Ratinho lidera aprovação; Marina sai na frente ao Senado em SP

Nova pesquisa revela aprovação de governadores e liderança de Marina Silva para o Senado em São Paulo.
Redação NC News
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Uma nova pesquisa Genial/Quaest redesenha hoje o mapa político do país. O instituto mede a popularidade de governadores em dez estados, aponta Marina Silva à frente na corrida ao Senado em São Paulo e atualiza a disputa presidencial em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Os números ajudam partidos e pré-candidatos a ajustar estratégias a poucos meses da eleição, especialmente nos maiores colégios eleitorais, onde Lula e Flávio Bolsonaro travam uma disputa acirrada.

Ratinho dispara; Minas e Rio expõem desgaste

No ranking dos governadores, Ratinho Junior (PSD), do Paraná, aparece como o mais bem avaliado entre os dez estados pesquisados. Ele registra 81% de aprovação e consolida a imagem de principal ativo eleitoral do PSD nos estados.

Em seguida vêm Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, com 68%, e Daniel Vilela (MDB), em Goiás, com 64%. Os três formam o bloco de elite da gestão estadual, com capacidade de influenciar alianças regionais e negociações nacionais dentro de seus partidos.

Outros governadores também cruzam a barreira de 50% de aprovação. Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, marca 57%; Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, 55%; e Elmano de Freitas (PT), no Ceará, 52%. Na faixa intermediária aparecem Hana Ghassan (MDB), no Pará, com 49%, e Eduardo Leite (PSD), no Rio Grande do Sul, com 48%.

Os piores índices se concentram em Minas Gerais e Rio de Janeiro, dois estados centrais na disputa nacional. Mateus Simões (PSD), em Minas, tem 36% de aprovação. No Rio, o governador interino Ricardo Couto (sem partido) registra 34%, com um dado que chama atenção: 41% dos entrevistados dizem não saber avaliar sua gestão.

O retrato oferece pistas importantes para a eleição presidencial. Governadores bem avaliados tendem a funcionar como cabos eleitorais robustos. Já os mal avaliados podem virar fardo, reduzindo o entusiasmo de parlamentares e prefeitos em suas bases.

Marina lidera, mas 54% podem mudar voto ao Senado

Em São Paulo, a Quaest mede o humor do eleitor na disputa pelas duas vagas ao Senado. A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 1.650 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de julho. “A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%”, informa o instituto. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número SP-04846/2026.

No cenário com mais pré-candidatos, Marina Silva (Rede) aparece na frente com 14% das intenções de voto. Simone Tebet (PSB) surge logo atrás, com 12%. Pablo Marçal (União Brasil) tem 9%, e o atual ministro da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), 7%. Outros nomes, como André do Prado (PL), Paulinho da Força (Solidariedade), Ricardo Salles (Novo), Robson Tuma (Republicanos) e José Aníbal (PSDB), vêm em patamares menores.

A disputa, porém, está longe de definida. Segundo a Quaest, “54% dos entrevistados ainda pode mudar o voto para senador e 44% diz que decisão de voto é definitiva”. O índice elevado de indecisos e de eleitores dispostos a rever a escolha abre espaço para viradas e campanhas de última hora.

O quadro ganha contornos jurídicos com a presença de Pablo Marçal. O empresário “está inelegível e recorre ao TSE para tentar reverter a condenação”. Caso permaneça fora da disputa, seus 9% podem ser redistribuídos entre perfis ideologicamente próximos, redesenhando o pelotão intermediário.

Para Marina e Tebet, a liderança numérica é um ativo político imediato. As duas reforçam visibilidade em um estado-chave, o que pode pesar nas conversas para alianças presidenciais e na composição de palanques cruzados com candidatos a governador e à Câmara.

Lula x Flávio Bolsonaro nos maiores colégios

No mesmo pacote de levantamentos, a Quaest atualiza o termômetro presidencial em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São os três estados com maior número de eleitores, decisivos para qualquer candidatura ao Planalto.

Em São Paulo, o instituto registra hoje um cenário apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro. Em um dos recortes, Flávio aparece com 34% e Lula com 30% no primeiro turno, dentro da margem de erro. O dado reforça a força do campo bolsonarista no estado e obriga o entorno de Lula a buscar um discurso mais direcionado ao eleitor paulista, ainda sensível ao tema segurança e à agenda econômica.

Em Minas e no Rio, a disputa também segue competitiva, segundo a Quaest, ainda que os percentuais específicos detalhados pelo instituto não estejam todos públicos. O desenho geral, porém, é o de um país que continua polarizado, com pouca margem para candidaturas de terceira via romperem o teto.

A pesquisa ajuda a explicar o esforço dos presidenciáveis em costurar alianças com governadores bem avaliados. No Paraná, por exemplo, o desempenho de Ratinho Junior, com 81% de aprovação, vira peça de barganha. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues, com 57%, reforça o cinturão petista no Nordeste. Em São Paulo, Tarcísio, com 55%, conversa de perto com a direita e o centro-direita.

Quaest em foco: método, confiança e disputa de narrativa

Os números chegam em um ambiente em que a credibilidade das pesquisas volta ao centro do debate. A Quaest se firma como um dos institutos de referência do ciclo eleitoral atual, especialmente nas séries regulares de intenção de voto e avaliação de governo. Para o leitor comum, a pergunta é direta: a Pesquisa Genial/Quaest é confiável?

O instituto trabalha com amostras probabilísticas, entrevista eleitores em todas as regiões dos estados pesquisados e informa parâmetros técnicos básicos, como margem de erro e nível de confiança. Ao registrar os levantamentos na Justiça Eleitoral, como ocorre com o número SP-04846/2026 em São Paulo, se submete a regras de transparência sobre questionário, amostragem e financiamento.

As pesquisas, porém, não são previsão de resultado. Mostram um recorte do momento, influenciado por campanhas, notícias de curto prazo e até por fatos externos à política. O dado de que 54% dos paulistas podem mudar de voto para o Senado ilustra o grau de volatilidade do eleitorado.

A divulgação dos resultados hoje alimenta cálculos em todos os partidos. Governadores bem avaliados devem capitalizar a boa fase para fechar apoios, lançar aliados locais e negociar espaço em palanques presidenciais. Já quem aparece na rabeira, como Mateus Simões e Ricardo Couto, tende a intensificar agendas positivas e anúncios de obras para tentar virar o jogo.

Até a eleição, novas rodadas da Genial/Quaest e de outros institutos vão testar a consistência dessas tendências. A dúvida que permanece é se a combinação de aprovação de governo, força regional e polarização nacional será suficiente para cristalizar o voto ou se o eleitor, como sugerem os 54% de indecisos para o Senado em São Paulo, seguirá disposto a mudar de lado até o último dia de campanha.

Quem é o dono da Quaest?

A Quaest é um instituto de pesquisa privado, fundado e controlado por sócios brasileiros, especializado em levantamentos de opinião pública e estudos eleitorais.

Onde encontrar a pesquisa Genial/Quaest completa?

Os relatórios completos, em geral em formato PDF, ficam disponíveis no site da própria Quaest e no sistema de registro de pesquisas da Justiça Eleitoral.

A pesquisa Genial/Quaest de hoje errará a eleição?

Pesquisas não antecipam o resultado final; mostram o retrato do momento. Mudanças de cenário, abstenção e viradas de última hora podem alterar o desfecho nas urnas.

O que a Quaest mostra sobre Lula na disputa presidencial?

Nos estados divulgados, especialmente em São Paulo, a Quaest aponta Lula competitivo com Flávio Bolsonaro, em cenário ainda marcado por forte polarização.


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