A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não participou do ato promovido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (7), durante as manifestações do Dia da Independência. A decisão foi tomada para que ela permanecesse em Brasília ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ausência de Michelle ocorre em um momento em que aliados do bolsonarismo tentam demonstrar unidade durante a campanha eleitoral. A ex-primeira-dama era apontada como uma presença importante para mobilizar apoiadores, mas optou por não viajar para a capital paulista.
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Entenda o que aconteceu
O ato realizado na Avenida Paulista foi organizado por apoiadores de Flávio Bolsonaro e teve como principais bandeiras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O evento faz parte da estratégia da campanha do candidato do PL para ampliar a mobilização de sua base eleitoral às vésperas do primeiro turno.
A expectativa de parte dos aliados era que Michelle Bolsonaro participasse da manifestação, já que ela continua sendo uma das figuras mais populares do campo conservador e possui forte influência entre o eleitorado bolsonarista. No entanto, a ex-primeira-dama permaneceu em Brasília durante as celebrações oficiais da Independência.
Relação entre Michelle e Flávio vive momento delicado
A ausência também acontece após meses de tensão entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Divergências políticas e disputas internas no grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro provocaram um distanciamento entre os dois ao longo de 2026.
Em julho, Flávio chegou a afirmar publicamente que não mantinha mais relação com a ex-primeira-dama, embora tenha ressaltado respeito por ela em razão da ligação com Jair Bolsonaro. Michelle, por sua vez, também manifestou insatisfação com episódios envolvendo o senador e aliados do partido.
Mobilização é considerada estratégica para campanha
A campanha de Flávio vê as manifestações do 7 de Setembro como uma oportunidade para demonstrar força política e ampliar o alcance de pautas defendidas pelo bolsonarismo. O ato na Paulista foi apresentado como um protesto contra o governo Lula e contra decisões recentes do STF.
Lideranças do PL apostam que uma grande participação popular pode fortalecer o discurso da campanha e impulsionar a reta final da disputa presidencial.
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Entenda o contexto
A ausência de Michelle Bolsonaro ganha relevância porque a ex-primeira-dama continua sendo uma das principais lideranças políticas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos meses, seu nome chegou a ser cogitado para desempenhar papel mais ativo na campanha de Flávio Bolsonaro, especialmente em agendas voltadas ao eleitorado feminino e evangélico.
Ao mesmo tempo, o relacionamento entre Michelle e Flávio passou por desgastes públicos, alimentando especulações sobre o nível de participação dela na campanha presidencial. A decisão de permanecer em Brasília durante o ato da Paulista reforça a percepção de que a atuação da ex-primeira-dama continuará ocorrendo de forma mais independente ao longo da disputa eleitoral.
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