Quase 25 anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, uma vítima do World Trade Center foi identificada pelas autoridades de Nova York. A identificação foi anunciada nesta segunda-feira (24) e representa mais um avanço no trabalho que há décadas tenta dar nome às vítimas que permaneceram sem identificação após o ataque.
Segundo informações divulgadas pelo Gabinete do Médico Legista da Cidade de Nova York e pelo Departamento de Polícia de Nova York, a vítima mais recentemente identificada é uma mulher adulta.
A família, no entanto, decidiu manter o nome dela em sigilo.
Identificação ocorre décadas depois da tragédia
Os ataques de 11 de setembro de 2001 deixaram quase 3 mil mortos nos Estados Unidos e se tornaram um dos episódios mais marcantes da história contemporânea.
No World Trade Center, em Nova York, duas aeronaves foram lançadas contra as Torres Gêmeas. O impacto e o posterior colapso dos edifícios provocaram milhares de mortes e deixaram uma enorme quantidade de restos mortais, muitos deles extremamente fragmentados.

Desde então, autoridades trabalham na identificação das vítimas por meio de técnicas forenses cada vez mais avançadas.
A identificação mais recente demonstra que, mesmo quase um quarto de século depois, o trabalho de reconhecimento ainda não terminou.
Ciência mantém investigação aberta
O processo de identificação das vítimas do World Trade Center envolve análises de DNA e comparação com material genético fornecido por familiares.
Ao longo dos anos, avanços tecnológicos permitiram que restos que não podiam ser identificados inicialmente fossem novamente analisados.
É um trabalho lento e delicado. Em alguns casos, uma pequena quantidade de material biológico pode ser suficiente para estabelecer uma correspondência genética décadas depois da morte.
A identificação também representa uma resposta para familiares que passaram anos sem saber se os restos encontrados pertenciam aos seus entes queridos.

Quase 25 anos de espera
O atentado aconteceu em 11 de setembro de 2001, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da organização terrorista Al-Qaeda.
Dois aviões atingiram as Torres Gêmeas, outro atingiu o Pentágono, na Virgínia, e um quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave.
Os ataques mataram quase 3 mil pessoas e provocaram profundas mudanças na segurança dos Estados Unidos e nas relações internacionais.
No caso das vítimas do World Trade Center, porém, uma parte da história permanece ligada a um trabalho silencioso que continua até hoje: dar nome às pessoas que morreram naquela manhã.
Entenda o contexto
Os ataques de 11 de setembro de 2001 foram realizados por integrantes da Al-Qaeda, que sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos. Dois deles atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, enquanto outro atingiu o Pentágono e o quarto caiu na Pensilvânia.
Quase 3 mil pessoas morreram nos atentados. Desde então, autoridades de Nova York mantêm um trabalho de identificação dos restos mortais encontrados no local do World Trade Center. Com o avanço das técnicas de análise genética, novas vítimas continuam sendo identificadas décadas depois da tragédia.
A identificação anunciada agora envolve uma mulher adulta cuja família optou por não divulgar o nome.