A disputa pela herança deixada por Erasmo Carlos ganhou mais um capítulo que parece saído de uma novela. Quase quatro anos depois da morte do cantor, uma minuta de testamento que teria sido preparada ainda em vida pelo artista entrou no centro do impasse envolvendo os filhos, Leonardo e Gil Esteves, e a viúva, Fernanda Passos.
Segundo apuração da coluna GENTE, foi feita uma minuta do testamento, mas o documento nunca chegou a ser lavrado oficialmente em cartório. O texto, que estaria guardado no escritório do cantor, poderia servir como referência em uma eventual discussão sobre a vontade de Erasmo na divisão de seu patrimônio.
Agora, porém, o paradeiro do documento virou uma nova incógnita. Nenhuma das partes envolvidas afirma saber onde está a minuta.
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Documento poderia ajudar a esclarecer a vontade do cantor
A existência da minuta acrescenta uma nova camada à disputa porque, desde a abertura do inventário, a questão sucessória tem sido tratada sem um testamento formal que estabelecesse a divisão dos bens.
Em 2023, quando o inventário foi aberto, documentos apresentados à Justiça registravam que Erasmo não havia deixado testamento. Naquele momento, os filhos e Fernanda chegaram a um acordo para que a viúva administrasse o espólio.
A nova informação sobre a minuta, portanto, não significa que exista hoje um testamento válido. Como o documento não teria sido oficializado em cartório, seu eventual valor jurídico e a forma como poderia ser utilizado na disputa dependem de análise judicial.
Disputa já envolveu imóvel, dinheiro e outros bens
A partilha do patrimônio do Tremendão se tornou cada vez mais complicada nos últimos meses. Entre os pontos de conflito está um apartamento em São Conrado, no Rio de Janeiro, que tem participação de 50% da viúva e os outros 50% divididos entre os dois filhos. O imóvel chegou a ser alugado por R$ 27 mil mensais, e parte dos valores passou a ser depositada judicialmente por determinação da Justiça.
Também houve questionamentos sobre despesas relacionadas ao imóvel e uma notícia-crime apresentada pelos filhos envolvendo movimentações financeiras que somam centenas de milhares de reais. As acusações são discutidas judicialmente e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre eventual irregularidade.
O paradeiro da minuta pode se tornar relevante justamente porque a disputa já envolve diferentes interpretações sobre quais bens pertenciam a Erasmo, quais poderiam ser considerados patrimônio da viúva e como o restante do espólio deve ser dividido.
Especialistas ouvidos recentemente sobre o caso destacaram que, em disputas sucessórias desse tipo, primeiro é necessário identificar o patrimônio efetivamente pertencente ao falecido e depois definir o que integra a herança e como deve ocorrer a distribuição.
Minuta não é o mesmo que testamento
Um dos pontos mais importantes do novo capítulo é diferenciar a existência de uma minuta de um testamento oficialmente registrado.
Uma minuta pode representar uma versão preliminar da vontade de uma pessoa, mas não deve ser automaticamente tratada como um testamento válido. Como o documento atribuído a Erasmo não teria sido levado a cartório, qualquer tentativa de utilizá-lo na disputa dependeria da avaliação de seu conteúdo, origem, autenticidade e eventual validade jurídica.
O desaparecimento do papel, portanto, aumenta a curiosidade em torno do caso, mas não significa que os herdeiros possam simplesmente considerar suas disposições como definitivas.
Briga pelo espólio se arrasta desde 2022
Erasmo Carlos morreu em 22 de novembro de 2022, aos 81 anos. Nos primeiros meses após a morte, os filhos Leonardo e Gil Esteves e Fernanda Passos chegaram a um acordo para que ela assumisse a administração do espólio. Na documentação apresentada à Justiça naquele período, constava que o cantor não havia deixado testamento.
Desde então, porém, a relação entre os herdeiros se deteriorou e a discussão passou a envolver imóveis, carro, direitos autorais, imagem e movimentações financeiras.
Em 2026, a disputa continua sendo analisada em diferentes frentes, enquanto novos detalhes sobre o patrimônio e sobre decisões tomadas ainda em vida pelo cantor continuam surgindo.
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Entenda O Contexto
A disputa pelo patrimônio de Erasmo Carlos se arrasta desde a morte do cantor, em novembro de 2022. Embora documentos apresentados no início do inventário tenham registrado que ele não deixou testamento, uma nova apuração aponta que teria existido uma minuta de testamento que nunca foi oficializada em cartório.
O documento estaria guardado no escritório do artista e agora não foi localizado, segundo as informações divulgadas. A eventual utilização dessa minuta dependeria de análise jurídica e não significa, por si só, que suas disposições tenham validade como testamento. Paralelamente, filhos e viúva continuam envolvidos em discussões judiciais sobre imóveis, despesas, aluguéis e movimentações financeiras relacionadas ao espólio.
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