O primeiro suspeito de envolvimento na morte do policial militar Paulo Roberto Lima Pereira foi detido pela Polícia Civil de São Paulo. O homem foi localizado na quinta-feira (3), no bairro de Cangaíba, na zona leste da capital, durante uma ação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
A prisão acontece uma semana após o crime, ocorrido na Marginal Tietê, na altura da Ponte Aricanduva. Paulo Roberto, que estava de folga, foi abordado por três homens depois de parar o carro para verificar um problema no pneu.
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Entenda O Que Aconteceu
Segundo a investigação, o policial estava parado no acostamento quando foi surpreendido pelos criminosos. Uma testemunha contou à polícia que um dos homens aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”, enquanto os outros dois passaram a agredir a vítima.
Durante o ataque, os criminosos perceberam que Paulo era policial e levaram a arma particular dele. O PM foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso foi registrado como latrocínio — roubo seguido de morte
Suspeito Foi Localizado Na Zona Leste
O homem detido foi localizado em Cangaíba, na zona leste de São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele foi levado para a sede do Deic, onde prestou depoimento aos investigadores.
A polícia apreendeu um celular na residência do suspeito. O aparelho deverá ser analisado para tentar encontrar informações que ajudem a esclarecer a participação dele no crime e identificar os demais envolvidos.
Polícia Procura Outros Envolvidos
A investigação ainda não está encerrada. A Polícia Civil tenta identificar os outros dois homens que teriam participado da abordagem.
A apuração é conduzida pela 1ª Delegacia sobre Roubos e Latrocínios do Deic, responsável por investigar crimes desse tipo.
A principal suspeita é de que o grupo tenha utilizado um método conhecido como “gangue da pedra”, no qual criminosos colocam objetos ou pedras nas pistas para provocar problemas nos veículos e obrigar os motoristas a parar.
A polícia, porém, ainda investiga se essa estratégia foi efetivamente utilizada no caso de Paulo Roberto.
PM Foi Atacado Após Parar O Carro
Paulo Roberto Lima Pereira integrava a Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep), do 17º Batalhão da PM.
Na noite de 28 de agosto, ele parou o veículo na Marginal Tietê para verificar o pneu. Foi nesse momento que os três suspeitos teriam surgido e iniciado o ataque.
Além da arma particular levada pelos criminosos, outros pertences permaneceram no veículo. O policial chegou a ser atendido por equipes de emergência, mas morreu no hospital.
PM Deixou Três Filhos
Paulo Roberto tinha 44 anos e deixou três filhos, de 13, 15 e 24 anos.
O policial foi enterrado no domingo (30), em Poá, na Grande São Paulo, dois dias depois do crime.
Investigação Continua
Apesar da prisão, a Polícia Civil ainda precisa esclarecer qual foi exatamente a participação do suspeito no assassinato.
Os investigadores também buscam localizar os outros envolvidos e entender toda a dinâmica do ataque.
A análise do celular apreendido e o cruzamento de informações devem ajudar a polícia a avançar na identificação dos demais suspeitos.
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Entenda O Contexto
A morte do policial militar Paulo Roberto Lima Pereira voltou a chamar atenção para a violência contra motoristas nas Marginais Tietê e Pinheiros. A Polícia Civil investiga a atuação de grupos que utilizam pedras ou outros objetos para provocar a parada de veículos e realizar assaltos.
No caso do PM, a investigação trabalha com a possibilidade de que esse tipo de abordagem tenha sido utilizado, mas a hipótese ainda não foi confirmada. A prisão do primeiro suspeito representa um avanço na apuração, mas a polícia continua procurando os demais envolvidos e analisando as provas para esclarecer a participação de cada um no latrocínio.
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