Um pai e o filho protagonizaram uma das cenas mais emocionantes de uma corrida em Colinas do Tocantins, no norte do estado. Roney Lustosa de Freitas percorreu 5 quilômetros empurrando o filho Ravi, de 4 anos, em uma bicicleta adaptada durante uma prova de inclusão realizada no sábado (22).
Ravi nasceu com uma má-formação na coluna e não consegue acompanhar o pai correndo. A bicicleta adaptada permitiu que os dois participassem juntos do percurso.
Durante a prova, porém, Ravi não ficou apenas como passageiro.
Segundo Roney, o menino conversava durante todo o trajeto, perguntava quanto ainda faltava e até pedia que o pai acelerasse para chegar logo.
“Ele conversava o tempo todo, perguntava se faltava muito e até pedia para eu apertar o passo para chegarmos logo”, contou o pai.
A chegada que emocionou o público
A dupla completou os 5 quilômetros e cruzou a linha de chegada sob aplausos e gritos de incentivo.
O momento foi registrado em vídeo e rapidamente chamou a atenção de quem acompanhava a corrida. Para Roney, mais do que completar uma prova, o percurso representou uma oportunidade de viver uma experiência ao lado do filho.
A corrida foi organizada pela Apae de Colinas do Tocantins e teve a inclusão como um dos principais objetivos.
Roney é servidor público e já tinha o hábito de correr. Segundo o relato dele, a atividade também ajudava a controlar a ansiedade. Com a participação de Ravi, a corrida ganhou um novo significado para os dois.
O pai conta que o filho é bastante competitivo e chegou a incentivá-lo durante o percurso.
“Ele é muito competitivo”, brincou Roney.
ENTENDA O CONTEXTO
A participação de Roney e Ravi aconteceu durante uma corrida voltada à inclusão e à participação de pessoas com deficiência em Colinas do Tocantins.
A bicicleta adaptada permitiu que Ravi participasse do mesmo percurso que os demais corredores, acompanhado pelo pai.
A cena chamou atenção justamente pela simplicidade: um pai empurrando o filho por 5 quilômetros para que os dois pudessem cruzar juntos a linha de chegada.
O momento acabou se transformando em uma demonstração de inclusão, companheirismo e afeto entre pai e filho.