A corrida pela Presidência da República aparece cada vez mais apertada nas pesquisas eleitorais. O levantamento mais recente da Palver, divulgado nesta quarta-feira (9), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto contra 44% de Lula (PT) em uma simulação de segundo turno.
Apesar da vantagem numérica do senador, os dois candidatos estão em empate técnico, já que a diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos para mais ou para menos.
O levantamento ouviu 5 mil eleitores pela internet entre os dias 4 e 8 de setembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05420/2026.
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O resultado mostra um cenário em que qualquer oscilação pode alterar a posição dos candidatos.
Embora Flávio apareça numericamente à frente, os 46% registrados pelo senador não permitem afirmar, estatisticamente, que ele esteja liderando de forma isolada. Com a margem de erro de 2,5 pontos, os percentuais dos dois candidatos se sobrepõem.
Na prática, isso significa que Lula pode estar à frente, Flávio pode estar à frente ou os dois podem estar praticamente empatados, considerando a margem de erro.
O cenário aumenta a pressão sobre as duas campanhas, que passam a disputar cada ponto percentual em um eleitorado cada vez mais decisivo para a definição do segundo turno.
Primeiro turno também mostra disputa apertada
A pesquisa Palver indica que a proximidade entre Lula e Flávio não aparece apenas na simulação de segundo turno.
No primeiro turno, no cenário sem Pablo Marçal, Lula aparece com 40%, enquanto Flávio registra 39%. Renan Santos (Missão) aparece com 11%, e Augusto Cury (Avante) tem 4%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) marcam 1% cada.
Em outro cenário testado pelo instituto, Lula também aparece com 40%, enquanto Flávio fica com 39%.
Os números mostram uma disputa concentrada principalmente nos dois candidatos que lideram a corrida, mas com outros nomes ainda capazes de influenciar a formação do segundo turno.
Rejeição pode pesar na reta final
Outro dado relevante da pesquisa está nos índices de rejeição.
Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 49% dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.
A elevada rejeição dos dois candidatos mostra que a disputa não depende apenas da capacidade de conquistar novos eleitores. Também será importante evitar que o adversário consiga ampliar sua própria rejeição ou mobilizar eleitores que hoje estão fora das duas campanhas.
Esse cenário tende a tornar a campanha mais agressiva na disputa pela narrativa, principalmente nas redes sociais e nos segmentos do eleitorado que ainda podem mudar de posição.
Palver mostra cenário diferente de outros levantamentos
A pesquisa divulgada nesta quarta-feira reforça uma tendência observada em outros levantamentos recentes: a disputa entre Lula e Flávio está cada vez mais equilibrada.
Na Quaest, divulgada nesta semana, os dois aparecem com 41% cada em um eventual segundo turno. Já no BTG/Nexus, Flávio aparece com 46% contra 45% de Lula.
Os resultados variam entre os institutos porque as pesquisas utilizam metodologias, amostras e períodos de coleta diferentes. Ainda assim, os levantamentos mais recentes convergem em um ponto: o segundo turno entre Lula e Flávio apresenta uma disputa apertada e sem vantagem estatisticamente segura para nenhum dos dois.
Campanhas entram em alerta
Com a diferença reduzida, cada grupo de eleitores passa a ter peso maior na estratégia das campanhas.
Regiões onde Lula e Flávio apresentam desempenho mais equilibrado, além de segmentos como jovens, eleitores de classe média, religiosos e pessoas que ainda não consolidaram o voto, tendem a ganhar atenção especial.
A expectativa é de que os próximos movimentos incluam maior concentração de agendas em regiões consideradas estratégicas, mudanças na comunicação digital e intensificação da disputa por temas como economia, segurança pública, programas sociais e combate à corrupção.
Em uma eleição tão apertada, uma mudança de poucos pontos pode ser suficiente para alterar completamente a leitura do cenário.
Segundo turno continua em aberto
O levantamento da Palver não permite apontar um vencedor neste momento. Flávio Bolsonaro aparece com dois pontos de vantagem sobre Lula, mas a diferença está dentro da margem de erro.
O dado mais importante, portanto, não é apenas quem aparece numericamente na frente, mas o fato de que os dois candidatos estão separados por uma distância pequena em uma disputa que permanece estatisticamente indefinida.
Com novas pesquisas previstas para os próximos dias, a tendência é de que a disputa pela narrativa de crescimento, queda ou estabilidade ganhe ainda mais força. Até a votação, cada novo levantamento poderá mudar a percepção sobre quem chega ao segundo turno em vantagem.
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Entenda O Contexto
A pesquisa Palver foi realizada entre 4 e 8 de setembro com 5 mil eleitores pela internet e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece numericamente à frente, com 46% contra 44%, mas a diferença está dentro da margem de erro e configura empate técnico.
O levantamento também mostra uma disputa apertada no primeiro turno, com Lula em 40% e Flávio em 39%. Os números reforçam um cenário de forte equilíbrio na corrida presidencial de 2026, no qual mudanças pequenas no comportamento do eleitor podem alterar a posição dos candidatos.
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