Janja e Michelle terão papel central na busca pelo voto das mulheres em 2026

Primeira-dama deve atuar principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto candidata ao Senado terá foco no Norte e Nordeste
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A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja (PT), e sua antecessora, Michelle Bolsonaro (PL), terão agendas próprias durante o primeiro turno das eleições para reforçar candidaturas de mulheres ligadas aos seus respectivos grupos políticos.

Janja reforça candidaturas de esquerda

A estratégia da campanha pela reeleição do presidente Lula  (PT) é ampliar a atuação de Janja junto a candidatas, principalmente ao Legislativo, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A intenção é contribuir para o aumento da bancada de esquerda no Congresso Nacional, com foco em pautas como o combate ao feminicídio e a regulação das redes sociais.

Nesta quarta-feira (19), Janja está em Curitiba (PR) para a apresentação do Pacto Contra o Feminicídio, bandeira política incorporada à campanha pela reeleição de Lula.

A primeira-dama também deve gravar vídeos com candidatas progressistas que disputam vagas no Congresso. A estratégia busca reforçar o apoio da gestão federal a candidaturas de esquerda em regiões consideradas de perfil conservador.

Michelle terá foco no Norte e Nordeste

Michelle Bolsonaro também iniciou uma série de gravações destinadas a candidatas que fazem parte de seu grupo político. A atuação da ex-primeira-dama deve se concentrar principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a direita enfrenta maior resistência eleitoral.

Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle também deve viajar para estados onde o PL lançou candidaturas próprias ao governo. Entre os destinos previstos estão Paraíba, Rio Grande do Norte e Amazonas.

A atuação da ex-primeira-dama durante a campanha terá semelhanças com a estratégia adotada em 2022. Naquele ano, Michelle percorreu diferentes regiões do país ao lado de aliadas em uma campanha paralela, com o objetivo de reduzir a resistência do eleitorado feminino ao então candidato Jair Bolsonaro.

Agenda de Michelle será mais restrita

Michelle deve ter uma agenda mais restrita que a de Janja. Além de disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, ela tem sido responsável pelos cuidados com o marido, que está em prisão domiciliar desde março.

Mesmo com as limitações, a ex-primeira-dama mantém a intenção de formar uma bancada legislativa própria. A estratégia é reunir parlamentares que possam apoiar pautas e projetos políticos ligados a ela e, futuramente, fortalecer uma eventual disputa eleitoral em 2030.

 

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