Filhos de Brad Pitt tiram “Pitt” do nome e mudam herança em 2026

Filhos de Brad Pitt buscam na Justiça a alteração do sobrenome para Jolie, sem impactar direitos de herança.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Filhos de Brad Pitt formalizam na Justiça da Califórnia a retirada do sobrenome “Pitt” de seus documentos, em um gesto público de distanciamento do ator e de aproximação com a mãe, Angelina Jolie. Vivienne, de 18 anos, é a mais recente a pedir a mudança legal, enquanto Shiloh já conclui o processo e irmãos como Maddox e Zahara avançam na mesma direção.

Vivienne lidera nova etapa do rompimento público

Vivienne Jolie-Pitt protocola na Corte Superior do Condado de Los Angeles o pedido para passar a se chamar oficialmente Vivienne Marcheline Jolie. A audiência que vai analisar o caso está marcada para novembro e deve consolidar no papel o que ela já pratica na vida profissional.

Ao trabalhar na produção do musical “The Outsiders”, premiado no circuito de teatro americano, a jovem aparece apenas como Vivienne Jolie nos créditos. No processo judicial, a justificativa entra como um motivo “pessoal”, sem detalhes, mas o contexto fala por si: a relação entre Brad Pitt e os filhos se desgasta desde a separação do casal, em 2016, marcada por disputas de guarda e brigas por patrimônio.

Shiloh, hoje com 20 anos, já percorre esse caminho até o fim. Ao completar a maioridade, ela entra com pedido semelhante e obtém autorização para remover “Pitt” do nome. Começa então a se apresentar apenas como Shiloh Jolie, ou “Shi”, em trabalhos ligados à dança, reforçando a distância simbólica em relação ao pai.

Maddox, Zahara e o efeito em cascata entre os irmãos

Maddox, de 24 anos, é o primeiro a sinalizar, ainda antes da onda atual de processos, que não quer carregar o sobrenome do pai nos créditos. Em produções de cinema, como o filme “Couture”, ele já assina apenas como Jolie quando atua nos bastidores, como assistente de direção.

Zahara, 21 anos, também decide levar a desconexão para o cartório. Ela protocola pedido para retirar o sobrenome “Pitt” e aguarda audiência, repetindo o roteiro dos irmãos mais novos. A opção acompanha a maneira como ela já se apresenta em atividades acadêmicas e sociais, com destaque maior à filiação com Angelina Jolie.

No núcleo dos seis filhos, Pax, 22 anos, e Knox León, 18, permanecem oficialmente com o sobrenome do ator. Knox, porém, já dá sinais de mudança na prática: em cerimônia de formatura do ensino médio, o diploma traz apenas o sobrenome Jolie. Informações da imprensa americana indicam que Pax seria o único entre os irmãos a manter algum nível de contato com Brad Pitt.

Nome, laços afetivos e o que a lei da Califórnia diz

A movimentação da família reacende uma pergunta central: tirar o sobrenome do pai significa romper, também, os direitos de herança? Especialistas em direito sucessório afirmam que a resposta é não. O vínculo jurídico de filiação permanece, independentemente do nome estampado no passaporte ou no diploma.

“A legislação sucessória reconhece expressamente a relação entre pais e filhos biológicos, bem como entre filhos adotivos e seus pais adotantes. Portanto, a conclusão jurídica é que a retirada do sobrenome não significa deixar de ser filho e ou renunciar à futura herança”, explica a advogada Karina Mendes Santos, especialista em planejamento patrimonial e sucessório.

Na Califórnia, onde tramitam os processos de mudança de nome e onde o divórcio do casal é processado, a sucessão patrimonial se ancora em dois pilares: a existência do vínculo de filiação e o conteúdo do testamento. “Na Califórnia, retirar o sobrenome do pai, afastar-se emocionalmente dele ou deixar de manter contato não representa renúncia à herança. Para perder essa condição, seria necessária uma circunstância jurídica muito diferente, como a inexistência ou o rompimento legal da própria relação de filiação”, afirma a advogada.

Como Brad Pitt ainda pode alterar o destino dos bens

A mudança de nome, portanto, funciona como um gesto simbólico poderoso, mas não corta, por si só, o acesso dos filhos ao patrimônio futuro de Brad Pitt. Se desejar afastá-los da herança, o ator teria de agir de outra forma, usando os instrumentos que a lei de seu estado prevê.

