Neymar marca 2, salva Santos e aumenta pressão no Brasileirão

Neymar quebra jejum ao marcar duas vezes, mas Santos segue sob pressão na competição nacional.
Redação NC News
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Neymar marca duas vezes, evita uma derrota em casa e, ainda assim, sai de campo sob clima de cobrança. O Santos empata por 2 a 2 com a Chapecoense, na Vila Belmiro, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, e segue preso à luta contra o rebaixamento.

Neymar decisivo, mas sob crítica

O camisa 10 volta a ser protagonista em uma noite tensa na Vila. Ele encerra um jejum de 76 dias sem marcar pelo Santos e assina os dois gols da equipe. Nem isso, porém, afrouxa a pressão sobre o time comandado por Cuca.

O empate leva o Santos a 22 pontos, na 14ª colocação, ainda perto demais da zona de rebaixamento para o conforto da torcida. A Chapecoense soma 12 pontos e permanece na lanterna, mas celebra o resultado como reação importante fora de casa.

A partida também vira palco para a resposta de Neymar às críticas fora de campo. Na comemoração do primeiro gol, ele simula distribuir cartas de baralho, gesto direto a quem o atacou por participar de torneios de pôquer em São Paulo durante a semana.

Domínio santista antes do apagão

O Santos entra em campo pressionado por pontos e pela necessidade de dar respostas rápidas após semanas de instabilidade. Cuca monta uma equipe agressiva, com Neymar centralizando as ações ofensivas e Álvaro Barreal aberto para acelerar as jogadas.

Depois de três finalizações desperdiçadas, o gol sai com a assinatura da principal dupla da noite. Neymar tabela com Barreal dentro da área, recebe de volta e desloca o goleiro Matheus Aurélio, com chute colocado. O estádio explode, menos pela vantagem mínima no placar e mais pela sensação de que o craque finalmente retoma o papel decisivo.

A Chapecoense, recuada, quase não passa do meio-campo. Fernando tem a melhor chance dos visitantes antes do intervalo, quando aparece livre na pequena área e finaliza para fora. Gabriel Brazão pouco trabalha na primeira etapa, enquanto o Santos controla ritmo e posse de bola sem ser brilhante, mas com autoridade.

O 1 a 0 no placar parece confortável demais. A sensação de que o jogo está sob controle, porém, desaba na volta do intervalo.

Virada relâmpago expõe a defesa

Rafael Lacerda mexe no time da Chapecoense no intervalo e muda o cenário em poucos minutos. O time catarinense volta mais alto, adianta a marcação e transforma o jogo morno em um duelo aberto.

Aos cinco minutos do segundo tempo, Giovanni Augusto chega à linha de fundo pela direita e cruza rasteiro. Marcinho aparece livre na área e toca no canto de Brazão, empatando a partida e escancarando a desorganização defensiva santista.

O golpe abala o Santos. A equipe sente o empate e passa a ceder espaços que não existiam no primeiro tempo. A Chapecoense percebe a fragilidade e insiste nas jogadas pelos lados.

Aos 16 minutos, Yannick Bolasie cruza novamente pela direita. João Ananias tenta afastar, mas desvia contra a própria meta e assina o 2 a 1 para os visitantes. A Vila, que vinha empurrando o time, se cala por alguns segundos antes de explodir em vaias.

Cuca reage com mudanças rápidas. Coloca Gustavo Caballero, Oliva e Gabriel Menino, tenta dar mais presença no ataque e dinamismo ao meio-campo. Neymar assume quase sozinho a responsabilidade de puxar o time, flutua por todos os lados e ainda sofre com a ansiedade dos companheiros nas definições das jogadas.

Gabriel Barbosa perde boa chance dentro da área. Neymar força chutes de média distância, arranca cartões dos adversários e discute com Bruno Leonardo em dividida dura, em lance em que pede pênalti sem sucesso.

