A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República sofreu um abalo nesta semana. Pressionado pela estagnação nas pesquisas de intenção de voto, o partido promoveu a segunda troca no comando do marketing, demitindo a dupla Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer para convocar o publicitário Duda Lima.
A mudança de rota foi oficializada em uma reunião a portas fechadas na sede da campanha, em São Paulo, que marcou a entrada de vez do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas articulações.
O peso de Tarcísio e o “salvador” Duda Lima
A chegada de Duda Lima à sede da campanha foi tratada como um evento de resgate. Segundo relatos dos bastidores, o publicitário foi recebido sob intensos aplausos, puxados pelo próprio governador Tarcísio de Freitas, que assumiu um papel de liderança para tentar reverter o quadro desfavorável.
A reunião contou com a nata da direita paulista:
- Ricardo Nunes (MDB): O prefeito de São Paulo ajudou a organizar o encontro.
- Duda Lima: O marqueteiro, que já comandou as campanhas de Jair Bolsonaro em 2018 e de Ricardo Nunes em 2024, havia dito que não assumiria campanhas nesta eleição, mas cedeu à pressão do PL.
- Candidatos locais: Presenças confirmadas de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), candidatos ao Senado, além de secretários e vereadores.
Flávio culpa a imprensa
Ao chegar ao encontro, Flávio Bolsonaro tentou minimizar o clima de crise e jogou a culpa do seu desempenho estagnado na imprensa, afirmando que agora, com o fim da pré-campanha, o jogo irá mudar.
“Agradeço ao Fischer e ao Tramari, que nos trouxeram até aqui em condições de igualdade, apesar de todo o excesso que, na minha percepção, houve por parte da grande mídia, que intensificou os ataques contra mim.”
A nota oficial de demissão, assinada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, agradeceu o “excepcional trabalho” dos marqueteiros demitidos. O recado, no entanto, é claro: o PL apertou o botão de pânico e espera que Duda Lima faça um milagre eleitoral nos próximos meses.