácio do Planalto.
Convenção reuniu aliados, mas também evidenciou desafios
O evento contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, um dos principais aliados internacionais do bolsonarismo, que viajou ao Brasil para participar da convenção. O apoio do líder argentino foi tratado pelo PL como um gesto de fortalecimento da candidatura.
Também participaram lideranças do partido e aliados políticos, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que declarou apoio ao senador durante o evento.
Apesar da demonstração de força, a convenção também expôs alguns desafios para a campanha. Flávio ainda busca definir o candidato a vice-presidente e ampliar alianças com partidos de centro, consideradas estratégicas para ampliar sua competitividade na disputa nacional.
Campanha tenta unificar a direita
A candidatura de Flávio Bolsonaro representa a aposta do PL para manter unido o eleitorado identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com Bolsonaro fora da disputa, o senador assume o papel de principal representante do grupo político nas eleições presidenciais.
Durante a convenção, lideranças do partido defenderam que a candidatura representa a continuidade do projeto iniciado em 2018 e reforçaram o discurso voltado para segurança pública, redução do tamanho do Estado e pautas conservadoras.
Quais são os principais desafios da candidatura
Apesar da oficialização, a campanha começa enfrentando obstáculos importantes.
Entre eles estão:
a busca por um candidato a vice;
a tentativa de ampliar alianças partidárias;
a necessidade de conquistar eleitores além da base bolsonarista;
a construção de um discurso capaz de atrair o centro político.
Analistas também apontam que Flávio precisará equilibrar a associação com o legado do pai e, ao mesmo tempo, apresentar propostas próprias para convencer eleitores indecisos.
O que acontece agora
Com a candidatura homologada, o PL inicia oficialmente a campanha presidencial.
Nos próximos dias, o partido deverá anunciar o candidato a vice-presidente, intensificar agendas pelo país, apresentar o programa de governo e ampliar as negociações para formar alianças.
A expectativa é que outras legendas também concluam suas convenções nos próximos dias, consolidando o cenário da disputa presidencial de 2026.
ENTENDA O CONTEXTO
As convenções partidárias são responsáveis por oficializar os candidatos que disputarão as eleições.
Ao confirmar Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, o PL inicia formalmente sua campanha para tentar voltar ao Palácio do Planalto.
O senador assume a liderança do projeto político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que permanece como principal referência do grupo, mas está fora da disputa eleitoral. A estratégia da campanha é manter unido o eleitorado conservador e ampliar o diálogo com outros setores da direita para aumentar a competitividade na corrida presidencial.