Gestão de André do Prado em Guararema teve contratos considerados irregulares pelo TCE

Candidato do PL ao Senado comandou a cidade entre 2005 e 2008; Corte de Contas analisou ao menos três contratos e considerou dois deles irregulares
Redação NC News
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A gestão de André do Prado (PL) na Prefeitura de Guararema, no interior de São Paulo, teve contratos questionados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Documentos da Corte mostram que pelo menos três contratos firmados durante o período em que o atual candidato ao Senado comandou o município foram analisados pelos conselheiros.

Em dois casos, os contratos foram considerados irregulares pelo TCE. Um terceiro também chegou a ser apontado como irregular, mas a decisão foi posteriormente modificada após recurso apresentado ao tribunal.

André do Prado foi prefeito de Guararema entre 2005 e 2008, quando a cidade tinha cerca de 32 mil habitantes. Depois, construiu carreira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde exerceu quatro mandatos como deputado estadual e chegou à presidência da Casa.

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Entenda O Que Aconteceu

Um dos contratos considerados irregulares pelo TCE-SP envolvia a contratação de serviços de transporte escolar para estudantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), do Ensino Fundamental e da Educação Infantil.

O serviço deveria atender alunos que moravam em regiões não alcançadas pelas linhas regulares de ônibus.

O contrato tinha valor de aproximadamente R$ 715 mil. Ao analisar o caso, a Segunda Câmara do TCE considerou irregular a concorrência realizada pela prefeitura e também o contrato firmado posteriormente.

A Corte apontou ilegalidades nos atos relacionados às despesas decorrentes do acordo.

TCE Também Questionou Aditivos Do Contrato

A análise do tribunal não ficou restrita ao contrato original.

Em decisão de 2019, o relator Alexandre Manir Figueiredo Sarquis também considerou irregulares quatro termos aditivos relacionados ao acordo de transporte escolar.

Prefeitura de Guararema | Foto: Reprodução

Dois deles foram assinados em 2007, ainda durante o mandato de André do Prado. Outros dois foram firmados posteriormente, em 2008 e 2009.

O último aditivo já foi assinado durante a gestão do sucessor de André, o deputado federal Márcio Alvino (PL).

Outro Contrato Foi Considerado Regular Após Recurso

Um terceiro contrato firmado durante a gestão de André do Prado também chegou a ser considerado irregular pelos conselheiros do TCE. O caso, porém, teve outro desfecho.

Em 2023, após a apresentação de um recurso, o tribunal reviu a decisão e considerou a licitação regular.

Por isso, os documentos analisados mostram situações diferentes: dois contratos permaneceram com apontamentos de irregularidade, enquanto um terceiro teve a decisão modificada posteriormente.

André Do Prado Contesta Os Apontamentos

Em nota, André do Prado afirmou que todas as suas contas como prefeito foram julgadas regulares pelo Tribunal de Contas.

O candidato disse que o resultado, segundo sua avaliação, demonstra a transparência de sua administração e a forma como os recursos públicos foram geridos.

“O candidato reitera que após mais de 30 anos de vida pública inexiste qualquer processo que o desabone, sendo ficha limpa.”

André do Prado é o candidato de Flávio Bolsonaro para o Senado | Foto: Reprodução

A manifestação também destaca que os apontamentos relacionados a contratos não significam, segundo a defesa, que as contas gerais do então prefeito tenham sido rejeitadas.

André Do Prado Disputa Uma Vaga No Senado

Atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado deixou a Prefeitura de Guararema após o mandato iniciado em 2005 e passou a se dedicar à carreira parlamentar.

Ele exerceu quatro mandatos como deputado estadual e chegou à presidência da Alesp.

Agora, o político é candidato do PL ao Senado nas eleições de 2026.

Os apontamentos do TCE sobre contratos de sua antiga gestão passaram a integrar o histórico administrativo analisado durante a disputa eleitoral.

Entenda O Contexto

Os documentos do Tribunal de Contas do Estado mostram que contratos firmados durante a gestão de André do Prado em Guararema foram alvo de análise da Corte.

Em dois casos, os conselheiros mantiveram decisões pela irregularidade dos contratos, incluindo um acordo de R$ 715 mil para transporte de estudantes. Um terceiro contrato chegou a ser considerado irregular, mas a decisão foi posteriormente revista após recurso e a licitação acabou considerada regular em 2023.

Os apontamentos do TCE tratam da regularidade de contratos e procedimentos administrativos e não equivalem, por si só, a uma condenação criminal. André do Prado afirma que todas as suas contas como prefeito foram julgadas regulares e sustenta que não existe processo que o desabone.

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