A região de Granada, no sul da Espanha, voltou a ser atingida por uma forte sequência de terremotos nesta terça-feira (18). O maior tremor chegou a aproximadamente 4,7 a 4,8 de magnitude e provocou cenas de pânico, danos em imóveis e a retirada preventiva de pessoas de hotéis e outros locais.
Pelo menos três pessoas ficaram feridas, segundo as informações divulgadas pelas autoridades. O novo episódio acontece apenas três dias depois de um terremoto de magnitude 5 que já havia atingido a região no sábado (15).
A sequência desta terça-feira foi especialmente preocupante porque os tremores aconteceram em um intervalo curto. O abalo mais forte teve epicentro próximo ao município de Gójar, a cerca de 10 quilômetros ao sul da cidade de Granada.
O que aconteceu em Granada?
O principal terremoto ocorreu por volta das 10h37 no horário local, equivalente a aproximadamente 5h37 no horário de Brasília.
O Instituto Geográfico Nacional da Espanha registrou magnitude entre 4,7 e 4,8 para o maior tremor. Outros abalos foram registrados na sequência, alguns também com magnitude superior a 4.
Os tremores foram sentidos em diferentes pontos da Andaluzia e até em regiões mais distantes. O serviço de emergência recebeu centenas de chamados depois dos abalos.
Além do susto, houve relatos de rachaduras, queda de partes de fachadas e desprendimento de materiais em imóveis e veículos.
Três pessoas ficaram feridas
Ao menos três pessoas tiveram ferimentos leves durante a sequência de tremores. Uma delas precisou ser levada para atendimento hospitalar.
Até o momento, as informações disponíveis não apontam para um número elevado de vítimas graves.
Mesmo assim, o cenário provocou preocupação entre moradores e turistas, principalmente porque Granada é uma das cidades turísticas mais conhecidas da Espanha e estava recebendo visitantes durante o período de férias de verão europeu.

Hotéis e pontos turísticos foram evacuados
O impacto também atingiu a rotina turística da cidade. Hotéis e outros estabelecimentos foram evacuados preventivamente após os tremores. Centros comerciais e edifícios públicos também tiveram atividades interrompidas ou passaram por medidas de segurança.
Um dos principais pontos de atenção foi a Alhambra, complexo histórico que é um dos símbolos de Granada.
Partes do monumento foram esvaziadas e as visitas chegaram a ser suspensas como medida preventiva. A decisão ocorreu diante do risco de novos tremores e da necessidade de verificar possíveis danos.
Por que Granada está registrando tantos terremotos?
A sequência de tremores não começou nesta terça-feira. Granada já havia sido atingida por um terremoto de magnitude 5 no sábado (15). Na ocasião, houve danos em casas e veículos, mas não foram registrados feridos.
Desde então, novos movimentos sísmicos foram registrados na região.
Especialistas apontam que os terremotos fazem parte de uma mesma sequência sísmica. Granada está localizada na região da Cordilheira Bética, uma área geologicamente ativa e sujeita a terremotos.
Após um terremoto, é comum que ocorram réplicas. Elas acontecem porque a movimentação causada pelo primeiro abalo redistribui tensões na crosta terrestre.
Isso não significa, porém, que seja possível prever exatamente quando acontecerá um novo terremoto.
O que as autoridades estão fazendo?
Diante da sequência de abalos, as autoridades espanholas elevaram o nível de atenção e reforçaram as medidas de segurança.
Edifícios públicos, instalações esportivas e outros espaços foram temporariamente fechados em alguns pontos. O transporte público também adotou medidas preventivas, com redução da velocidade dos trens do metrô de Granada.
Equipes de emergência passaram a vistoriar imóveis e estruturas que apresentaram rachaduras ou outros sinais de danos.
A orientação é que moradores evitem entrar em locais que possam apresentar risco estrutural e sigam as instruções das autoridades.
Granada corre risco de um terremoto ainda maior?
Essa é uma das principais dúvidas depois da sequência de tremores. Não é possível prever se haverá um terremoto maior.
Especialistas explicam que a região continua sob atividade sísmica e que novas réplicas podem acontecer, mas não existe uma forma confiável de determinar antecipadamente a intensidade ou o momento de um próximo terremoto.
A atual sequência chama atenção justamente pela proximidade entre os abalos registrados nos últimos dias.
Desde o terremoto de sábado, a região permanece sob monitoramento das autoridades e dos serviços responsáveis pelo acompanhamento da atividade sísmica.

ENTENDA O CONTEXTO
Granada foi atingida por um terremoto de magnitude 5 no sábado, causando danos materiais, mas sem registro de feridos naquele momento.
Três dias depois, a região voltou a tremer. O maior abalo desta terça-feira chegou a aproximadamente 4,8 de magnitude e foi seguido por novas réplicas. O episódio deixou pelo menos três pessoas feridas e provocou evacuações preventivas em hotéis, espaços comerciais e pontos turísticos.
A Alhambra também teve áreas evacuadas e visitas suspensas por segurança.
Granada está em uma região de atividade sísmica conhecida, e especialistas consideram os tremores recentes parte de uma mesma sequência. As autoridades seguem monitorando a região, mas não há como prever se novos terremotos vão acontecer ou qual seria sua intensidade.