Pênalti nos minutos finais salva o Santos

Quando a derrota parece encaminhada, o roteiro muda outra vez. Aos 40 minutos do segundo tempo, Gustavo Caballero é derrubado na área. O árbitro marca pênalti, cercado por protestos da Chapecoense.

Neymar pega a bola, isola o entorno e chama a responsabilidade. Aos 43, espera o movimento de Matheus Aurélio e bate alto, forte, sem chance de defesa. É o segundo gol dele na noite, o 2 a 2 que evita um desastre maior em casa.

A reação, porém, não basta para mudar o humor da Vila Belmiro. O apito final vem com mistura de aplausos ao camisa 10 e vaias ao desempenho coletivo. Parte da torcida grita o nome de Neymar, outra mira a irritação na defesa e na comissão técnica.

Pressão sobre Cuca e teste para o elenco

No pós-jogo, Cuca não esconde a frustração. “Era um jogo para vencer e lamentamos mais um tropeço da equipe”, admite o treinador, que vê sua gestão sob análise a cada rodada.

A defesa volta a ser o ponto mais vulnerável. Sofre dois gols em 11 minutos, cede espaços pelo lado direito e mostra dificuldade para reagir à mudança de postura da Chapecoense. A repetição de falhas acende alerta na diretoria, que já discute ajustes táticos e possíveis reforços para o setor.

No ataque, o contraste é evidente. Neymar decide quase tudo que envolve o Santos no campo ofensivo, da criação à finalização. O time parece depender dele em excesso, cenário que preocupa para uma longa maratona de Brasileirão.

Fora de campo, o camisa 10 leva a discussão para as redes sociais e responde às críticas por ter jogado pôquer em sua folga. “Estava aqui me preparando para o segundo treino e lembrei que na minha folga, muita gente ficou falando de eu ter jogado poker… Posso treinar ou vocês vão ficar cornetando também? Vai cuidar da sua vida”, dispara o atacante, em mensagem que escancara o grau de cobrança em torno de sua rotina.

Na Chapecoense, o clima é oposto. O empate fora de casa, após virar o jogo na Vila Belmiro, é visto como ponto de partida para uma reação. O time ainda ocupa a última posição, mas ganha fôlego emocional e a certeza de que consegue competir mesmo em ambientes hostis.

O que vem pela frente no Brasileirão

O empate desta noite mantém o Santos em terreno perigoso. Os 22 pontos o colocam na parte de baixo da tabela e não oferecem margem para novos tropeços, principalmente em casa. A sequência do Campeonato Brasileiro Série A se desenha como prova de fogo para Cuca e para o elenco, que convive com a obrigação de somar pontos e a expectativa por mudanças.

A Chapecoense, com 12 pontos, continua na lanterna, mas sai de Santos com um sinal de vida. O desafio agora é transformar a reação pontual em série de resultados, sobretudo contra rivais diretos na briga contra o rebaixamento.

Os próximos jogos devem definir se o Santos conseguirá transformar a boa atuação individual de Neymar em campanhas mais sólidas ou se a temporada caminhará para um cenário de crise permanente. Para a Chapecoense, cada ponto passa a ser encarado como decisão, em um campeonato que não perdoa vacilos na parte de baixo da tabela.

Por que o empate aumenta a pressão no Santos?

Porque o time precisava da vitória em casa para se afastar da zona de rebaixamento. Com 22 pontos e só na 14ª posição, o Santos segue ameaçado.

Qual o peso desse resultado para a Chapecoense?

O ponto conquistado na Vila Belmiro mantém a equipe na lanterna, com 12 pontos, mas funciona como alívio psicológico e mostra capacidade de reação fora de casa.

Neymar respondeu às críticas sobre o pôquer?

Sim. Nas redes, ele disse que jogou pôquer na folga, que está treinando normalmente e rebateu: “Posso treinar ou vocês vão ficar cornetando também?”


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