Ferroviários dão ultimato a Tarcísio e afirmam que governador pode encerrar greve ainda hoje

Sindicato deu prazo de uma hora para que o governo apresente uma nova proposta. Categoria diz que decisão de pôr fim à paralisação está nas mãos do Palácio dos Bandeirantes.
Redação NC News
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Os ferroviários que estão em greve desde a manhã desta terça-feira (4) deram um ultimato ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante um ato realizado na sede do sindicato, lideranças da categoria concederam uma hora para que o governo apresente uma proposta capaz de atender às reivindicações dos trabalhadores e colocar fim à paralisação.

Segundo os dirigentes sindicais, a principal exigência é uma garantia formal de manutenção dos empregos dos funcionários da CPTM diante do processo de concessão das linhas ferroviárias. Para o sindicato, caso o governo apresente uma proposta considerada satisfatória, a greve pode ser encerrada ainda nesta terça-feira.

Sindicato diz que decisão está nas mãos de Tarcísio

Durante o discurso, o diretor do movimento, Luís Barbosa Neto Júnior, afirmou que a categoria espera ser chamada para uma nova rodada de negociações.

“O governador pode acabar com essa greve hoje”, afirmou o dirigente ao defender que a solução depende de uma proposta que assegure os direitos dos trabalhadores. Segundo ele, a principal preocupação dos ferroviários é a preservação dos postos de trabalho na CPTM.

Governo criticou a paralisação

Mais cedo, Tarcísio de Freitas classificou a greve como uma ação de caráter político e afirmou que o governo continua aberto ao diálogo.

Em publicação nas redes sociais, o governador declarou que a paralisação prejudica a população e afirmou que negociações já haviam sido realizadas anteriormente, incluindo propostas para garantir a manutenção dos empregos, mas que elas teriam sido rejeitadas pelo sindicato.

Linhas seguem com operação parcial

A paralisação afeta parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.

Para reduzir os impactos aos passageiros, o Governo de São Paulo acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), disponibilizou ônibus gratuitos e ampliou a operação do Metrô. A Prefeitura também suspendeu o rodízio municipal de veículos, enquanto a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou congestionamentos acima da média desde o início da manhã.

O que pode acontecer agora ?

A expectativa é de que o governo estadual avalie o ultimato apresentado pelo sindicato e decida se haverá uma nova rodada de negociações.

Caso as partes cheguem a um acordo, a greve poderá ser encerrada. Se não houver avanço, a paralisação poderá continuar, mantendo impactos para milhares de passageiros que utilizam diariamente o sistema ferroviário da Grande São Paulo.

ENTENDA O CONTEXTO

A greve dos ferroviários começou na manhã desta terça-feira em meio à insatisfação da categoria com o processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Os trabalhadores afirmam que buscam garantias sobre a manutenção dos empregos e dos direitos trabalhistas.

O governo estadual sustenta que apresentou propostas durante as negociações e afirma que permanece aberto ao diálogo, enquanto o sindicato considera insuficientes as garantias oferecidas. O impasse mantém parte da operação da CPTM comprometida e afeta a rotina de milhares de passageiros na capital e na Região Metropolitana de São Paulo.

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