Apple prepara iPhone dobrável e iPhone 18 Pro com preços que podem passar de R$ 10 mil

Novo iPhone dobrável deve ser o grande destaque do evento de setembro, ao lado dos modelos Pro com chip A20 de 2 nanômetros, telas LTPO+ e câmeras redesenhadas; veja o que esperar da nova geração
Redação NC News
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A Apple se prepara para apresentar o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e o primeiro iPhone dobrável em um evento global no Teatro Steve Jobs, em Cupertino. A linha chega com chip A20 de 2 nanômetros, telas LTPO+ e câmeras redesenhadas, além de dois novos Apple Watch.

Evento de setembro mira desempenho e luxo dobrável

O evento de lançamento está previsto para quarta-feira, 9 de setembro, às 14h (horário de Brasília), no Apple Park. A empresa mantém o foco na segunda semana de setembro, mas adapta o calendário para fugir da segunda-feira seguinte ao Dia do Trabalho nos Estados Unidos, uma combinação que costuma empurrar a apresentação para a quarta-feira.

A pré-venda dos novos iPhones deve começar no sábado, 12 de setembro, em vez da tradicional sexta-feira. A escolha respeita a sexta-feira, 11 de setembro, data que completa 25 anos dos atentados de 2001 e que a Apple historicamente evita em movimentos comerciais de grande visibilidade. As vendas em loja e entregas iniciais estão previstas para sexta-feira, 18 de setembro.

Analistas que acompanham de perto a estratégia da empresa veem o evento como um dos mais relevantes da década para a marca. Mark Gurman afirma que

“o iPhone dobrável, que será apresentado em um evento de lançamento por volta de 9 de setembro, é o que considero o produto novo mais empolgante da empresa em vários anos”.

Chip A20 de 2 nm, telas LTPO+ e câmeras com abertura variável

O coração da nova linha é o chipset A20, fabricado em processo de 2 nanômetros. Os números projetados apontam para até 18% mais desempenho e 30% mais eficiência energética em comparação ao A19. Na prática, o ganho significa apps mais pesados abrindo mais rápido, jogos com gráficos avançados e menor consumo de bateria em tarefas do dia a dia.

O iPhone 18 Pro e o 18 Pro Max devem receber versões ainda mais avançadas do A20, com foco em processamento de câmera e inteligência artificial. O iOS 27 virá pré-instalado e está previsto para chegar a todos os aparelhos compatíveis na segunda-feira, 14 de setembro, cobrindo modelos a partir do iPhone 11. Desenvolvedores correm para adaptar aplicativos antes da abertura da pré-venda.

Nas telas, a aposta é na tecnologia LTPO+. O painel usa materiais de óxido para controlar com mais precisão os transistores que ligam e desligam cada pixel OLED. Esse controle mais fino permite variar a taxa de atualização de forma agressiva, reduzindo o gasto de energia em imagens estáticas e liberando mais fluidez em jogos e vídeos, sem sacrificar a autonomia.

As câmeras seguem como vitrine de inovação. O iPhone 18 Pro deve estrear uma lente principal com abertura variável mecânica, capaz de se abrir mais em ambientes escuros e fechar em cenas muito claras. O recurso ajuda a reduzir fotos estouradas, melhora retratos com fundo desfocado e amplia a flexibilidade para fotógrafos móveis.

 

Dobrável estreia em segmento premium e pressiona rivais

O primeiro iPhone dobrável chega diretamente ao topo do mercado. Estimativas colocam o preço entre US$ 2.000 e US$ 2.500, dependendo da capacidade de armazenamento. Em conversão direta, sem impostos, o valor passa facilmente dos R$ 10 mil, o que reserva o aparelho a um público disposto a pagar por novidade e exclusividade.

Tim Hardwick resume o clima entre especialistas:

“O primeiro dobrável da Apple será apresentado junto com o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max em um evento de lançamento por volta de 9 de setembro. Há rumores de que o aparelho poderá custar a partir de US$ 2.000 e até ultrapassar os US$ 2.500 para as versões com maior capacidade de armazenamento”.

A aposta coloca a Apple em confronto direto com dobráveis já consolidados de Samsung, Xiaomi e Huawei. A diferença está no timing: a empresa entra mais tarde nesse segmento, mas leva consigo um ecossistema de milhões de usuários, desenvolvedores acostumados ao iOS e uma cadeia de acessórios pronta para abraçar o novo formato.

Varejistas de tecnologia e operadoras de telefonia se preparam para vitrines específicas para o dobrável, que exige demonstração física para convencer consumidores. Desenvolvedores também ajustam interfaces para a tela flexível, pensando em apps que alternam entre formato compacto e aberto sem travamentos ou distorções.

 

Preços sobem e reacendem debate sobre acessibilidade

Os valores estimados reforçam a guinada da Apple a um patamar ainda mais premium. O iPhone 18 Pro deve chegar ao mercado internacional por cerca de US$ 1.299, equivalente a aproximadamente R$ 6.700 na conversão direta. O iPhone 18 Pro Max ficaria em torno de US$ 1.399, perto de R$ 7.200 antes de impostos locais.

O aumento projetado é de até US$ 200 em relação à geração anterior, refletindo o custo da migração para chips de 2 nanômetros, telas LTPO+ e componentes de câmera mais sofisticados. Em mercados emergentes, a alta tende a ser amplificada por câmbio e tributos, o que pode afastar parte do público e abrir espaço para concorrentes com preços mais agressivos.

Enquanto o trio iPhone 18 Pro, 18 Pro Max e dobrável assume o protagonismo em setembro, a Apple segura o iPhone 18 básico e outros modelos mais acessíveis para o início de 2027. A estratégia fragmenta o calendário e mantém a marca em evidência por mais meses, mas alonga a espera de quem busca atualizações mais baratas.

Mesmo com a escalada de preços, a expectativa é de forte demanda inicial. Zac Hall lembra que “a Apple anunciou seu evento anual do iPhone com duas semanas de antecedência por quatro anos consecutivos”, padrão que alimenta uma onda previsível de reservas e filas digitais sempre que os convites são enviados.

 

O que vem depois do evento de setembro

O desempenho comercial do iPhone dobrável nos primeiros meses deve definir se o formato se consolida como nova família de produtos ou permanece nichado. Se a recepção for positiva, a tendência é que versões mais baratas e intermediárias surjam nos próximos ciclos, pressionando ainda mais rivais que hoje lideram o segmento.

Para o iPhone 18 Pro e o 18 Pro Max, a disputa é mais direta com os topos de linha de Samsung, Xiaomi e Huawei. A combinação de chip A20, telas LTPO+ e câmeras com abertura variável pode reposicionar a Apple em testes de desempenho e fotografia, campos em que a concorrência asiática ganha terreno nos últimos anos.

O calendário de setembro ainda pode sofrer ajustes finos, mas a engrenagem já roda. Desenvolvedores finalizam adaptações ao iOS 27, varejistas fecham estoques e operadoras montam pacotes de assinatura atrelados aos novos aparelhos. O que se decide no palco do Teatro Steve Jobs ao longo dessa semana e na próxima pré-venda vai influenciar a direção do mercado de smartphones e wearables pelos próximos anos.

 

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