A forte chuva que atingiu São Paulo nesta quinta-feira (10) deixou pelo menos 38,9 mil clientes sem energia elétrica na capital e na Região Metropolitana, segundo dados da Enel analisados até 11h50. A situação ocorreu em meio a um cenário de instabilidade que colocou toda a cidade em estado de atenção para alagamentos.
Entre os municípios mais afetados em números absolutos estão Taboão da Serra, Embu das Artes e Juquitiba. Na capital, 24.249 clientes da concessionária estavam sem fornecimento de energia.
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Entenda o que está acontecendo
A chuva ganhou força durante a manhã desta quinta-feira e, por volta das 11h15, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) colocou toda a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos.
As áreas de instabilidade também provocaram mudanças rápidas nas condições do tempo, com chuva moderada a forte em diferentes pontos da capital e possibilidade de rajadas de vento, alagamentos e transbordamentos.
O cenário deve continuar nos próximos dias. A previsão indica novas pancadas de chuva e ventos fortes, principalmente com o avanço de uma frente fria associada a um ciclone extratropical.
Mais de 38 mil clientes ficaram sem luz
De acordo com os dados da Enel, 38,9 mil clientes estavam sem energia elétrica na capital e na Região Metropolitana por volta das 11h50.
Taboão da Serra concentrava o maior número de imóveis afetados, com 6.738 clientes sem fornecimento. Em seguida aparecia Embu das Artes, com 3.030 unidades sem energia.
Na cidade de São Paulo, eram 24.249 clientes sem luz entre os cerca de 6 milhões atendidos pela concessionária.
A interrupção do fornecimento ocorre em meio à ocorrência de chuva forte, rajadas de vento e possibilidade de queda de árvores, fatores que podem afetar a rede elétrica.
Capital entra em estado de atenção
O CGE colocou toda a cidade em estado de atenção para alagamentos às 11h15.
A medida indica que as condições meteorológicas podem provocar problemas como pontos de alagamento, transbordamentos e dificuldades no trânsito, especialmente em áreas mais vulneráveis.
As marginais Tietê e Pinheiros também entraram em estado de atenção.
A orientação é evitar áreas alagadas e não tentar atravessar trechos onde a água esteja acumulada ou com correnteza.
Há risco de tornado em São Paulo?
A possibilidade existe, mas é considerada localizada.
Segundo meteorologistas da Climatempo, as condições atmosféricas entre quinta (10) e sexta-feira (11) favorecem a formação de supercélulas, que são grandes nuvens de tempestade com circulação de ar capaz de produzir fenômenos severos.
Essas condições podem provocar tornados e microexplosões, além de ventos superiores a 100 km/h em algumas áreas, chuva intensa em curto período e queda de granizo.
Isso não significa que um tornado ocorrerá na capital ou em uma cidade específica. O fenômeno depende da evolução das condições atmosféricas e pode surgir de maneira localizada.
Interior também está em alerta
A Defesa Civil de São Paulo emitiu um aviso de risco meteorológico para o período entre sexta-feira (11) e sábado (12).
As regiões de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Registro e parte de Sorocaba concentram o maior potencial para tempestades severas e fenômenos meteorológicos adversos.
Nessas áreas, existe possibilidade localizada de rajadas muito fortes, granizo, microexplosões e tornados.
Outras regiões, incluindo a capital, Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Campinas e o litoral paulista, também estão sob alerta para chuva volumosa e rajadas de vento.
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Defesa Civil monta gabinete de crise
Diante da previsão de tempestades severas, a Defesa Civil estadual decidiu montar um gabinete de crise na sexta-feira.
O objetivo é integrar informações, acompanhar em tempo real a evolução das condições meteorológicas e agilizar decisões caso ocorram situações de emergência.
O órgão também programou uma reunião com os municípios paulistas e secretarias estaduais para apresentar o cenário previsto e orientar as equipes sobre os riscos e as medidas de prevenção.
O que explica a mudança no tempo
A instabilidade está relacionada à formação de um ciclone extratropical no leste do Rio Grande do Sul, que contribui para a formação de áreas de nuvens carregadas sobre São Paulo, Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul.
A combinação de diferentes sistemas atmosféricos aumenta o potencial para chuvas fortes, ventos intensos e granizo.
Por isso, a previsão para os próximos dias exige atenção principalmente em áreas mais vulneráveis a alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
Entenda o contexto
O episódio desta quinta-feira ocorre antes de uma nova janela de maior risco prevista para sexta-feira à tarde e à noite, avançando pela madrugada e manhã de sábado.
A Defesa Civil considera que diferentes regiões do estado podem registrar tempestades severas, mas a intensidade não será necessariamente a mesma em todas as cidades.
Na capital e na Região Metropolitana, o principal risco está relacionado à chuva volumosa, rajadas de vento, alagamentos e possíveis quedas de árvores. Já algumas regiões do interior apresentam potencial maior para fenômenos severos, incluindo granizo intenso, microexplosões e tornados isolados.
Para a população, a recomendação é acompanhar os alertas oficiais, evitar áreas alagadas e procurar abrigo durante a ocorrência de tempestades fortes.
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