O Assaí Atacadista (ASAI3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados positivos, impulsionados pelo aumento do fluxo de clientes e pelo ganho de participação no mercado. A companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 344 milhões, alta de 93,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida somou R$ 19,1 bilhões, crescimento de 0,9% na comparação anual.
Empresa ganha participação no mercado
Segundo o balanço divulgado pela companhia, o Assaí conquistou 0,3 ponto percentual de market share no período.
O desempenho foi acompanhado por um aumento de 3,4% no fluxo mensal de consumidores, chegando à marca de 40 milhões de clientes.

Apesar do avanço no número de visitantes, a empresa observou uma redução no tíquete médio das compras, reflexo da maior procura por produtos de menor preço e marcas mais econômicas.
Despesas aumentam e empresa avalia novos cortes
As despesas operacionais cresceram 5,1%, alcançando R$ 2,23 bilhões.
De acordo com o diretor financeiro (CFO), Rafael Sachete, o aumento está ligado à ampliação dos serviços oferecidos nas lojas e às mudanças no perfil de consumo dos clientes.

O executivo afirmou que a prioridade é manter a qualidade do atendimento, mas reconheceu que novos ajustes poderão ser adotados caso o cenário econômico se torne mais desafiador.
Expansão com farmácias e redução da alavancagem
Como parte da estratégia para aumentar a rentabilidade, o Assaí segue investindo na instalação de farmácias dentro das unidades.
A companhia também informou que gerou R$ 3,3 bilhões em caixa operacional durante o trimestre e reduziu sua alavancagem financeira para 2,37 vezes, indicador considerado importante para medir o nível de endividamento.
No mercado financeiro, as ações ASAI3 acumulam valorização de 16,6% em 2026, enquanto o valor de mercado da empresa está estimado em R$ 11,5 bilhões.
Entenda o contexto
O Assaí é uma das maiores redes de atacarejo do Brasil e vem apostando na expansão de serviços e no aumento do fluxo de consumidores para impulsionar os resultados. Em um cenário de consumo mais cauteloso, muitos clientes passaram a optar por marcas mais baratas, o que reduz o valor médio das compras. Ainda assim, o crescimento da base de consumidores e a melhora da geração de caixa indicam um desempenho operacional sólido, acompanhado de uma redução gradual do nível de endividamento da companhia.