Quaest mostra disputa apertada entre Lula e Flávio em 5 estados

Levantamento revela cenário competitivo entre candidatos em cinco estados-chave para a corrida presidencial.
Redação NC News
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A disputa pela Presidência da República segue marcada pela forte polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas os números mudam bastante de acordo com o estado. Uma nova rodada de pesquisas Quaest mostra cenários distintos nos cinco maiores colégios eleitorais analisados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal.

Os levantamentos foram realizados entre 4 e 7 de setembro, com entrevistas presenciais, e mostram Flávio numericamente à frente de Lula em São Paulo e no Distrito Federal. No Rio e em Minas Gerais, a disputa aparece tecnicamente empatada. Já em Pernambuco, Lula abre uma vantagem expressiva.

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No maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro aparece com 31% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30% de Lula.

Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 8%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 2%. Romeu Zema (Novo), Wilson Grassi (Democrata) e Samara Martins (UP) registram 1% cada.

A disputa entre Lula e Flávio fica ainda mais interessante quando o cenário de segundo turno é analisado. Nesse caso, Flávio aparece com 41%, contra 33% de Lula, uma vantagem de oito pontos percentuais.

São Paulo, portanto, surge como um dos principais focos da estratégia do candidato do PL na tentativa de construir uma vantagem nacional.

Pernambuco continua sendo reduto de Lula

O cenário é completamente diferente em Pernambuco.

No estado, Lula lidera o primeiro turno com 51%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 21%. Augusto Cury tem 6%, Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 2% cada.

A vantagem também é ampla em um eventual segundo turno. Lula chega a 57% contra 26% de Flávio, diferença de 31 pontos percentuais.

O resultado mantém Pernambuco como uma das regiões mais favoráveis ao presidente na disputa nacional.

Minas tem cenário mais equilibrado

Em Minas Gerais, a fotografia é bem mais apertada.

Lula aparece com 31% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27%. Augusto Cury alcança 8%, Romeu Zema tem 6%, Ronaldo Caiado aparece com 3% e Renan Santos, com 2%.

Com a margem de erro de três pontos percentuais, Lula e Flávio estão em situação de empate técnico no estado.

No segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente, com 40% contra 37% de Lula, mas a diferença também fica dentro da margem de erro.

O resultado transforma Minas em um dos territórios mais importantes da eleição. O estado possui histórico de refletir tendências nacionais e, desta vez, apresenta uma disputa muito mais equilibrada entre os dois principais candidatos.

No Distrito Federal, Flávio abre vantagem

O Distrito Federal também apresenta vantagem para Flávio Bolsonaro.

No primeiro turno, o senador chega a 31%, contra 28% de Lula. Ronaldo Caiado aparece com 12%, Augusto Cury com 8%, Romeu Zema com 2% e Renan Santos também com 2%.

No segundo turno, a diferença aumenta: Flávio marca 45% contra 38% de Lula.

O resultado chama atenção porque Flávio avançou cinco pontos em relação ao levantamento anterior no primeiro turno, enquanto Lula permaneceu com o mesmo percentual.

Rio de Janeiro mostra disputa apertada

No Rio de Janeiro, estado que concentra parte importante da base política da família Bolsonaro, a diferença também é pequena.

Flávio aparece com 31% no primeiro turno, enquanto Lula tem 30%. Augusto Cury chega a 8%, Ronaldo Caiado a 4%, Renan Santos a 2%, e Romeu Zema, Wilson Grassi e Samara Martins registram 1% cada.

O cenário de segundo turno, porém, muda de forma significativa e coloca os dois candidatos em uma situação muito mais equilibrada.

Com margem de erro de três pontos percentuais, a disputa no Rio permanece aberta e reforça a importância do estado para as duas campanhas.

Cury ganha espaço e se consolida em terceiro

Um dos pontos que mais chama atenção nos levantamentos regionais é o desempenho de Augusto Cury.

O candidato do Avante aparece com 8% em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Em Pernambuco, registra 6%.

O crescimento coloca Cury em uma posição diferente daquela ocupada por candidaturas menores em pesquisas anteriores. Ele passa a concentrar uma parcela relevante de eleitores que não estão diretamente alinhados com Lula ou Flávio.

No levantamento nacional mais recente da Quaest, Cury aparece com 8% no primeiro turno, atrás apenas de Lula e Flávio.

Pablo Marçal ainda aparece nos cenários

A pesquisa nacional também testou cenários com Pablo Marçal (PRTB). O ex-candidato, entretanto, está inelegível neste momento.

