Análise: ataque com Neymar e mais três não funciona, e Santos chega pressionado para decisão contra o Remo

Cuca apostou em uma formação ofensiva com Neymar, Gabigol, Rollheiser e Barreal, mas o Santos desperdiçou diversas chances e ficou no empate sem gols na Vila Belmiro. Agora, precisará vencer em Belém para avançar às quartas de final.
Redação NC News
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O Santos Futebol Clube empata em 0 a 0 com o Remo na Vila Belmiro, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, e leva para Belém a obrigação de vencer para seguir vivo no torneio. Mesmo com Neymar, Rollheiser, Barreal e Gabigol juntos desde o início, o time não transforma em gol o amplo domínio em campo.

Domínio com 69% de posse, duas bolas na trave e irritação na arquibancada

O jogo deste sábado na Vila Belmiro expõe com clareza a distância entre volume ofensivo e eficiência do Santos. A equipe de Cuca passa praticamente 90 minutos no campo de ataque, controla 69% da posse de bola, finaliza 19 vezes e acerta duas bolas na trave, mas vê o placar permanecer inalterado.

A estratégia do treinador é agressiva desde a escalação. Cuca coloca em campo um quarteto ofensivo com Neymar, Rollheiser, Barreal e Gabigol, sacrificando um homem de meio-campo para empurrar o Remo para trás. O plano funciona na ocupação do setor ofensivo, mas esbarra na execução dos lances decisivos.

Neymar rende mais quando cai pela esquerda, onde encontra espaço para o drible curto e triangulações. Quando se aproxima do centro, perde influência e se vê cercado por marcadores. Gabigol volta a desperdiçar oportunidades em sequência. Rollheiser é tão discreto que deixa o jogo no intervalo. Barreal acerta a trave em uma das melhores chances da noite.

Na arquibancada, a frustração cresce a cada ataque desperdiçado. Ao fim da partida, a torcedora Nágila resume o sentimento em uma frase curta: “O Santos foi incapaz de conseguir um golzinho”. O lamento sintetiza o clima de impaciência com um time que cria, ameaça, mas não define.

Cuca mexe, defesa segura, mas Veríssimo preocupa para Belém

Defensivamente, o plano de Cuca se sustenta melhor. Mesmo com menos gente no meio, o Santos consegue se recompor e evita que o Remo se sinta confortável no ataque. A dupla de zaga com João Ananias e Lucas Veríssimo se mostra segura nos duelos pelo alto e nos botes por baixo.

Os sustos vêm em poucos, porém perigosos, contra-ataques dos visitantes, que exploram justamente os espaços deixados pelo Santos no campo ofensivo. A cada erro na frente, o risco de castigo atrás aumenta, fator que deixa a torcida tensa apesar do domínio alvinegro.

O alívio pela solidez defensiva dura pouco. Nos minutos finais, Lucas Veríssimo sente dores na panturrilha direita e deixa o gramado, acendendo um alerta imediato para o jogo de volta no Mangueirão. O zagueiro passa por avaliação médica e vira dúvida para terça-feira, o que abre espaço para mudanças forçadas na defesa.

Cuca elogia João Ananias e indica que pretende mantê-lo em campo, mas admite que pode ter de redesenhar a última linha caso Veríssimo não tenha condições de jogo. A eventual ausência do titular pesa justamente no momento em que o Santos se prepara para encarar um Remo mais ofensivo, empurrado pela própria torcida em Belém.

Pressão por classificação e dúvidas sobre Neymar e o ajuste ofensivo

O empate sem gols deixa a classificação às quartas de final em situação delicada. Fora de casa, o Santos não conta com a vantagem do gol marcado como visitante e precisa vencer no Mangueirão para evitar uma decisão por pênaltis ou uma eliminação precoce. O cenário aumenta a pressão sobre o elenco e, em especial, sobre o sistema ofensivo.

Cuca admite que pode mexer na estrutura do time para o confronto decisivo. A presença de Neymar não está garantida. O técnico prefere observar a condição física do camisa 10 nos próximos dias, diante de uma sequência intensa de compromissos e do risco de desgaste excessivo em partidas de alta carga física.

O treino desta segunda-feira tende a ser decisivo para definir quais peças vão a campo em Belém. A comissão técnica promete foco em trabalhos de finalização e ajustes de posicionamento na área, depois de um jogo em que o Santos cercou o goleiro adversário, mas não conseguiu transformá-lo em protagonista com defesas difíceis constantes.

A torcida, que lota a Vila e deixa o estádio sob vaias em parte do setor, leva para os próximos dias uma cobrança clara: o time precisa ser tão contundente nas conclusões quanto é na criação de jogadas. Nas redes sociais e nas ruas de Santos, o discurso se repete. Não basta dominar; a Copa do Brasil não perdoa quem não faz gol.

Remo confiante em casa e riscos esportivos para o Santos

Do outro lado, o Remo volta para Belém com a sensação de ter cumprido a missão. O empate sem gols na Vila Belmiro dá ao time paraense a possibilidade de jogar em casa com a vantagem psicológica de saber que um novo 0 a 0 mantém o confronto aberto e potencializa o peso da pressão sobre o Santos.

No Mangueirão, a tendência é que o Remo se solte mais, empurrado por sua torcida. O time paraense pode assumir uma postura ofensiva maior, explorando a necessidade santista de propor o jogo e as eventuais fragilidades de uma zaga remendada sem Lucas Veríssimo. Cada espaço deixado será um convite ao contra-ataque.

Para o Santos, a consequência de uma eliminação nas oitavas da Copa do Brasil seria dura. A queda precoce acende questionamentos sobre o trabalho de Cuca, sobre a montagem do elenco e sobre a capacidade do clube de responder em jogos decisivos. Para um time acostumado a protagonizar grandes campanhas, a pressão institucional não é detalhe.

Uma vitória em Belém, por outro lado, muda completamente o ambiente. A classificação às quartas renova a confiança, reforça o investimento feito em nomes como Neymar e Gabigol e dá fôlego para a sequência da temporada. Os próximos dias, entre exames médicos, treinos específicos e ajustes táticos, definem se o 0 a 0 na Vila será lembrado como desperdício ou como alerta atendido a tempo.

Qual é a situação atual do Santos na Copa do Brasil?

O Santos está nas oitavas de final da Copa do Brasil, empata em 0 a 0 com o Remo no jogo de ida na Vila Belmiro e agora precisa vencer na próxima terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Mangueirão, em Belém, para avançar às quartas de final da competição.

Por que o Santos está com dificuldades na classificação da Copa do Brasil?

O Santos está com dificuldades na classificação da Copa do Brasil porque, mesmo dominando o Remo com 69% de posse de bola e 19 finalizações na Vila Belmiro, não conseguiu marcar gols, desperdiçou chances claras, acertou duas bolas na trave e ainda pode perder o zagueiro Lucas Veríssimo por lesão para o jogo decisivo em Belém.

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