Ferroviários da CPTM encerram greve, mas mantêm alerta sobre acordo com governo de SP

Categoria aprovou retorno ao trabalho após proposta apresentada na Justiça, mas decidiu permanecer em estado de greve para acompanhar o cumprimento dos compromissos.
Redação NC News
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Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram retornar às atividades nesta quarta-feira (5), após uma assembleia que aprovou a suspensão da greve. A categoria, porém, continuará em estado de greve e seguirá acompanhando as negociações com o Governo de São Paulo.

A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. Segundo a entidade, 131 trabalhadores votaram a favor do retorno ao trabalho e da proposta apresentada durante a negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Outros 26 participantes defenderam a continuidade da paralisação.

 

Por que os trabalhadores decidiram voltar?

A categoria avaliou que a proposta apresentada pelo governo trouxe avanços em pontos considerados importantes, principalmente relacionados às garantias dos empregados durante o processo de concessão das linhas da CPTM.

Com a aprovação, os ferroviários decidiram suspender o movimento, mas manter a mobilização para acompanhar se os compromissos assumidos serão cumpridos.

O que significa estado de greve?

Mesmo com a retomada das atividades, o estado de greve mantém a categoria em alerta.

Na prática, os trabalhadores continuam acompanhando as negociações e podem adotar novas medidas caso entendam que os acordos firmados não estejam sendo cumpridos.

Greve teve como foco empregos e direitos
Durante a paralisação, os ferroviários afirmaram que o principal objetivo era garantir a proteção dos empregos e dos direitos dos trabalhadores diante das mudanças previstas no sistema ferroviário paulista.

O sindicato também destacou a preocupação com a qualidade do transporte público oferecido aos passageiros.

ENTENDA O CONTEXTO

A greve da CPTM ocorreu em meio ao processo de concessão de linhas da companhia à iniciativa privada. Os trabalhadores buscavam garantias sobre o futuro dos empregados durante essa transição. Após negociações no TRT e uma nova proposta apresentada pelo Governo de São Paulo, a categoria decidiu voltar ao trabalho, mas seguirá acompanhando o andamento do acordo.

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