Um momento de desespero dentro de casa terminou com a pequena Helena, de apenas 8 meses, salva por profissionais de saúde em Pará de Minas, na região Central de Minas Gerais. A bebê se engasgou com a tampa de uma pomada e precisou de atendimento imediato para conseguir voltar a respirar.
O caso aconteceu na quinta-feira (13). A mãe da criança, Gisele, percebeu o engasgo e correu com a filha para a UBS Dagmar Pereira de Oliveira, conhecida como UBS Walter Martins. A equipe iniciou as manobras de desobstrução assim que a bebê chegou à unidade. O atendimento durou cerca de seis minutos até a retirada do objeto.
Como a bebê conseguiu pegar a tampa?
Segundo o relato da mãe, tudo começou durante uma situação comum da rotina da família.
Gisele havia trocado Helena pela manhã e colocado a tampa novamente na embalagem da pomada. Em determinado momento, a criança conseguiu alcançar o objeto e levá-lo à boca.
A tampa se soltou e acabou ficando presa na garganta da bebê.
O episódio mostra como objetos pequenos e aparentemente inofensivos podem representar um risco para crianças nessa faixa etária, quando é comum explorar o ambiente colocando objetos na boca.
Mãe correu com Helena para unidade de saúde
Assim que percebeu que a filha estava engasgada, Gisele buscou socorro.
Helena foi levada à unidade de saúde, onde os profissionais começaram imediatamente os procedimentos para tentar liberar as vias respiratórias.
As primeiras manobras, porém, não conseguiram expulsar a tampa.
Diante da persistência da obstrução, a equipe precisou mudar a estratégia. As enfermeiras Juliana, Maricela e Mariana participaram do atendimento.
Seis minutos até Helena voltar a respirar
Os profissionais precisaram localizar o objeto na boca da criança.
Durante o procedimento, a tampa se deslocou e subiu, permitindo que uma das enfermeiras finalmente conseguisse alcançá-la e retirá-la.
Foram aproximadamente seis minutos de atendimento.
Assim que a tampa saiu, Helena voltou a respirar e começou a chorar. A reação indicou à equipe que o ar estava novamente passando pelas vias respiratórias.
O alívio foi imediato. Os profissionais comemoraram o resultado e abraçaram a bebê depois do resgate.
O que aconteceu com Helena depois?
Mesmo após voltar a respirar, Helena precisou passar por avaliação médica.
Depois de ser estabilizada na unidade, a bebê foi encaminhada pelo Samu para a UPA Pediátrica, onde permaneceu em observação.
A criança recebeu alta ainda na tarde de quinta-feira e, conforme as informações divulgadas pela unidade de saúde, passa bem.
Mãe se emociona ao agradecer profissionais
Depois do susto, Gisele agradeceu à equipe responsável pelo atendimento da filha.
A mãe destacou principalmente a rapidez e a atuação conjunta dos profissionais durante os minutos decisivos do resgate.
Segundo ela, o resultado foi possível porque todos trabalharam de maneira coordenada.
A mãe também classificou os profissionais que atenderam Helena como seus “anjos da guarda”.
Por que objetos pequenos representam tanto risco?
Bebês exploram o ambiente usando as mãos e a boca. Por isso, tampas, moedas, peças de brinquedos e outros objetos pequenos precisam permanecer fora do alcance.
O risco existe porque esses itens podem bloquear parcial ou completamente a passagem de ar.
Por isso, ambientes frequentados por crianças pequenas precisam ser constantemente verificados, principalmente locais usados para troca de roupas, banho e brincadeiras.

O que fazer quando um bebê engasga?
Um engasgo grave é uma emergência e exige ação rápida. Se o bebê não consegue respirar, chorar ou emitir sons normalmente, é importante acionar imediatamente o serviço de emergência e seguir as orientações de primeiros socorros adequadas para a idade da criança.
Também é importante não realizar procedimentos improvisados ou tentar retirar um objeto às cegas da garganta, porque isso pode empurrá-lo ainda mais para dentro.
Pais e responsáveis podem procurar treinamentos de primeiros socorros voltados especificamente para engasgos em bebês e crianças.
ENTENDA O CONTEXTO
Helena tem oito meses e estava em casa com a mãe quando conseguiu alcançar uma pequena tampa de pomada e colocá-la na boca.
Ao perceber o engasgo, Gisele correu para uma unidade de saúde de Pará de Minas. Os profissionais iniciaram imediatamente o atendimento, mas as primeiras tentativas não conseguiram eliminar o objeto.
Depois de aproximadamente seis minutos, a equipe conseguiu localizar e retirar a tampa. Helena voltou a respirar e começou a chorar.
A bebê ainda foi levada para uma UPA Pediátrica para observação e recebeu alta no mesmo dia.
O caso terminou bem, mas reforça um cuidado fundamental para famílias com crianças pequenas: objetos que possam ser levados à boca devem permanecer sempre fora do alcance dos bebês.