Conhecida pela polícia como “Mainha do Crime”, Suedna Barbosa Carneiro é apontada pela investigação como um dos principais elos de uma cadeia criminosa envolvendo roubos e furtos de joias e ouro em São Paulo.
Segundo as autoridades, ela faria a ponte entre os criminosos responsáveis pelos ataques nas ruas e os receptadores que comprariam o material obtido ilegalmente.
Apontada como elo do esquema
A investigação indica que a atuação da suspeita ia além da participação direta nos crimes praticados nas ruas.
Segundo a polícia, a “Mainha do Crime” seria responsável por fazer a conexão entre os ladrões e pessoas interessadas em comprar, negociar ou dar destino ao ouro e às joias roubadas.
Esse papel é considerado estratégico para o funcionamento do esquema, já que permite que os objetos retirados das vítimas sejam rapidamente inseridos em uma cadeia de receptação.
Como funcionaria a cadeia criminosa
Os crimes começariam com roubos e furtos praticados por criminosos que atuam nas ruas de São Paulo. Celulares, joias e, principalmente, objetos de ouro podem ser levados das vítimas durante as ações.
Depois, entra a etapa da receptação. A investigação busca identificar como os produtos roubados eram negociados e quem participava da rede responsável por dar destino aos objetos.
É nesse ponto que a polícia aponta a atuação da mulher conhecida como “Mainha do Crime”, descrita como uma possível intermediária entre diferentes integrantes da estrutura criminosa.
Ouro é alvo de criminosos
O ouro tem características que tornam a investigação sobre sua receptação mais complexa. O material pode ser negociado, transformado e até derretido, o que dificulta o rastreamento da origem das peças.
Por isso, a polícia tenta identificar toda a cadeia envolvida, desde os criminosos que abordam as vítimas até os responsáveis pela compra e comercialização do material.
A investigação também busca esclarecer a dimensão da rede e se outros grupos criminosos participavam do esquema.
Investigação continua
As autoridades seguem reunindo informações sobre a atuação da suspeita e dos demais envolvidos. O objetivo é identificar os responsáveis pelos crimes praticados nas ruas e também quem recebia e negociava os objetos roubados.
As suspeitas ainda são alvo de investigação, e os envolvidos têm direito à defesa durante o andamento do processo.
Entenda o contexto
O caso revela como crimes contra vítimas nas ruas podem fazer parte de uma estrutura maior, formada por diferentes etapas.
De um lado, estão os criminosos responsáveis pelos roubos e furtos. Do outro, pessoas que podem atuar na compra, intermediação e comercialização dos produtos obtidos ilegalmente.
Segundo a investigação, a mulher conhecida como “Mainha do Crime” seria justamente um dos elos entre esses dois lados da cadeia.