Lula cobra explicações de ex-chefe de gabinete sobre empréstimo de amiga de Lulinha

Presidente pediu que ex-chefe de gabinete apresente recibos de empréstimo recebido de Roberta Luchsinger, investigada por atuar com o chamado "Careca do INSS".
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, explique o empréstimo recebido da empresária Roberta Luchsinger, amiga de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Segundo aliados, Lula afirmou que não pretende permitir que a campanha eleitoral deste ano tenha como foco pessoas próximas a ele, mas sim sua gestão e seu legado.

Na tarde desta terça-feira (4), Marcola teria reuniões com emissários do presidente para prestar esclarecimentos sobre o caso. A expectativa é que ele apresente os recibos do empréstimo que afirma ter contraído com Roberta Luchsinger.

Empréstimo admitido

A informação de que Marcola recebeu recursos da empresária foi divulgada pela imprensa. Em nota distribuída pelo PT, o ex-chefe de gabinete admitiu ter recebido o dinheiro, mas negou qualquer irregularidade.

“Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, afirmou.

Marcola foi um dos principais auxiliares de Lula durante o atual mandato e deixou o comando do Gabinete Pessoal da Presidência em 21 de julho.

Oficialmente, a saída foi atribuída ao reforço da campanha à reeleição de Lula. Nos bastidores, porém, fontes relataram a imprensa que o afastamento ocorreu após a descoberta dos pagamentos feitos por Roberta Luchsinger. Segundo essas fontes, a decisão buscou evitar desgaste para o governo.

Investigação da PF

Roberta Luchsinger é apontada pela Polícia Federal como integrante de um grupo que teria atuado ao lado do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e de Lulinha na tentativa de viabilizar contratos com o governo federal por meio de um empresário do setor de tecnologia da Dataprev.

As investigações também avançaram sobre a atuação de Lulinha. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do pedido da Polícia Federal para abertura de um terceiro inquérito contra o filho do presidente. Segundo a corporação, a apuração trata de suspeitas de tráfico de influência em favor de empresas parceiras de Lulinha.

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