“O ator nem sequer precisaria apresentar uma justificativa considerada ‘justa’ pelo Judiciário. O essencial seria que sua vontade fosse expressa de forma clara, consciente e por meio de um testamento válido”, diz Karina Mendes Santos. Em linhas gerais, ele poderia restringir as participações, beneficiar apenas alguns descendentes ou direcionar bens a terceiros e instituições.

Episódios de deserdação ou de reconhecimento de indignidade — quando um herdeiro pratica atos graves contra o autor da herança — são raros e exigem processo específico. Não é o que ocorre aqui. Até agora, o que se vê é uma disputa de narrativa e de afeto, em que os filhos afirmam a identidade ligada a Angelina Jolie enquanto o ator lida com o esvaziamento público do sobrenome que o consagrou em Hollywood.

Caso Suri Noelle mostra padrão em famílias de celebridades

O caso dos filhos de Brad Pitt encontra paralelo recente na história de Tom Cruise e Katie Holmes. A filha dos dois, hoje com 20 anos, retira o sobrenome Cruise e passa a se chamar legalmente Suri Noelle, adotando o nome do meio da mãe como sobrenome. A mudança vem à tona quando ela aparece registrada para votar na Pensilvânia com o novo nome.

Documentos eleitorais nos Estados Unidos exigem o uso do nome legal, o que indica que Suri já conclui o processo de alteração, possivelmente em Nova York, onde vive com Katie Holmes desde o divórcio dos pais. Tom Cruise, segundo a imprensa americana, não aparece em público com a filha há mais de uma década, e o distanciamento é frequentemente associado à relação do ator com a Cientologia.

Os dois casos expõem um mesmo movimento: filhos de celebridades usam a mudança de nome para marcar ruptura afetiva, ao mesmo tempo em que o direito sucessório insiste em enxergar a filiação para além da certidão, focando no vínculo jurídico. A discussão ganha fôlego nas redes e nos escritórios de advocacia de família.

Impacto na sociedade e próximos capítulos do drama familiar

Na prática, os filhos de Brad Pitt ganham mais controle sobre a própria narrativa. Ao adotar apenas Jolie, reforçam a identificação com a mãe e colocam distância pública de um pai que ainda enfrenta o desgaste da separação e de litígios envolvendo propriedades, como a vinícola na França que o casal dividia.

O setor jurídico, especialmente na Califórnia, aproveita a visibilidade para explicar nuances que costumam ficar restritas a processos discretos. Escritórios especializados em planejamento patrimonial veem crescer a procura por orientação sobre como equilibrar autonomia dos filhos, conflitos familiares e testamentos em famílias com grandes fortunas.

As próximas cenas desse drama real incluem a audiência de Vivienne em novembro, os desdobramentos dos pedidos de Zahara e Maddox e a forma como Brad Pitt vai reagir, se é que reagirá, em seus documentos sucessórios. Enquanto isso, o sobrenome Jolie se consolida como a marca escolhida pela nova geração, e o sobrenome Pitt passa a pesar mais nas bilheterias de seus filmes do que na vida civil dos próprios herdeiros.

Por que a filha de Brad Pitt entrou na Justiça para retirar o sobrenome do pai?

Vivienne Jolie-Pitt, 18 anos, entra na Justiça da Califórnia para retirar o sobrenome “Pitt” por razões descritas como “pessoais”, alinhadas ao distanciamento afetivo em relação ao pai e ao desejo de se identificar formalmente com a mãe, Angelina Jolie, repetindo o movimento já feito ou iniciado por irmãos como Shiloh, Maddox e Zahara.

Os filhos de Brad Pitt perdem a herança ao tirar o sobrenome do pai?

Os filhos de Brad Pitt não perdem automaticamente o direito à herança ao retirar o sobrenome “Pitt”, porque a legislação sucessória da Califórnia vincula a sucessão ao testamento e ao laço jurídico de filiação, não ao nome usado, exigindo deserdação formal ou rompimento legal da filiação para afastar alguém da condição de herdeiro.


Carregar Comentários