A Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão que autorizou o ex-deputado estadual Jalser Renier a participar das eleições de 2026.
A decisão foi tomada pelo ministro Nunes Marques, que suspendeu temporariamente os efeitos da cassação do mandato de Jalser na parte relacionada à sua inelegibilidade. Com isso, o ex-deputado conseguiu registrar candidatura e disputar uma vaga novamente na Assembleia Legislativa.

Jalser teve mandato cassado
Jalser Renier teve o mandato cassado pela Assembleia Legislativa de Roraima em 2022 por quebra de decoro parlamentar. O ex-deputado também é réu em um processo relacionado ao sequestro e à tortura do jornalista Romano dos Anjos, ocorrido em 2020.
A cassação gerou uma disputa judicial que chegou ao STF. Em março de 2026, o processo que envolve Jalser e a Assembleia aparece entre os casos analisados pela Corte.
Decisão permitiu candidatura
Em agosto, Nunes Marques concedeu uma decisão liminar que permitiu a Jalser participar do processo eleitoral enquanto o recurso apresentado por sua defesa não é julgado definitivamente.
A medida não anulou a cassação do mandato. O que foi suspenso temporariamente foi o efeito que impedia o ex-deputado de disputar uma nova eleição.
“Impedir a candidatura do ex-deputado antes do julgamento definitivo do recurso poderia trazer prejuízos a ele, a seu partido e também a demais candidatos da chapa.”
Com a decisão, Jalser confirmou que disputará novamente uma vaga de deputado estadual pelo PSDB. O registro da candidatura, no entanto, ainda aparece como “aguardando julgamento” no sistema eleitoral.
Assembleia tenta derrubar decisão
Agora, a ALE-RR busca no próprio STF a revisão da decisão que abriu caminho para a candidatura.
O recurso representa mais um capítulo da disputa entre o Legislativo de Roraima e o ex-presidente da Assembleia, que teve forte influência política no estado durante os anos em que comandou a Casa.
A discussão deverá definir se Jalser poderá continuar no processo eleitoral enquanto o Supremo não julga definitivamente a questão.
Candidatura ainda depende da Justiça
Apesar de estar concorrendo no sistema eleitoral, Jalser ainda não tem o registro definitivamente deferido.
Dados divulgados com base no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o candidato aparece como “aguardando julgamento”.
O calendário eleitoral prevê a realização do primeiro turno em 4 de outubro de 2026. Até lá, a situação jurídica da candidatura poderá sofrer novas alterações conforme as decisões da Justiça Eleitoral e do STF.