No cenário em que seu nome é incluído, Marçal aparece com 1%. A presença dele no questionário permite medir quanto do eleitorado poderia migrar para sua candidatura caso a situação jurídica fosse modificada.

O nome também apresenta uma rejeição elevada. Segundo a Quaest, 45% dos entrevistados dizem que não votariam em Marçal de jeito nenhum.

Pesquisa nacional mantém Lula na frente

No cenário nacional, a Quaest mostra Lula com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% de Flávio Bolsonaro.

Augusto Cury aparece com 8%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 3% cada. Romeu Zema registra 2% e Pablo Marçal, 1%.

Brancos, nulos e eleitores que afirmam que não vão votar somam 8%, enquanto os indecisos representam 9%.

No segundo turno, entretanto, a distância desaparece: Lula e Flávio aparecem empatados em 41%. Brancos, nulos e quem não pretende votar somam 13%, e 5% estão indecisos.

Rejeição coloca os dois candidatos sob pressão

Outro dado importante da pesquisa é a rejeição.

Flávio Bolsonaro apresenta 55% de rejeição, enquanto Lula registra 53%. Ou seja, mais da metade dos entrevistados afirma que não votaria em nenhum dos dois de jeito nenhum.

A elevada rejeição mostra que a eleição não será decidida apenas pela capacidade de conquistar novos eleitores. A estratégia de cada campanha também passa por impedir que o adversário amplie sua própria rejeição.

Com uma disputa de segundo turno tão apertada, esse eleitorado pode assumir papel decisivo.

Cenário regional pode definir a eleição

Os números mostram que não existe uma fotografia única do eleitorado brasileiro.

Lula apresenta enorme vantagem em Pernambuco, enquanto Flávio se destaca em São Paulo e no Distrito Federal. Minas Gerais aparece equilibrada, e o Rio também permanece como território de disputa.

Essa diferença regional deve influenciar diretamente as estratégias das campanhas nas próximas semanas.

Lula precisa preservar sua força no Nordeste e tentar reduzir as perdas em estados estratégicos do Sudeste e do Centro-Oeste. Flávio, por outro lado, precisa transformar suas vantagens regionais em crescimento nacional sem perder espaço onde o presidente mantém ampla liderança.

A presença de Cury acrescenta uma terceira força relevante ao cenário e pode dificultar ainda mais a consolidação dos dois principais campos.

O que pode mudar até a eleição

A pesquisa mostra que uma parcela importante do eleitorado ainda não está completamente definida. Além disso, as diferenças entre os candidatos em vários estados estão dentro ou próximas das margens de erro.

Isso significa que novos movimentos de campanha, debates, alianças, acontecimentos políticos e mudanças na avaliação do governo podem alterar o cenário.

No levantamento nacional, Lula continua liderando o primeiro turno, mas o empate de 41% a 41% no segundo turno deixa claro que a vantagem inicial não garante tranquilidade para o presidente.

Para Flávio, o desafio é transformar o desempenho forte em estados estratégicos em uma vantagem nacional. Para Lula, a missão é preservar a liderança no primeiro turno e impedir que o senador converta a força regional em uma virada na disputa presidencial.

METODOLOGIA

A pesquisa nacional da Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-01720/2026. As pesquisas estaduais foram realizadas entre 4 e 7 de setembro, com amostras de 1.800 entrevistados em São Paulo, 1.302 no Rio e em Pernambuco, 1.506 em Minas Gerais e 1.104 no Distrito Federal. As margens de erro estaduais variam de dois a três pontos percentuais.

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Entenda O Contexto

A nova rodada da Quaest mostra uma eleição presidencial marcada por forte polarização nacional, mas com diferenças importantes entre os estados.

Lula lidera o primeiro turno no cenário nacional com 36%, contra 29% de Flávio Bolsonaro, enquanto os dois aparecem empatados em 41% em uma simulação de segundo turno. Nos estados, Flávio tem vantagem em São Paulo e no Distrito Federal, enquanto Lula mantém uma dianteira expressiva em Pernambuco.

Minas Gerais e Rio de Janeiro apresentam disputas mais equilibradas. O desempenho de Augusto Cury também chama atenção, já que o candidato do Avante aparece com 8% em vários dos principais colégios eleitorais.

Com rejeição elevada dos dois principais candidatos e diferenças apertadas em parte do país, o cenário permanece aberto e sujeito a mudanças até a votação.

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