Preço do suíno vivo despenca 43,1% em São Paulo

Quilo do animal chegou a R$ 5,18 e queda é atribuída ao excesso de oferta e à redução do consumo
Redação NC News
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O preço do suíno vivo atingiu um dos menores níveis da história em São Paulo, chegando a R$ 5,18 por quilo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), a cotação acumula uma queda de 43,1% em 2026.

A forte desvalorização tem pressionado produtores e colocado o setor em alerta. O cenário é resultado principalmente da combinação entre o aumento da oferta de animais e a redução da procura por parte dos consumidores.

O resultado foi uma forte pressão sobre as cotações ao longo de 2026.
O resultado foi uma forte pressão sobre as cotações ao longo de 2026.

Excesso de animais pressiona preços

De acordo com pesquisadores do Cepea, o mercado paulista enfrenta um desequilíbrio entre a quantidade de suínos disponíveis e o consumo.

O setor aumentou os investimentos no ano passado diante da expectativa de um mercado mais aquecido em 2026. A ampliação da produção, porém, acabou gerando uma oferta maior do que a demanda atual.

Com mais animais disponíveis para comercialização e menos compradores, os produtores passaram a enfrentar dificuldades para manter os preços em níveis considerados sustentáveis.

Consumo também perdeu força

Além do excesso de oferta, a demanda mais fraca contribuiu diretamente para a queda das cotações.

Segundo o Cepea, as férias escolares e a redução do poder de compra na segunda metade do mês ajudaram a afastar consumidores e reduzir o ritmo das compras.

O enfraquecimento da demanda ocorre justamente em um momento em que o mercado conta com uma produção elevada, aumentando a pressão sobre os preços pagos aos produtores.

Produtores acumulam prejuízos

O cenário tem afetado principalmente os produtores independentes, que enfrentam margens cada vez menores.

A combinação entre custos de produção e queda no valor recebido pelo suíno vivo reduz a capacidade de manutenção das atividades e aumenta o risco de prejuízos.

Segundo o Cepea, produtores de cidades como Campinas, Piracicaba e São Paulo já estão encerrando as atividades diante das dificuldades financeiras.

Expectativa para 2026 não se confirmou

O desempenho do mercado surpreendeu parte dos produtores, que esperavam um ano de maior valorização.

Os investimentos realizados em 2025 foram baseados na expectativa de crescimento da demanda. A produção, entretanto, avançou em ritmo superior ao consumo, provocando um excesso de animais disponíveis.

O resultado foi uma forte pressão sobre as cotações ao longo de 2026.

Setor busca alternativas

Com o preço do suíno vivo em um dos menores patamares já registrados, produtores precisam encontrar alternativas para reduzir os impactos da crise.

A recuperação do consumo e um possível ajuste na oferta podem ajudar a equilibrar novamente o mercado. Até que isso aconteça, porém, a situação permanece preocupante para quem depende diretamente da comercialização dos animais.

A queda de 43,1% acumulada no ano mostra a dimensão do problema enfrentado pela suinocultura paulista.

Fonte: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

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