O senador e candidato ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que ainda não decidiu qual ou quais candidatos ao Senado terão seu apoio nas eleições deste ano. Segundo ele, uma eventual aliança dependerá de uma contrapartida: o candidato também terá que pedir votos para sua candidatura ao Palácio Tiradentes.
A declaração ocorre em meio às especulações sobre possíveis aproximações de Cleitinho com diferentes nomes que disputam as duas vagas de Minas no Senado. O senador afirmou que, até o momento, nenhum dos candidatos estaria fazendo campanha por ele.
Cleitinho disse que pretende manter diálogo com os postulantes, mas que não pretende declarar apoio sem que haja reciprocidade.
Possíveis alianças
Nos últimos dias, nomes próximos ao senador avaliaram possíveis aproximações com diferentes campanhas. Entre elas, estiveram as candidaturas de Carlos Viana (PSD) e Marco Antônio Costa (Novo).
Também houve movimentação envolvendo Marcelo Aro (PP). A campanha de Cleitinho chegou a declarar apoio à candidatura de Aro, mas a aliança passou a ser questionada por integrantes do grupo político do senador.
A avaliação de aliados é de que Aro poderia estar utilizando a candidatura de Cleitinho como forma de ampliar seu próprio espaço na disputa pelo Senado. Pessoas próximas aos dois grupos, no entanto, negam que tenha ocorrido um rompimento definitivo.
A presidente do Podemos em Minas, deputada federal Nely Aquino, afirmou que as informações sobre o afastamento seriam “fofocas e suposições para prejudicar as campanhas”.
Vice de Cleitinho pediu votos para Aro
Apesar das incertezas, a relação entre os grupos ainda teve um episódio recente. Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), candidato a vice na chapa de Cleitinho, participou nesta semana do lançamento da campanha de Nely Aquino e pediu votos para Marcelo Aro.
O movimento ocorre justamente enquanto Cleitinho afirma que pretende apoiar candidatos ao Senado que também estejam dispostos a trabalhar por sua candidatura ao governo de Minas.
Com a campanha em andamento, a definição dos apoios para o Senado deve ser estratégica para os candidatos ao governo, já que os eleitores poderão escolher dois nomes para ocupar as vagas de Minas na Casa.