Anvisa proíbe “Ozempic Natural”, manda apreender produto e veta fabricação no Brasil

Agência identificou que o produto era vendido sem registro e fabricado por empresa sem autorização; decisão também atinge um lote falsificado do Nebido, produtos para emagrecimento e itens à base de cannabis.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e o uso do chamado “Ozempic Natural” em todo o país. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6), também determina a apreensão do produto.

Segundo a agência, o suposto medicamento era comercializado sem qualquer registro, notificação ou cadastro junto à Anvisa. Além disso, a empresa responsável pela fabricação, Nelson Aparecido Granzioli, não possui autorização para produzir medicamentos.

A decisão não se limita ao “Ozempic Natural”. A Anvisa estendeu a proibição a todos os medicamentos fabricados pela empresa, bem como às pessoas físicas, jurídicas e veículos de comunicação envolvidos na venda ou divulgação desses produtos.

O nome faz referência ao Ozempic, medicamento regularizado no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2. Seu princípio ativo, a semaglutida, também passou a ser utilizado no tratamento da obesidade e do sobrepeso, desde que haja indicação médica.

Lote falsificado do Nebido

Na mesma resolução, a Anvisa determinou a apreensão de um lote do medicamento Nebido após a fabricante identificar indícios de falsificação.

De acordo com a empresa detentora do registro, o lote KT0S5T4 não foi produzido para comercialização nem no Brasil nem em qualquer outro país onde o medicamento é vendido.

Outros produtos também foram proibidos

As medidas publicadas pela agência também atingem outros produtos considerados irregulares.

A Anvisa proibiu a comercialização dos produtos Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold, que eram anunciados sem registro sanitário.

Além disso, determinou a suspensão das atividades relacionadas aos produtos de cannabis comercializados pela Acanne (Associação Canábica Nordeste). Segundo a agência, a entidade não possui autorização de funcionamento válida e há indícios de comercialização irregular.

 

 

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