O músico Diego Sanches, de 42 anos, conhecido como Branco, morreu após um grave acidente de trânsito na noite de quarta-feira (2), na Zona Sul de Porto Alegre. O artista estava a caminho de um show quando o Peugeot 208 em que era passageiro foi atingido lateralmente por um Volkswagen Taos.
A colisão aconteceu por volta das 23h40, no cruzamento da Avenida Wenceslau Escobar com a Rua Doutor Barcelos, no bairro Tristeza. Diego chegou a receber atendimento médico no local, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da ambulância.
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Músico estava a caminho de uma apresentação
Diego seguia para um pub próximo ao local da colisão para realizar uma apresentação com o grupo de pagode D’Kara Nova. O músico fazia parte da banda desde 2017 e tocava pandeiro.
Ele se apresentava em bares e eventos de Porto Alegre desde a adolescência e também passou por outros grupos de samba e pagode, como Nova Versão, Nossa Casa, Samba & Amizade e Pagode do Zico.
A carreira de mais de duas décadas fez de Branco um nome conhecido entre músicos e frequentadores do circuito de samba e pagode da capital gaúcha.
Amigo lembra trajetória e generosidade
A morte provocou comoção entre pessoas próximas ao músico. Paulinho Vilanova, amigo de Diego, destacou o comportamento alegre e a disposição que ele tinha para participar de rodas de samba e eventos de amigos.
“Era um cara sorridente, sempre alegre, brincalhão, disposto a fazer samba para os amigos. Não era pelo dinheiro. Ele ia tocar no meu aniversário e não iria cobrar nada. Era muito bom de coração.”
Segundo relatos sobre a trajetória do músico, Diego tinha o hábito de participar de apresentações e eventos mesmo quando não havia remuneração envolvida, reforçando a relação que mantinha com outros artistas e com a comunidade do samba de Porto Alegre.
Dois motoristas ficam feridos
Além de Diego, os dois motoristas envolvidos na colisão ficaram feridos. Segundo informações da Polícia Civil, os ferimentos foram leves e ambos foram encaminhados para atendimento médico.
Diego estava no banco do passageiro do Peugeot 208. O veículo foi atingido na lateral pelo Volkswagen Taos no momento em que ingressava na Avenida Wenceslau Escobar.
O motorista do Peugeot se recusou a realizar o teste do bafômetro. A recusa passou a fazer parte da apuração, mas, até o momento, não há conclusão oficial de que o condutor estivesse sob efeito de álcool.
Polícia Civil investiga as causas
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da colisão. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades devem ser analisadas para ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente.
A investigação deverá verificar como os dois veículos chegaram ao cruzamento e quais fatores contribuíram para a batida. As identidades dos motoristas não foram divulgadas.
A Avenida Wenceslau Escobar chegou a ser totalmente bloqueada durante o atendimento da ocorrência. O trânsito foi liberado por volta das 3h desta quinta-feira (3).
Acidente interrompe trajetória de mais de 20 anos
A morte de Branco interrompe uma trajetória construída desde a adolescência. Ao longo de mais de 20 anos, o músico participou de diferentes grupos e apresentações na cena de samba e pagode de Porto Alegre.
Desde 2017, ele integrava o D’Kara Nova, onde atuava como pandeirista. Na noite do acidente, justamente quando seguia para mais uma apresentação, a trajetória foi interrompida pela colisão.
O caso agora permanece sob investigação, enquanto familiares, amigos e colegas de profissão enfrentam a perda do músico.
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ENTENDA O CONTEXTO
O acidente aconteceu em um dos principais corredores viários da Zona Sul de Porto Alegre e envolveu dois automóveis. Segundo a Polícia Civil, Diego Sanches estava como passageiro de um Peugeot 208 quando o veículo foi atingido lateralmente por um Volkswagen Taos. O músico recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos. Os dois motoristas sobreviveram e tiveram ferimentos leves.
A investigação ainda precisa determinar exatamente como ocorreu a colisão e quais fatores contribuíram para o acidente. A recusa do motorista do Peugeot ao teste do bafômetro também será considerada na apuração, mas não permite, isoladamente, concluir que havia embriaguez. Câmeras de segurança e demais elementos periciais deverão ajudar a Polícia Civil a estabelecer a dinâmica da ocorrência.
Para a comunidade do samba e do pagode de Porto Alegre, o caso representa ainda a perda de um músico que atuava desde a adolescência e integrava o D’Kara Nova desde 2017.
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