Mirassol x LDU onde assistir hoje e detalhes do Rooftop do Maião

Mirassol estreia camarote premium no Maião durante partida decisiva contra a LDU nas oitavas da Libertadores.
Redação NC News
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O Mirassol inaugura nesta quinta-feira o Rooftop do Leão, camarote premium instalado no estádio Maião, durante o jogo de ida das oitavas de final da Libertadores contra a LDU de Quito. O espaço nasce como vitrine da nova fase do clube e aposta em entretenimento, gastronomia e eventos para além do futebol.

Camarote vira símbolo da nova fase do Maião

O Rooftop do Leão ocupa a área superior do estádio e recebe hoje os primeiros convidados enquanto a bola rola em Mirassol. O projeto, administrado pela Soccer Hospitality, consome investimento superior a R$ 6 milhões e reforça a tentativa de transformar o Maião em ponto fixo de lazer na cidade.

O espaço comporta até 400 pessoas em dias de jogos e 500 em eventos sociais e corporativos. Funciona com open food, open bar, cozinha própria, música ao vivo, telão de última geração, estúdio de tatuagem, elevador e banheiros privativos, em um padrão incomum para estádios de porte médio no interior paulista.

A ideia é que o camarote não fique restrito às partidas decisivas da Libertadores ou aos jogos do Brasileirão. A operação mira festas, baladas, confraternizações empresariais e celebrações variadas, em um modelo que mistura arena esportiva e casa de eventos, tendência que ganha força no futebol brasileiro.

Estratégia para além do jogo de hoje

Leo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, resume a ambição do projeto ao afirmar que o clube tenta ir além do conceito tradicional de camarote. “O Rooftop do Leão nasce com a proposta de ser muito mais do que um camarote de estádio. Queremos criar um espaço que faça parte da rotina de Mirassol, que possa receber torcedores em dias de jogos, mas também festas, confraternizações e eventos corporativos. Estrutura pensada para entregar gastronomia, entretenimento, conforto e uma experiência premium em um só lugar”, diz.

A empresa já opera espaços de hospitalidade em alguns dos principais estádios do país e leva agora esse modelo a um clube de médio porte, recém-chegado à elite nacional. O Mirassol usa o embalo da classificação às oitavas da Libertadores e o acesso à Série A do Brasileirão para reposicionar sua marca, atrair novo público e diversificar receitas.

O presidente do clube, Édson Emernegildo, trata o Rooftop como peça central dessa virada de chave. “Estamos muito felizes em receber um projeto como o Rooftop do Leão, que acompanha o momento de crescimento dentro e fora de campo. A chegada desse espaço amplia a experiência dos nossos torcedores e também oferece à cidade uma nova opção de entretenimento. Mais um passo importante na modernização do nosso estádio e na construção de novas experiências”, afirma.

Modernização do estádio e desafio da inclusão

O camarote estreia em um Maião remodelado. O clube direciona cerca de R$ 8 milhões para modernizar a arena, com nova fachada, sistema de reconhecimento facial em todos os acessos, substituição dos alambrados por proteção de vidro e reformas em banheiros, vestiários e demais camarotes. A intenção é alinhar estrutura e ambição esportiva, em linha com outros estádios que recebem grandes competições internacionais e jogos do Mundial de Seleções.

O pacote de obras muda a experiência de quem chega ao estádio, do controle de entrada ao conforto nas arquibancadas. Também reforça a imagem de Mirassol como time profissionalizado e capaz de receber partidas de Libertadores, atraindo público de outras cidades e ampliando o interesse por “jogo do Mirassol hoje ao vivo” nos buscadores.

O foco em uma experiência premium, porém, traz dilemas. O ingresso para o Rooftop do Leão custa mais caro que o tíquete tradicional e coloca luz sobre a divisão entre quem pode acessar o novo camarote e o torcedor de arquibancada. A direção admite o desafio de manter o estádio vibrante e acessível enquanto abre espaço para um produto voltado a outro perfil de público e a eventos corporativos.

Impacto econômico e efeito demonstração

O potencial de movimentar a economia local ajuda a explicar a aposta. Com capacidade para até 500 pessoas em eventos, o Rooftop do Leão pode atrair empresas da região, turistas interessados em experiências diferentes de “Mirassol Maps” e público que não frequenta estádios com regularidade, mas busca festas e confraternizações em ambientes controlados.

Setores de gastronomia, entretenimento e turismo tendem a ser diretamente afetados, da contratação de fornecedores locais à ampliação de vagas temporárias em dias de jogo. Para o clube, o espaço representa nova frente de receita em um cenário em que direitos de TV e bilheteria tradicional já não cobrem todas as necessidades de um elenco de Série A.

A operação também funciona como vitrine para a Soccer Hospitality em um mercado ainda pouco explorado por clubes de menor porte. Se a ocupação do Rooftop do Leão se mantiver alta, o projeto pode virar modelo de gestão compartilhada de camarotes em estádios do interior e de times que disputam Série B e divisões regionais, hoje pressionados a modernizar suas arenas.

O desempenho da equipe em campo, a continuidade em competições como a Libertadores e o Brasileirão e a capacidade de atrair patrocinadores para o novo espaço serão decisivos para a sustentabilidade financeira do investimento. A direção do Mirassol aposta que, com calendário cheio e bons resultados, o Rooftop se consolida como um dos endereços mais disputados da região em dias de futebol e em noites sem bola.

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